sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Começou a III Etapa do CamBOr Itamar Torrezam 2016. Dia 1 - revezamento.

Olá, estimados orientistas.



Começou hoje, dia 23/09, a terceira etapa do CamBOr 2016. O evento está sediado na cidade satélite de Brazlândia, a 40km de Brasília.
Hoje foi realizada a abertura do evento e o Revezamento por trios. O cronograma da organização ocorreu a contento, sendo os horários da cerimônia, largada e premiação rigorosamente obedecidos.
A área escolhida foi o Parque Ecológico Veredinhas, e agradou aos participantes.
O resultado já está disponível no sítio da CBO e no Helga-o. Clique aqui para ver o desempenho das equipes.
Amanhã as atenções se voltam para o percurso longo, que será em área rural nas proximidades de Brazlândia.
E não deixe de ver nosso álbum de fotos do dia 1 desta última etapa do CamBOr 2016.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando é hora de desistir.

Olá, estimados orientistas.
Está chegando mais uma etapa do CamBOr. E dessa vez ocorrerá em época de seca, no cerrado brasileiro. Falando em saúde, oportuna a leitura da matéria abaixo, publicada na revista Prismagazine.


Quando é hora de desistir

Um orientista nunca desiste!
Essa é uma frase bastante comum em nosso meio. Vale como um incentivo para que o competidor complete sua prova, já que a corrida de Orientação é um esporte de muita emoção e que só revela o resultado final depois que parte o último da categoria.
Esse incentivo é cultural e o orientista o carrega solitariamente durante seu percurso. Ademais, aprendemos desde pequenos que desistir não é legal.
 Mas até que ponto o nunca desistir é bom para o competidor e para a competição em si? Desistir de completar o percurso durante uma prova é realmente uma situação que não faz parte da vida de um orientista? Quais fatores podem auxiliar o orientista a decidir por continuar ou interromper seu percurso?
Desistir vem do latim desistere, significando interromper um propósito, deixar de.
Desistir é, na maioria das vezes, entendido numa conotação pejorativa. O mérito é dado àquele que persiste, que insiste mesmo diante das adversidades e, preferencialmente, obtém êxito. Já para o desistente, fica o martírio da dúvida quanto ao que aconteceria caso continuasse a empreitada. É bem provável que você, orientista e leitor, já presenciou ou tomou conhecimento de algum colega que desistiu de um percurso e julgou que o ato de parar foi uma espécie de covardia, de fraqueza.
A prática desportiva, independente da modalidade, exige do atleta basicamente dois fatores: o domínio técnico e o controle da junção mente-corpo. Na corrida de Orientação essa dualidade, quase tríade, fica mais evidente. Ao contrário de uma corrida normal, temos que monitorar sabiamente o grau de desgaste físico e o aspecto psicológico, para que seja possível raciocinar a contento decodificando a simbologia do mapa e definindo as melhores rotas a tomar.
Ocorre que em determinados momentos de uma prova de orientação, o corpo dá sinais de que o esforço pode prejudicar suas funções vitais. E consequentemente, a capacidade de raciocínio cai vertiginosamente. Entender estes sinais pode ser uma vantagem ao competidor no que diz respeito à manutenção da sua saúde. Essa vantagem também se reflete, inclusive, numa melhor gestão da organização do evento, já que se os atletas possuirem melhor domínio da condição física e mental, menor a probabilidade de acionamentos de equipes de resgate.
Acompanhando as provas de Orientação, não são raros os momentos em que percebemos colegas chegando extenuados após horas na pista. Também é comum termos que acionar equipes para buscar aqueles que já estão fora do tempo limite (mais de 4h, na maioria dos eventos). Dentre os motivos que levam um orientista a ficar tanto tempo na pista, podemos citar a falta de aplicação das técnicas de navegação, erros de cartografia, lesões ou a fadiga física e mental.

Diferentemente de uma prova de corrida de rua, na Orientação não há uma rota clara e definida. Praticamente todo o campo de prova pode ser usado pelos orientistas. Além disso, a desorientação espacial pode ocorrer em vários momentos da prova. Outro aspecto peculiar é que as escolhas de rota podem tornar um percurso mais ou menos cansativo.
Se numa corrida de rua o atleta que sofre com o desgaste físico é facilmente atendido, na Orientação há uma previsibilidade baseada na suposição de qual rota ele adotaria. Ocorre que essa suposição considera o raciocínio em boas condições físicas. Uma busca emergencial vai procurar o atleta, primeiramente, pelas rotas óbvias. É importante, portanto, procurar se manter nessas proximidades.
Você, orientista, deve observar em primeiro lugar como está sua capacidade física. Sede excessiva, visão turva, dormência nas extremidades ou nos lábios, calafrios, visão de túnel, tonturas, cãibras, sensação de esmagamento do tórax, são sintomas que podem indicar que o momento é de dar uma pausa ou interromper por completo sua competição.
Caso se depare com algum competidor que claramente não apresente condições de seguir sozinho, deve buscar auxiliá-lo. Seja entrando em contato com a organização e informando sua localização, seja apoiando-o até a arena onde está a estrutura básica da competição. Alguns sinais, não tão óbvios, podem indicar necessidade de intervenção: lábios ou pontas dos dedos roxos (cianose), pálpebras e mãos esbranquiçados, pupilas dilatadas, falta de equilíbrio, sudorese excessiva, incapacidade de responder perguntas simples (data de nascimento, nome da mãe etc.).
Persistir numa prova com os alertas dados pelo seu corpo de que algo não vai bem aumenta as chances de um colapso físico e mental. E numa prova de orientação, todos sabem que mente e corpo devem permanecer sãos até o pórtico de chegada.
O orientista, por característica própria da modalidade, sabe avaliar contextos e tomar decisões. E aprende a lidar com as consequências de cada escolha. O que fica de lição, então, é que maior atenção deve ser dada aos sinais e sintomas físicos e mentais durante a competição ou treino. Respeite seus limites, inclusive se isso significar parar por um momento. Desistir pode ser um passo para sua próxima vitória. Desistir, em determinadas situações, é o que pode te garantir com saúde para competir no futuro e, quiçá, chegar aos 95 anos tal qual nosso colega Rune Haraldsson.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

www.orientistaemrota.com.br

sábado, 17 de setembro de 2016

Participantes da III Etapa do CamBOr 2016 utilizarão novo modelo de chip: SPORTident ActiveCard

Olá, estimados orientistas.

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Errata:

O presidente da CBO, Luiz Sergio Mendes, entrou em contato informando alguns equívocos da matéria deste post. Segundo ele, a CBO publicou dois textos em sua página no facebook versando sobre a oferta dos SIAC nesta etapa do CamBOr. De fato, essas publicações estão em um dos perfis da CBO na plataforma (dias 01/07/2016 e dia 01/09/2016). Além disso, complementa, o uso dos SIAC não servirá de teste, dado o tempo em que o dispositivo já está em uso. Entende o dirigente que a divulgação realizada atingiu números expressivos de leitores, o que torna equivocados alguns trechos da publicação do orientistaemrota.
Neste imbróglio, de positivo também restou que o perfil oficial da CBO no facebook é o @cbo1999. O perfil @Cbonoface não é oficial.
Fica aqui meu pedido especial de desculpas pelo infortúnio causado.

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Ao ler as listas de partida para os percursos da III Etapa do CamBOr 2016, a ocorrer nas proximidades de Brasília no próximo final de semana, percebi que os números SIcard de todos os competidores possuem numeração iniciada pelo dígito 8 e são fornecidos pela organização. Causou certa estranheza uma decisão unilateral e sem maiores explicações da CBO. Cumprindo o papel deste site em defender os interesses da modalidade e de seus praticantes, seguem abaixo algumas informações relevantes, enquanto aguardamos manifestação formal da CBO e da Organização do evento.


Confirmamos com os organizadores que esta etapa servirá de teste para utilizará o SPORTident ActiveCard, mais conhecido como SIAC ou SPORTident Air. TODOS os inscritos utilização chip cedido pela Organização. Portanto, seu dispositivo particular não foi cadastrado. Por isso você não encontrará seu número de SIcard nas listas de partida. Não sabemos se a mesma situação será adotada para o Revezamento. Como a decisão já está em curso, vamos tentar ao menos entender as funcionalidades deste chip.

Segundo o fabricante, o chip emite sinal sonoro e luminoso e não precisa tocar na base para efetuar o registro. A promessa é de que o dispositivo permita registros em até 3 metros de distância, a depender do tipo de base leitora.
Buscando mais informações, foram encontrados esses dois vídeos os quais permitem inferir que a ideia dará mais velocidade aos atletas que utilizarão a (quase) novidade. O sistema já está em uso desde 2010.



O SIAC possui garantia de 2 anos, exceto bateria. O tipo de bateria e forma de substituição são desconhecidos. Ao ler informações específicas (disponíveis clicando aqui) restou claro que esse chip pode ser usado tanto no formato tradicional (inserindo sua extremidade na base de leitura), quanto no modo à distância (AIR+ mode). Entretanto, não consegui com a CBO a confirmação de qual modo será utilizado nesta Etapa. Mas se é interesse da Confederação, da IOF e da SPORTident testar as funcionalidades, imagino que os chips sejam configurados no modo AIR+. Para quem ainda não viu o dispositivo, esta é a imagem disponibilizada no sítio da própria SPORTident:
SIAC (SPORTident ActiveCard)
Informações também preliminares da CBO indicam que os participantes desta III Etapa do CamBOr poderão adquirir o chip caso seja de interesse.
Se você é um dos orientistas inscritos, fique atento às orientações para retirada do chip na Secretaria do evento. Observe, ainda, sua numeração e dados pessoais. E fiquem atentos ao próprio sítio da CBO. Já entrei em contato com a Organização do evento e a expectativa é de que lancem algum boletim ou informativo com maiores esclarecimentos.
Quanto à decisão da CBO em obrigar todos os competidores a utilizarem este novo chip, lembro que os mais prejudicados serão os que possuem o ComCard. Para estes, a combinação bússola+chip será reduzida para somente bússola.
ComCard
Espero que as novidades adotadas apresentem resultados positivos para todos nós (organização, Confederação e praticantes). Por enquanto, fica o sentimento de apreensão, já que os principais responsáveis ainda não se manifestaram formalmente de modo a tornar transparente as decisões pertinentes ao nosso esporte.

Não deixe de comentar esta matéria. Participe também do grupo Orientistas, no facebook, onde mais de 500 colegas praticantes debatem assuntos relevantes para nosso esporte. Também não deixem de curtir nossa página do face: www.facebook.com/orientistaemrota .

Boas rotas \o/
orientistaemrota


Participantes da III Etapa do CamBOr 2016 utilizarão novo modelo de chip: SPORTident ActiveCard

Olá, estimados orientistas.

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Errata:

O presidente da CBO, Luiz Sergio Mendes, entrou em contato informando alguns equívocos da matéria deste post. Segundo ele, a CBO publicou dois textos em sua página no facebook versando sobre a oferta dos SIAC nesta etapa do CamBOr. De fato, essas publicações estão em um dos perfis da CBO na plataforma (dias 01/07/2016 e dia 01/09/2016). Além disso, complementa, o uso dos SIAC não servirá de teste, dado o tempo em que o dispositivo já está em uso. Entende o dirigente que a divulgação realizada atingiu números expressivos de leitores, o que torna equivocados alguns trechos da publicação do orientistaemrota.
Neste imbróglio, de positivo também restou que o perfil oficial da CBO no facebook é o @cbo1999. O perfil @Cbonoface não é oficial.
Fica aqui meu pedido especial de desculpas pelo infortúnio causado.

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Ao ler as listas de partida para os percursos da III Etapa do CamBOr 2016, a ocorrer nas proximidades de Brasília no próximo final de semana, percebi que os números SIcard de todos os competidores possuem numeração iniciada pelo dígito 8 e são fornecidos pela organização. Causou certa estranheza uma decisão unilateral e sem maiores explicações da CBO. Cumprindo o papel deste site em defender os interesses da modalidade e de seus praticantes, seguem abaixo algumas informações relevantes, enquanto aguardamos manifestação formal da CBO e da Organização do evento.


Confirmamos com os organizadores que esta etapa servirá de teste para utilizará o SPORTident ActiveCard, mais conhecido como SIAC ou SPORTident Air. TODOS os inscritos utilização chip cedido pela Organização. Portanto, seu dispositivo particular não foi cadastrado. Por isso você não encontrará seu número de SIcard nas listas de partida. Não sabemos se a mesma situação será adotada para o Revezamento. Como a decisão já está em curso, vamos tentar ao menos entender as funcionalidades deste chip.

Segundo o fabricante, o chip emite sinal sonoro e luminoso e não precisa tocar na base para efetuar o registro. A promessa é de que o dispositivo permita registros em até 3 metros de distância, a depender do tipo de base leitora.
Buscando mais informações, foram encontrados esses dois vídeos os quais permitem inferir que a ideia dará mais velocidade aos atletas que utilizarão a (quase) novidade. O sistema já está em uso desde 2010.



O SIAC possui garantia de 2 anos, exceto bateria. O tipo de bateria e forma de substituição são desconhecidos. Ao ler informações específicas (disponíveis clicando aqui) restou claro que esse chip pode ser usado tanto no formato tradicional (inserindo sua extremidade na base de leitura), quanto no modo à distância (AIR+ mode). Entretanto, não consegui com a CBO a confirmação de qual modo será utilizado nesta Etapa. Mas se é interesse da Confederação, da IOF e da SPORTident testar as funcionalidades, imagino que os chips sejam configurados no modo AIR+. Para quem ainda não viu o dispositivo, esta é a imagem disponibilizada no sítio da própria SPORTident:
SIAC (SPORTident ActiveCard)
Informações também preliminares da CBO indicam que os participantes desta III Etapa do CamBOr poderão adquirir o chip caso seja de interesse.
Se você é um dos orientistas inscritos, fique atento às orientações para retirada do chip na Secretaria do evento. Observe, ainda, sua numeração e dados pessoais. E fiquem atentos ao próprio sítio da CBO. Já entrei em contato com a Organização do evento e a expectativa é de que lancem algum boletim ou informativo com maiores esclarecimentos.
Quanto à decisão da CBO em obrigar todos os competidores a utilizarem este novo chip, lembro que os mais prejudicados serão os que possuem o ComCard. Para estes, a combinação bússola+chip será reduzida para somente bússola.
ComCard
Espero que as novidades adotadas apresentem resultados positivos para todos nós (organização, Confederação e praticantes). Por enquanto, fica o sentimento de apreensão, já que os principais responsáveis ainda não se manifestaram formalmente de modo a tornar transparente as decisões pertinentes ao nosso esporte.

Não deixe de comentar esta matéria. Participe também do grupo Orientistas, no facebook, onde mais de 500 colegas praticantes debatem assuntos relevantes para nosso esporte. Também não deixem de curtir nossa página do face: www.facebook.com/orientistaemrota .

Boas rotas \o/
orientistaemrota


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Brasília é sede de competição que une canoagem, mountain bike e Orientação

Olá, estimados orientistas.


No próximo dia 10 de setembro ocorrerá em Brasília o Caixa Brasília Outdoor Adventure - BOA. Será uma corrida de aventura com as modalidades ciclismo, canoagem e corrida em trilha. A parte terrestre envolve, entre outros aspectos, a navegação. Portanto, uma ótima oportunidade para os orientistas.
Vale ressaltar que a modalidade Corrida de Aventura em países como Portugal, é integrada à Orientação a tal ponto que são regulados pela mesma entidade.
Abaixo o informativo oficial do evento, que é organizado pelo corredor de aventura e orientista Pedro Lavinas. Para os orientistas de Brasília e aqueles que aqui estão se preparando para a III Etapa do CamBOr 2016, vale acompanhar o evento e, quem sabe, passar a prestigiar também essa modalidade.

Boas rotas \o/
orientistaemrota



Caixa Brasília Outdoor Adventure
Em Brasília, o Dia do Cerrado (11 de setembro) será comemorado por atletas da cidade e do país com uma prova que reúne três modalidades (corrida na trilha, canoagem e mountain bike) em meio à natureza! A Caixa Brasília Outdoor Adventure será realizada no dia 10 de setembro, marcando o retorno de provas de aventura à cidade!Dentre as medidas especiais relacionadas ao meio ambiente adotadas no evento, é possível destacar:·       Plantio, em dezembro, de 200 mudas nativas na região da Cachoeira do Urubu.
·       Revitalização de área sensível próxima à prova, que foi recentemente replantada.
·       Punição com desclassificação de atletas que descartarem lixo nas trilhas.
·       Distribuição de água em galões para abastecimento de sistemas de hidratação, sem utilização de copos descartáveis.
·       Distribuição no kit atleta de “lixinhos” a serem acoplados às mochilas.
A corrida de aventura une canoagem, corrida e ciclismo aos valores humanos de espírito de equipe, liderança, planejamento e capacidade de lidar com imprevistos. O respeito ao meio ambiente é um conceito que permeia o esporte do início ao fim, afinal, os praticantes dependem inteiramente dele para sua prática. Se trata de um esporte fortemente mental e de estratégia, no qual a capacidade física não é o mais importante. Os atletas utilizam a orientação com mapa e bússola para percorrer o trajeto estipulado.

A prova será composta de dois percursos, em local a ser divulgado apenas dias antes, aumentando o fator surpresa da competição:
  • Aventura: para os iniciantes no esporte e atletas que gostam de provas curtas para fazer força em alta velocidade;
  • Expedição, para atletas experientes que querem testar seus limites de resistência física e psicológica. Contará pontos para o Ranking Brasileiro e classificará as duas melhores equipes para a final do Campeonato Brasileiro de Corrida de Aventura.
O objetivo dos organizadores, Pedro Lavinas e Diogo de Sordi, atletas experientes da modalidade, é unir as tribos da corrida, do ciclismo e da canoagem e assim valorizar a cultura da corrida de aventura no Distrito Federal. Os atletas do projeto DV na Trilha, deficientes visuais, também participarão da competição, o que ressalta o caráter inclusivo da prova.


Assessoria de Imprensa:
Natasha Rosa
(61) 99654-8498

E-mail: assessoria.boa@gmail.com

sábado, 27 de agosto de 2016

Análise de rotas II Etapa do CamBOr 2016. Parte II - Percurso Médio

Análise de Rotas Percurso Médio – H35A

Depois de alguns anos disputando o CamBOr na categoria H21A, mudei para a H35A. A transição se deve, principalmente, a dois aspectos: meus 40 anos de idade e a confiança de que posso disputar em igualdade com os colegas da categoria, mesmo sendo eles, em bom número, provenientes da H21E com dedicação exclusiva.
Recuperado do enorme desgaste causado pelo Percurso Longo, e ciente de que as estimativas de tempo foram superestimadas pelo organizador (em várias categorias, muitos competidores levaram mais de 2h para terminar seus percursos), hora de tentar ganhar algumas posições para, quem sabe, figurar entre os 10 primeiros da categoria. O primeiro aspecto que tratei internamente foi exercitar mentalmente o tipo de relevo e sua vegetação de difícil progressão.  A largada no início do pelotão trouxe a ansiedade em percorrer o mapa sem ser alcançado pelos colegas que viriam após. Vamos tratar aqui das rotas 1-2 e 8-9.

Este é o mapa com minhas rotas:




Rota do ponto 1 para o ponto 2



O que planejei: seguir em azimute para o ponto, utilizando como linha de segurança o topo da elevação.
O que fiz: segui conforme o planejado, mas o deslocamento tendeu para a esquerda. Não utilizei os cupinzeiros como pontos de checagem e acabei descendo além do necessário. Ao não encontrar o ponto na primeira tentativa, retornei para o topo da elevação, mais uma vez sem obter êxito. Na segunda tentativa de encontrar o prisma pela esquerda da elevação, desci um pouco mais à frente e concluí o trecho. Me pareceu que o ponto estava um pouco deslocado à frente e à esquerda do topo da elevação, diferentemente da localização do mapa.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, mas fazendo a contagem adequada da distância e seguindo os pontos de checagem. Importante observar que deslocamentos em diagonal nas elevações normalmente tendem a curvar para seu lado mais baixo (como se estivéssemos seguindo a direção que a água tomaria). Outro detalhe que merece atenção é que a vegetação e o relevo deste trajeto tornaram o deslocamento extremamente lento. Notem que praticamente todo o percurso está em vermelho, sendo necessários mais de 2’para percorrer os 100m entre um ponto e outro.
Foram pelo menos 40” perdidos neste pequeno trecho.

Rota do ponto 8 para o ponto 9


O que planejei: seguir para o ponto nove descendo o trecho com uma queda proposital para a direita, utilizando a valeta como corrimão. Diminuir a velocidade na valeta para não passar do ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado. Mas não contei os passos duplos. Perdi a noção da distância e imaginei que havia passado do ponto. Iniciei nova subida, retornando ao início da vegetação mais densa da valeta. Dali desci novamente, obtendo êxito.
O que deveria ter feito: uma das opções era seguir conforme o planejado, mas com a adequada contagem de passos. Uma segunda opção seria descer rumo ao ponto em azimute e utilizando como barreira de proteção a valeta perpendicular após o ponto, ou ainda como ponto de checagem a árvore de destaque à esquerda do prisma.

Como podem ver, esta foi uma prova mais consistente. Isso se deve, entre outros, ao fato ter enfrentado o relevo e a vegetação no dia anterior. Completei a prova em 59'28", o que me deixou na 3ª colocação nesta prova e 4º colocado na classificação final da etapa. Ainda há o que melhorar. Que venha o próximo CamBOr.

Os resultados oficiais estão disponíveis aqui.

Boas rotas \o/
orientistaemrota