terça-feira, 28 de julho de 2015

WMOC 2015 - saiba como estão nossos compatriotas!

Olá, amigos orientistas.


No dia 25 de julho, com a realização da cerimônia de abertura, foi dada a largada para mais um World Masters Orienteering Championships, o WMOC 2015. O evento anual é o maior torneio para os veteranos da modalidade. São ao todo 39 países participantes e o Brasil está na 14ª colocação em número de inscritos. Nesta edição somos representados por 40 dos nossos melhores orientistas.
Foto de Sander Lembra - [MiD7]
Foto de Michael Hock
Foto de Michael Hock
Foto de Michael Hock
A primeira etapa do WMOC foi destinada às provas tipo sprint e ocorreu nos dias 26 e 27. A grande final foi acompanhada por um dia nublado e frio. Provando que nossa orientação está evoluindo continuamente, tivemos vários nomes disputando as respectivas finais A (em destaque). Não constam na lista abaixo os colegas que não partiram.

M40 A - Gilmar Steffler - 37º
M40 B - Gilson Schropfer - 4º
M40 B - Rogerio Antonio Pereira - 11º
M40 B -Everson Luiz Kauffmann - 15º
M40 B - José Mauricio Lopes - 30º
M40 B - Cesar de Conti - 33º
M45 B - Valdir Babolin - 33º
M45 B - Gelson Luis Togni - 50º
M45 B - Jorge Luis Madureira Barreto - mp
M45 B - Ademir Júlio de Bastos - dq
M50 A - Jadir Francisco Pereira - 43º
M50 A - Luiz Sergio Mendes - 58º
M50 A - Antonio José Paula Da Silva - mp
M50 B - Carlos Alberto Xavier - 28º
M50 B - Luismar De Avanco - 44º
M50 B - Plinio Nascimento - 47º
M50 B - Anilton Hennig - 53º
M50 B - Nilson Gongra - 55º
M50 B - Luis Vitorino da Cruz - 58º
M50 B - Roberto da Silva Alves - 61º
M50 B - Luiz Pinhiero da Guia - dq
M55 B - Jaime Demarchi - 63º
M55 B - Almir De Oliveira - 75º
M55 C - Jose Luiz de Souza Petroceli - 17º
M55 C - Gilson de Faria - 24º
M60 A - Antonio Dmeterko - 73º
M65 D - Roberto Dias Torres - 32º
M70 C - Valentim Antunes Garcia - 65º
M75 B - Murilo Cabral - 47º

W35 B - Rita Prochnow - 20ª
W45 B - Cristine Antunes - 22ª
W50 B - rosa maria saunitti - 30ª
W50 B - Jocilene Rubens - 55ª
W55 B - Ana Cintra - mp

O dia 28 é dedicado aos treinos para a etapa de floresta e ao descanso.
No dia 29 teremos a primeira prova classificatória.
Os resultados online estão disponíveis clicando aqui.

Que nossos orientistas tenham uma excelente competição!

Boas rotas \o/
orientistaemrota

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CODF 2015 - III Etapa - Fotos

Olá, orientistas.

Para os colegas do Distrito Federal e visitantes de outros estados, publicamos aqui o álbum de fotos da III Etapa do CODF 2015.

Os resultados estão disponíveis no sítio da FODF. Clique aqui.
Também foi elaborado um pequeno vídeo feito pelo colega Junior, que iniciou um projeto de um canal de vídeo para orientistas. Assista ao video clicando aqui.

A etapa foi organizada pelo COR-DF e sediada na Floresta Nacional de Brasília. O terreno, apesar de plano, foi bastante desafiador. Destaque para a diversidade da vegetação e a presença de praticantes de caminhada e mountain bike, os quais tiveram oportunidade de conhecer mais esta apaixonante modalidade desportiva.







O álbum completo, com quase 200 fotos, está disponível clicando aqui ou aqui. Confira se você foi clicado.
Não deixe de efetuar seus comentários sobre esta prova. Os responsáveis utilizarão essas informações para promover melhorias nas próximas etapas.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

Utilizando o GPS para analisar seus percursos de Orientação - Tutorial do QuickRoute

Olá, estimados orientistas.

Faz algumas semanas conversamos sobre a utilização dos dispositivos de GPS nas corridas de orientação. Apresentamos alguns dos mais comuns relógios e trackers e, também, a legislação da IOF sobre o tema. Agora vamos falar de um dos programas mais utilizados para fazer análises das rotas obtidas a partir dos GPS. Boa leitura \o/

O que você vai precisar:
Programa QuickRoute (somente para windows);
Imagem do mapa em formato .jpeg, .jpg, .gif, .png, .tif ou .tiff;
Rota extraída do seu GPS em formato .tcx ou .gpx (o programa extrai direto dos dispositivos garmin, desde que instalados os plugins necessários).
Para adquirir o QuickRoute, acesse o sítio oficial:

No momento não há disponível o idioma português, mas entendendo a lógica do programa, fica mais fácil utilizá-lo. Basicamente o QuickRoute sobrepõe a rota obtida pelo GPS num mapa digitalizado. Permite, ainda, que sejam feitos alguns ajustes para que o mapa final fique mais fidedigno. Sabendo disso, vamos ao tutorial. Lembrando que vamos lidar apenas com a forma básica de utilização do programa. Usuários avançados podem não encontrar utilidade neste tutorial.

1) Após instalar o programa, abra-o e você terá a seguinte tela:


O menu principal tem as funções File (arquivos), View (visualizações), Tools (ferramentas), Settings (ajustes) e Help (ajuda).




   
Para criar um novo mapa com rota há duas opções: clicar em File e depois em New; ou clicar diretamente no ícone de página em branco. Ambas as formas resultam na seguinte tela:

2) A tela New document é a que vai receber o mapa e a rota do GPS.


Na parte Map Image (imagem do mapa), clique em Browse (procurar). Abrirá o gerenciador de arquivos do seu computador e você deverá informar qual é o mapa a ser inserido no QuickRoute.
Na parte Route (rota), note que existem duas opções: From GPS device (a partir de um dispositivo GPS); e From File (a partir do arquivo). Caso você tenha um dispositivo Garmin, o arquivo pode ser extraído diretamente, bastando apenas que esteja já conectado ao computador. Caso você tenha extraído o arquivo para o computador, clique em Browse (procurar). Abrirá o gerenciador de arquivo do seu computador e você deverá informar qual é a rota do GPS a ser inserida no Quick Route.
Também é importante observar a opção File Format (formato do arquivo). Note que inicialmente ela está na opção Gpx. Mas ela pode ser alterada para o formato Tcx. A opção escolhida será aquela coerente com o formato do arquivo que você extraiu do seu dispositivo GPS.
Na parte Person (pessoa), você tem a opção de inserir seu nome ou alguma informação que identifique quem é a pessoa que fez a rota informada.
DICAS: 1) Ao salvar a imagem do mapa e o arquivo do GPS, utilize nomes similares; 2) utilize uma pasta específica para os mapas e uma específica para as rotas GPS. Na próxima utilização, o programa buscará os arquivos inicialmente nestas pastas.
Preenchidos os três campos acima, clique em OK. O programa apresentará a seguinte tela:


Nem sempre o programa sobrepõe a rota corretamente sobre o mapa. Nestes casos, é necessário promover os ajustes. Isto se deve, principalmente, a diferenças entre a escala do mapa, o tamanho da imagem e, claro, o posicionamento real do mapa e da rota gravada no GPS.
3) Note que a barra superior agora apresenta outros botões e menus. Vamos nos ater aos mais importantes para obtenção do mapa com rota.


Na primeira linha de ícones existem três setas. A primeira delas serve para movimentar o mapa como um todo. A segunda, que em nosso exemplo já está selecionada, é a que vai nos permitir ajustar a rota sobreposta ao mapa.
Selecione-a e verifique no mapa aonde estão localizados o início e o fim da sua rota.


Clique sobre estes pontos (início ou fim da rota) e, mantendo o clique, ajuste conforme a realidade do que você fez na prova. Os pontos ajustados ficarão fixos no posicionamento escolhido por você. Normalmente, basta o arraste de dois pontos da rota para que todo o mapa fique ajustado. Caso isso não ocorra, você pode escolher outros pontos da rota para promover o ajuste. Basta clicar, segurar e arrastar conforme lhe parecer adequado.
DICAS: 1) se você marcar o lap em seu dispositivo GPS, sendo este da série Forerunner, em cada prisma alcançado, esta informação será visualizada no QuickRoute, facilitando o ajuste da rota no mapa. Cada lap é representado por um pequeno círculo vermelho ao longo da rota; 2) Existem determinados pontos da sua rota que são fáceis de identificar. Por exemplo, ângulos agudos, contornos de estradas ou grandes deslocamentos em linha reta. Utilize-os como guia. Observe sua rota e utilize aqueles pontos os quais você tem certeza da exata localização no mapa. Importante tentar utilizar somente dois pontos para o ajuste. 

4) Terminados os ajustes, selecione a seta de movimentação/análise do mapa 
Note que a rota passou a ter uma coloração que vai do verde ao vermelho.

Na segunda linha de ícones estão, basicamente, os botões para ajustes da forma de visualização da rota.

O primeiro quadro de seleção está com a opção Pace, que é a medida de quanto tempo se leva para percorrer um quilômetro, expressa em min/km. O segundo quadro faz a gradação por cores do menor para o maior pace obtido. Como este tutorial é apenas uma instrução para utilização simples do programa, vamos aos botões que ajustam a largura da representação gráfica da rota e a espessura de suas bordas. São os botões 

Você pode alterá-los da forma que melhor lhe agradar o resultado final. E também a barra que regula a transparência da rota 

Basta deslizá-la conforme melhor lhe convier.
Abaixo dois exemplos de como pode ser a visualização final ajustando estes três botões (observe a diferença de valores):



5) Se você chegou até aqui, é porque conseguiu inserir a imagem de um mapa e uma rota extraída do seu dispositivo GPS no programa QuickRoute. Também fez os devidos ajustes da rota e configurou sua largura, bordas e transparência para facilitar a visualização sobre o mapa.
Agora é o momento, portanto, de gravar seu arquivo e exportar a imagem para compartilhar seus feitos. Lembrando que o próprio QuickRoute possui excelentes ferramentas para análise (assunto para um post exclusivo).
Clique no ícone de gravação ou em File, depois Save. Será gravado um arquivo em formato .qrt, que é específico para o programa.
Para exportar uma imagem do mapa com a rota, clique em File, Export, depois Image. Os próximos passos são auto-explicativos e seguem o padrão de gravação de qualquer arquivo em computador.


Pronto! Você agora pode compartilhar com os demais orientistas o seu desempenho.
Se restar alguma dúvida, pode comentar aqui mesmo em nosso site ou enviar um email.

Boas rotas \o/

orientistaemrota

sábado, 13 de junho de 2015

II Etapa do CamBOr 2015 - Fotos e avaliação geral

Olá, orientistas.

A II Etapa do CamBOr 2015 foi sediada na Fazenda Piana, cujo proprietário é, também, orientista.
Sr. Piana e toda equipe do evento obtiveram êxito após terem trabalhado duro no propósito de tornar o mais agradável possível a estadia dos orientistas. Também ficou evidente a intenção em transformar esta etapa num marco histórico para a Orientação brasileira.


Defendemos aqui neste blog toda e qualquer ação que demonstre aos orientistas a ideia de que as competições brasileiras devem ser não apenas justas e competitivas mas, além disso, agradáveis nas formas de hospedagem, apresentar atrativos turísticos e opções de alimentação adequadas. Ponto positivo para esta etapa.
A ressalva fica por conta da escolha do local para o revezamento. Considerando as distâncias entre Campo Grande e Sidrolândia para a sede do evento, talvez pudesse ser mais proveitosa para a modalidade, em termos de imagem, se a prova ocorresse na capital do estado. O Parque das Nações Indígenas, um dos maiores parques do mundo em perímetro urbano, com seus 119 hectares, nos pareceu uma excelente área para esta primeira parte da competição.
Quanto ao cumprimento do regulamento do revezamento, mais uma vez houve descontentamento para a maioria. Em nossa opinião, prevaleceu a intransigência, a conivência de alguns competidores, a visão míope quando da leitura das regras e o já conhecido favorecimento bairrista entranhado na gestão da modalidade. Triste ver que o descrédito está praticamente calando os que ainda têm energia para tentar alavancar a Orientação.
Também no dia do Revezamento houve o Congresso Técnico.  Como de praxe, um espaço que não tem atingido os propósitos para os quais foi criado (ou para os quais deveria existir).

Numa análise geral, ambos percursos Médio e Longo exigiram bastante da técnica e da capacidade física dos orientistas. Chamou atenção na prova Longa que algumas categorias apresentaram tempo do vencedor acima do estimado pelas Regras 84 a 86 do RGOP. Isto demonstra a necessidade de que os organizadores promovam estudos e adotem novas formas de planejamento para os futuros eventos. Também foram percebidos vários atletas completando seus percursos em tempo superior a 120 minutos. Para quem não conhece as Regras Gerais da Orientação Pedestre, clique aqui e acesse o documento.


No percurso Médio, outro desafio que exigiu bastante atenção foram os conjuntos de três ou quatro pontos num raio de curta distância em algumas categorias A e E.

Veja se você foi flagrado em nosso álbum de fotos, clique aqui.
Veja, também, o álbum de fotos OrientaçãoEsporte, da nossa colega e fotógrafa Odete.

Boas rotas \o/
orientistaemrota


sábado, 6 de junho de 2015

II Etapa do CamBOr 2015 - Revezamento por trios

Olá, estimados orientistas.

A prova de revezamento foi bem executada. Horários cumpridos, arena com estrutura adequada e o bom e velho clima de congraçamento entre os presentes. Também um certo desapontamento por conta do regulamento e das várias interpretações que, em parte, sobrepujaram aqueles que buscaram formar trios dentro de seus clubes ou de suas Federações.
Encerrando o assunto sobre as regras do revezamento, em conversa com um orientista este apresentou um ponto de vista interessante (embora questionável). No entender de alguns, diz este colega que a Orientação tem como mote ser o "desporto da família". Portanto, não se deve entender o artigo 7º como restritivo.
Isto posto, entendem alguns dirigentes/árbitros/orientistas, segundo este colega, que pode haver qualquer formação de trio. A regra, teoricamente, será aplicada somente ao final do campeonato de Revezamento, quando estes trios não farão jus à premiação final. Ainda, argumentam sobre a preposição "de" na oração "equipes de federação". Entendem que se a oração fosse "equipes da federação", aí sim a regra seria restritiva.
Pessoalmente, julgo uma avaliação de extremo mal gosto e de pouca preocupação com o conjunto de orientistas. Mas é um ponto de vista. Respeito.
Sugiro aos donos deste ponto de vista (equivocado, salvo melhor juízo), apenas, que leiam o parágrafo 3º do artigo 11º:
Parágrafo 3º - A federação poderá compor equipes com os atletas de clubes diversos a ela filiados que não constituíram equipes e, esta equipe contará pontos somente para a federação que representa. (grifo meu)
Reforço que o regulamento opta claramente por restringir a formação dos trios. Não fosse essa intenção, não existiria o art. 7º, tampouco as demais referências à formação das equipes e às formas de pontuação e premiação.
Uma pena, também, a tentativa de impedir as manifestações formais dos (muitos) que não concordam com a leitura equivocada da regra. Felizmente, nem todos estão amordaçados pela patente.
E como diriam os doutos: É o parecer.

Abaixo o mapa com rota de um dos percursos do Revezamento Master A Misto. Por ser uma prova rápida, e devido à execução esperada do atleta, não serão realizados comentários sobre as escolhas (tempo total: 14'31").

Boas rotas \o/
orientistaemrota

sexta-feira, 5 de junho de 2015

II Etapa do CamBOr 2015: nova afronta às regras?

Olá, estimados orientistas.

Começa hoje, dia 05 de junho de 2015, mais uma etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação, a II Etapa do CamBOr.
O evento tem sede na cidade de Sidrolândia, nas proximidades de Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul. A maior parte dos atletas estará hospedada na Fazenda Piana, cujo proprietário é, também, orientista. O local vai sediar os percursos Longo e Médio.


Quanto ao evento em si, nos agradou a disponibilização prévia dos horários de partida do percurso longo. Lembramos que a divulgação prévia é obrigação comum a todos os organizadores de etapas do CamBOr.
No entanto, percebemos novamente uma manobra que afronta o Art. 7º do Regulamento do Revezamento. Dessa vez, competidores de diferentes Federações se inscreveram com equipes denominadas Brasil 1 a 4. Na primeira etapa, divergiram do regulamento os trios identificados como CBO seguido do respectivo número.
Pelo que diz o regulamento, estes trios não podem disputar a premiação com aqueles trios de competidores de mesmo clube ou mesma Federação. Vamos aguardar as próximas horas e verificar como se portarão os competidores, os organizadores e a arbitragem do evento.
São estes os principais responsáveis desta etapa:

  • Árbitro Nacional: Emerson Lopes Amaral
  • Diretor Técnico: Edi Carlos Bernadino
  • Diretor da Prova: Arilson Lima da Silva.
Croqui da arena de revezamento:

Imagem aérea:

O Regulamento do Revezamento está disponível aqui.
Maiores informações e arquivos oficiais estão disponíveis aqui.


Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Como usar o GPS para analisar seus percursos de Orientação

Olá, orientistas.

Hoje vamos tentar ajudar os colegas que, vez ou outra, me perguntam sobre como faço para incluir as rotas obtidas em GPS nos mapas de orientação. Aproveitando, vamos falar um pouco sobre programas de análise de rotas e o que a tecnologia oferece em termos de equipamentos para gravação de seus percursos. Como o assunto é extenso, vamos dividi-lo em partes. Boa leitura!

PARTE 1 - Programas de Análise e Dispositivos

Os principais programas de análise são o QuickRoute (somente para ambiente Windows) e o QDRoute (ambiente Mac). Basicamente, são programas que sobrepõem os dados de GPS no formato GPX ou TCX num mapa em formato JPEG.
QuickRoute. Fonte: http://www.matstroeng.se/
Como a maioria das organizações das provas aqui no Brasil não disponibilizam os mapas tal qual acontece em outros países, você pode: 1) escanear o mapa ou 2) fotografá-lo com o dispositivo que lhe convier.Já a obtenção da rota em GPS exige um aparelho que grave suas posições, preferencialmente, a cada segundo. Para tanto, você precisa de um GPS data logger. Que pode ser desde um GPS portátil para mapeamento, um aparelho de celular com esta funcionalidade ou um GPS de pulso daqueles utilizados por corredores e que, provavelmente, você já viu ou ouviu falar.
O GPS portátil para mapeamento não é prático para quem está se deslocando em velocidade, por questões óbvias. Além disso, as configurações para gravação da rota e cronometragem não são tão práticas como nos GPS de pulso. Os aparelhos de celular e smartphones carecem de proteção física.
Mas até os GPS de pulso possuem restrições. Uma delas é o preço, que gira em torno dos U$300,00 para modelos mais modernos.
Modelos de GPS de pulso. Fonte: http://www.dcrainmaker.com/
Cada fabricante tem suas especificações e, obviamente, suas vantagens e desvantagens. Preço, tamanho, fator de resistência a água, durabilidade da bateria, formato de gravação das rotas, comunicação com outros aparelhos, resistência a impactos, entre outros, são fatores básicos que devem ser observados por aqueles que desejam adquirir um destes equipamentos.
Vale alertar que a IOF restringe o uso de equipamentos gravadores de rota que possuem visor. Transcrevemos abaixo a regra 21.3 da orientação pedestre:

21.3 During the competition the only navigational aids that competitors may use or carry are the map and control descriptions provided by the organiser, and a compass. 21.4 Competitors may not use or carry telecommunication equipment between entering the pre-start area and reaching the finish in a race, unless the equipment is approved by the organiser. GPS data loggers with no display or audible feedback can be used. The organiser may require competitors to wear a tracking device.

Esta regra, embora clara, é alvo de discussão em vários fóruns de Orientação, pois o uso dos GPS de pulso, na opinião de alguns, não promove auxílios adicionais. Além disso, dizem, pode afetar a popularização da modalidade (aqui uma discussão sobre o assunto no Attackpoint: http://www.attackpoint.org/discussionthread.jsp/message_651965).
I-gotU GT600. Fonte: BHPhoto 
Numa avaliação simplista, os GPS de pulso poderiam, teoricamente, proporcionar vantagem adicional a seus usuários. Especificamente na medição de distâncias. Entretanto, opinião particular, na prática essa vantagem não se confirma, pois tanto a medição de distâncias quanto outras funcionalidades exigem demasiado tempo de observação do aparelho, além da precisão reduzida em se tratando de pequenas distâncias em terreno diverso. Além disso, o bom orientista há de concordar que a contagem de passos, a leitura de carta e terreno e a percepção espaço-temporal são habilidades incompatíveis com os atuais recursos tecnológicos existentes.
Particularmente, quando está explícito no regulamento da prova o cumprimento da regra 21.3, utilizo o GPS Data Logger I-gotU GT600. Compacto, a prova d'água, preciso e com duração de bateria excepcional. Holux, Qstarz, i-Blue e iTrail são exemplos de outras marcas disponíveis no mercado.

Nas outras provas e, principalmente, nos meus treinos, atualmente utilizo um Suunto Ambit2, o qual está sucedendo a contento um Garmim 405cx. Indiscutivelmente, os Garmim são os mais conhecidos e populares. Os maiores inconvenientes são quanto à pouca proteção à água (fator IPX 7) e quanto à resistência a choques, que, em nossa opinião, é de leve a moderada. Também estão na lista os Polar, Timex e, como dito anteriormente, os smartphones.

Quanto aos rastreadores (GPS Trackers), estes já estão em uso em provas internacionais, como o Jukola e o O-ringen. Com eles é possível fazer o acompanhamento do orientista ao vivo. A IOF vem trabalhando para introduzir o esporte na transmissão televisiva. O que é fator considerável para popularização e inclusão da Orientação como modalidade olímpica.
Aqui você pode assistir a um exemplo de transmissão de competição de orientação com rastreamento dos competidores:

E aí? Gostou do assunto?
No próximo post vamos falar mais especificamente sobre os programas QuickRoute e QDRoute.

Boas rotas \o/
orientistaemrota