sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Começa hoje a terceira etapa do CamBOr 2017

Olá, estimados orientistas.


Está chegando a hora!
Daqui a pouco começa a terceira e última etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2017 - CamBOr 2017. Serão disputados três percursos: sprint na sexta-feira, percurso longo no sábado e percurso médio no domingo. Ao final, serão revelados, ainda, os campeões nacionais da disputa. O ranking e as possibilidades de cada um podem ser visualizados no sítio da CBO. As listas de partida para as três disputas desta etapa já estão disponíveis no sistema Helga-O.
O evento está sediado no estado do Rio Grande do Norte, em Tibau do Sul, próximo a Natal. Mais uma vez ofertando uma boa diversidade de relevo e belos cenários para aquele descanso pós-provas. A vila da Praia de Pipa merece todos os elogios no quesito lugares paradisíacos.
Não se esqueça de verificar os itens básicos para disputar as provas: camisa com número CBO, tênis adequado, protetor para as pernas e braços, óculos de proteção, chip, bússola, porta-sinalética. Além desses itens, leve protetor solar e algum dispositivo para fotografar as belezas naturais da região nos momentos para "turistar".
Os orientistas devem estar atentos, ainda, às altas temperaturas e desgaste físico ao enfrentar terrenos arenosos.
Na Elite Feminina, estão no páreo Franciely Chiles, Edineia dos Santos, Elaine Lenz, Raquel Arendt e Pavla de Oliveira. No masculino, a disputa está mais acirrada. As três primeiras posições para o CamBOr podem ser alcançadas por Cleber Vidal, Carlos Araujo, Gelson Andrey, Claudinei Nitsch, Marciano Kaminski, Everton Markus e Joacy Araujo.

Desejamos a todos uma excelente prova.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Análise de Rotas - IV Etapa do CODF 2017

Olá, estimados orientistas.

As análises de rota são uma oportunidade incrível de aprendermos mais sobre a corrida de Orientação e uma forma eficaz de aprimorar a técnica. Hoje vamos tratar do mapa da IV Etapa do Campeonato de Orientação do DF, na categoria H21E.

(Editado em 27/09: incluídos comentários do traçador Antonio Dmeterko, sobre a rota do ponto 09 para o ponto 10)

É um mapa bastante técnico, fidedigno e que apresentou um terreno complicado. Notem que a distância em linha reta foi de "apenas" 5,7 km. O tempo do vencedor foi de 1h. Portanto, um mapa de progressão lenta.
Dois aspectos interessantes a ressaltar são a quantidade de afloramentos rochosos e o clima quente e seco que domina o cerrado nessa época do ano (mês de agosto).
Como citado em outras análises de rotas, minha meta é completar o mapa percorrendo, no máximo, 20% a mais da distância da linha vermelha e num pace médio de, até, 7 minutos por quilômetro.
Nessa etapa, portanto, considerando que a linha vermelha era de 5,7 km, para alcançar a minha meta, deveria percorrer, no máximo, 6,8 km. Essa distância, num pace de 7'/km, levaria aproximadamente 49 minutos.
Cometi alguns erros e completei a prova em 1h44', percorrendo 8,1 km.
Nas próximas linhas, vou tentar explicar melhor o que aconteceu para este resultado (clique nas imagens caso queira ampliar). 

Este é o mapa da prova:

Este é o mapa com as minhas escolhas:


Rota do ponto 3 para o ponto 4

O que planejei: seguir até a estrada, virar à esquerda, pegar a estrada que contorna a cerca, contar a distância e atacar o ponto a partir da cerca em ângulo de 90 graus.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a estratégia não foi ruim. Mas percorri 140m além da distância da linha vermelha. Avalei que seria melhor adotar a rota mais segura no início da prova, para ir ganhando confiança. Entretanto, seguir pela linha vermelha era uma excelente opção.


Rota do ponto 09 para o ponto 10
Aqui vou copiar, na íntegra, os comentários do traçador Antonio Dmeterko. As setas na cor rosa são opções. Meu planejamento era seguir pela ruína da cerca, mas acabei mudando o planejado dada a dificuldade de progressão. Segui pela curva de nível, ainda com dificuldades. Fui descendo em diagonal e cheguei (por sorte) no "vão" comentado pelo traçador. De fato, não tive a capacidade de avaliar a passagem demarcada no mapa. Com a palavra, o traçador Dmeterko:

Como traçador dos Percursos do evento em questão, quero dizer que já esperava as dificuldades encontradas na rota do PC 09 para o 10. Terreno muito difícil. O que me surpreendeu foi o fato de nenhum dos três atletas analisados ter usado a brecha de 404 que havia bem no meio dessa vegetação 409. Para quem não foi próximo da linha vermelha essa era a melhor opção. Provavelmente o susto da dificuldade da primeira "encarada" naquela área tão difícil e a ruína de cerca levaram os três a não vislumbrarem essa opção acima mencionada.

Já o teu erro do 13 para o 14 deve ter sido por natural descuido e desconcentração, pois tinha acabado de sair de uma área muito difícil para uma área relativamente bem fácil e, possivelmente deu aquela "relaxada" natural.

E o erro do 14 para o 15 é o velho problema de quem comete um erro crasso num ponto e tenta recuperar. É muito comum repetir-se o erro nessa situação.


Mais uma vez, obrigado, Dmeterko \o/

Rota do ponto 13 para o ponto 14

O que planejei: pegar a trilha à frente do ponto 13 em direção à região do ponto 14. Ao final da região rochosa e quedas d'água, contornar a vegetação mais fechada à direita e atacar o ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado até passar pelas formações rochosas. Adotei como ponto de controle uma queda d'água. Ocorre que passei da região e, na borda do mapa, utilizei uma outra queda d'água mais à frente como sendo meu check point inicial. Como resultado, acabei saindo do mapa e demorei para perceber o erro. Voltei algumas vezes ao rio, tentando identificar a posição exata. Percorri pouco mais de 300m além do estimado, em baixa velocidade. Somente após fazer uma leitura da vegetação é que percebi a real posição do ponto 14, sendo atacado e encontrado finalmente.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, adotando como check point as formações rochosas, além de realizar a contagem da distância percorrida. O ponto de segurança deveria ser o encontro de trilhas na borda do mapa.

Rota do ponto 14 para o ponto 15

O que planejei: voltar para a trilha e, mais uma vez adotando uma queda d'água como referência, atacar o ponto 15.
O que fiz: segui como planejado e o equívoco me custou mais tempo e distância percorridos sem efetividade. Voltei ao ponto 14 e, de lá, azimutei para o ponto 15. Foram mais de 6 minutos perdidos, além do esforço físico para percorrer 450m em excesso. Vale somar, ainda, o abalo mental provocado pelo segundo erro em sequência.
O que deveria ter feito: azimutar do ponto 14 rumo ao ponto 15, seguindo o mais próximo da linha vermelha.


Para tornar mais interessante essa análise de rotas, fiz um pequeno vídeo utilizando o QuickRoute e a plataforma de análises 3DReRun. Convido todos vocês a assistirem de forma a complementar o que foi escrito neste post.

Não deixem de comentar essa análise e contribuir para melhorar a qualidade do nosso blog.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 20 de agosto de 2017

Com que calçado eu vou?

Olá, estimados orientistas!


Conversamos faz algum tempo sobre os "equipamentos" básicos que um orientista utiliza durante suas provas. Um dos que julgo mais importante é o calçado. Uma escolha adequada vai te garantir conforto e segurança durante seu percurso. Uma escolha equivocada pode te deixar, literalmente, na mão.
Abaixo vou listar algumas características para te auxiliar na escolha. Lembrando que são quesitos de ordem pessoal, ou seja, não existe receita de bolo. No fim das contas, sua experiência pessoal obviamente tem um peso maior em qualquer decisão. Um outro detalhe: a compleição física exerce forte influência na hora de escolher um par de tênis e sua aplicação. No meu caso, sou leve e com pisada neutra, sem grandes alterações como joanetes ou calosidades.

Aderência
Quantas vezes você já viu um orientista escorregar? Até parece que faz parte da nossa vida tomar uns tombos. Mas não é.
Ocorre que muitos colegas utilizam calçados feitos para a corrida de rua ou academia. Obviamente, um par de tênis sem solado aderente não vai te proporcionar a destreza necessária para parar repentinamente ou correr em curva, por exemplo. Geralmente na linha de chegada, ou nas provas tipo sprint,  fica fácil observar quem está com bons "pneus".
Então, se falamos em aderência temos que considerar tanto o calçado quanto as características do terreno. E este terreno é diretamente influenciado pela condição climática: com ou sem chuva, com ou sem umidade. Com chuva, você terá que observar se sua prova será urbana (calçamentos escorregadios, gramado baixo etc.) ou rural (lama, afloramentos rochosos, troncos molhados, charcos etc.).

Drenagem, ventilação e permeabilidade
Já teve a sensação de que seus pés estavam fritando? Ou que estavam congelando? Isso pode ser um alerta!
Se o clima for muito quente, importante observar se seu calçado permite ou não ventilação adequada. O aumento da temperatura nos pés, em conjunto com outros fatores, pode provocar o surgimento de bolhas e lacerações.
Se o clima for frio, principalmente na incidência de charcos ou chuva, vale a pena avaliar o uso de um calçado impermeável ou que proporcione uma drenagem rápida. Pés encharcados também podem contribuir para a laceração ou a hipotermia, por estar em contato com o solo frio e úmido. 

Resistência
Uma corrida em área branca de pinus oferece obstáculos diferentes de uma corrida realizada no cerrado. A mesma observação vale para aquela prova realizada em uma das praias nordestinas.
No cerrado, por exemplo, é certo que você vai se deparar com cascalho e pedras pontiagudas. Portanto, seu calçado deve estar apto a proteger seus pés das adversidades oferecidas pelo terreno a ser enfrentado. Observe, portanto, qual o material do cabedal e das solas. Assim, você pode se livrar das famosas "topadas" e rasgos em seus tênis.
Entretanto, é importante observar que, em termos gerais, quanto mais resistente o material, mais pesado e menos ventilado é o calçado.

"... seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação".

Conclusões
A foto que ilustra este post é o que tenho na minha atual "frota" de calçados para a corrida de Orientação. Cada par tem suas características. Solados com travas altas para tração em lama, travas baixas para sprint urbano, travas metálicas (spikes) para locais com troncos de árvores, rochas ou afloramentos. Pares com cabedal em mesh (tramas abertas para maior ventilação e conforto), cabedal em kevlar (resistente e de secagem rápida). Todos com bom amortecimento.
É claro que ter em casa muitos pares de tênis não vai te garantir ser um campeão orientista (meu caso, rs). Mas lembre-se que seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação. 
Além disso, meias e produtos que auxiliam na diminuição do atrito entre os pés e o calçado (cremes a base de vaselina e os famosos anti-chafing) são itens que você deve considerar antes de sair de casa.
Portanto, cuide bem de seus pés!

Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz dia dos pais orientistas!!!

Olá, estimados orientistas.

Essa é nossa singela homenagem a todos aqueles que exercem o papel de pai no esporte e na vida:


Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 6 de agosto de 2017

TCO Troféu Cerrado de Orientação 2017 e III Etapa CODF2017

Olá, estimados orientistas.

No dia 30 de julho de 2017 Brasília sediou o Troféu Cerrado de Orientação. Este é o evento regional que define os melhores orientistas dentre aqueles do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Claro que, assim como em outras competições regionais, há a participação de orientistas de outras Federações, engrandecendo os eventos e melhorando a competitividade.

Dessa vez o campo de prova foi definido no núcleo rural Rodeador, nas proximidades de Brazlândia. A área, apesar de plana, apresenta uma mescla de floresta de pinus e cerrado nativo. Um aspecto que chamou bastante atenção foi o forte frio, que fez os termômetros despencarem na preparação e no início da prova. Antes da largada, os casacos eram os itens básicos.

Vale ressaltar que esse TCO 2017 também valeu como a III Etapa do CODF 2017. Ao todo, participaram 234 competidores os quais consideraram que a organização da prova foi boa ou muito boa.


Os campeões da categoria Elite Masculina foram, pela ordem: Cleber Vidal (COSAM), João Batista (COMIB) e João Pedro (ADAAN). Na Elite Feminina, subiram ao pódio Sara Weis (COGA), Elaine Montenegro (COASSEB) e Elizete Rodrigues (COTi).
Abaixo o mapa da categoria H21E. Para os competidores, uma das rotas mais complexas foi a do ponto 9 ao ponto 10. Alguns encararam o 410 (optaram por atravessar o verde escuro). Não houve unanimidade quanto ao êxito dessa estratégia.

Neste trecho (rota do ponto 9 ao ponto 10), o atleta Paulo Corpes fez o melhor tempo, com 6'18". Já o líder da prova naquele momento, Cléber Vidal, precisou de 10'30" para completar essa rota. Alguns atletas optaram pela linha vermelha, outros atravessaram a parte mais lenta pela faixa estreita próximo ao ponto 12. E outros fizeram a rota segura, contornando pela estrada.

Os resultados podem ser consultados no Helga-O (clique aqui).
Veja também nosso álbum de fotos clicando aqui (parte das fotos foram cedidas por Marco Aurelio).

E não deixe de comentar o que achou da prova, dos mapas e das suas estratégias. Compartilhe suas impressões.

Ah, caso compartilhe as fotos, não se esqueça de citar a fonte.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Está chegando a hora: II etapa do CamBOr 2017


De 23 a 25 de junho todas as atenções estarão voltadas para a cidade de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro. Na localidade, teremos a realização da segunda etapa do CamBOr 2017.
Que este final de semana agracie nossos orientistas com uma ótima estrutura, mapas fidedignos, rotas seguras, competição justa e belas paisagens.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Caixa Brasília Outdoor Adventure - Corrida de Aventura também é para orientistas

Olá, estimados orientistas.

Participei de uma Corrida de Aventura (orientação+caiaque+rapel+oribike) aqui em Brasília no último final de semana (Caixa Brasília Outdoor Adventure - BOA) e fazer parte deste evento trouxe muitos aprendizados. Também várias reflexões quanto às inevitáveis comparações com nossas provas de Orientação.

"Quando decidi fazer corrida de Orientação, o objetivo inicial era me preparar para participar, no futuro, de uma corrida de aventura. Passados mais de 8 anos, me considero um orientista de fato. E só agora participei oficialmente da minha primeira atividade multi-esportiva".

Sabemos o quanto é complicado montar uma prova de Orientação. É necessário envolvimento de uma equipe grande e seus membros devem conhecer bem o esporte, para diminuir a possibilidade de erros. Além disso, a logística para montagem e desmontagem dos percursos requer gastos com transporte de equipamentos. O planejamento e execução da prova, em si, demanda bastante energia dos envolvidos. E tudo isso tem um custo.
Imaginem agora uma prova de Corrida de Aventura. O mapa não é tão detalhado quanto o nosso, que segue os padrões internacionais ISOM e ISSOM. Mas ainda assim, é necessário um mapa com as demarcações dos Pontos de Controle (PC). Como envolvem modalidades múltiplas, é necessária a oferta de pontos de transição. No caso da BOA, foram montadas transições para a canoagem, para o rapel e para o oribike (chamo de oribike porque a parte de mountainbike requeria, também, a navegação e busca pelos Pontos de Controle). E ainda há o fator tempo, pois é uma atividade de longa duração.
A organização da BOA providenciou os caiaques, remos, SportIdent (a apuração e materiais de orientação ali estavam mediante acordo com a FODF) e equipamento de rapel 'gratuitamente'. Já os coletes e parte do conjunto de primeiros socorros puderam ser alugados à parte. Bicicletas e demais equipamentos ficaram a cargo dos competidores. A Arena contou com frutas, hidratação, almoço (pago à parte) e amenidades ofertadas por alguns patrocinadores.
Quanto custou participar da BOA? Minha dupla pagou R$235,00 por integrante, já que perdemos o prazo com desconto. O número de participantes ficou limitado a 190. Creio que o limite tenha sido aplicado por conta dos equipamentos disponíveis e, também, por medida de segurança.
Esta é a segunda edição da prova (a primeira foi em 2016) e dessa vez houve uma participação maior de orientistas (uns dez inscritos, será?). Vale ressaltar que foram realizadas várias oficinas de orientação, de rapel e de canoagem. Também palestras com ícones da corrida de aventura e das suas sub-modalidades. As informações das atividades prévias foram devidamente divulgadas no site do evento. E assim a adesão à prova foi só aumentando, até que foram completadas todas as vagas.
Tudo isso dentro de um plano estratégico que, creio eu, se demonstrou eficaz. Eram claros nos rostos de todos que completavam a prova o reconhecimento e a alegria por fazerem parte de um evento tão bem cuidado. Ainda hoje leio os relatos nas redes sociais e o grau de satisfação dos participantes demonstra alto envolvimento e aparente garantia de que a próxima etapa terá igual ou maior sucesso; mais praticantes da modalidade; mais gente disposta a sair cedo de casa e se superar em uma prova que exige muito do físico, do emocional e do raciocínio.

Agora deixo algumas perguntas para refletirmos sobre melhorias para nossa Orientação: quanto pagamos por nossa participação em etapas? O que temos em troca? Como se dá o envolvimento do organizador com os "clientes"? Qual a oferta de atrativos (turísticos inclusive) existe na região das nossas competições? O que vamos fazer para que esses participantes da BOA se tornem orientistas efetivos?
Afirmo que muitos participantes da BOA nunca participaram de uma prova oficial com a chancela da CBO. Um dos motivos parece estar relacionado ao grau de abertura/flexibilidade para novos interessados.
Lá na BOA ouvi o relato de uma participante sobre a tentativa que ela fez para participar de uma prova da FODF. Em resumo, uma pessoa que praticava Orientação na Paraíba e que se mudou para Brasília. Procurou a FODF para participar de provas locais mas, infelizmente, a falta de informações objetivas e a 'obrigação' de ter que se filiar foram barreiras.
Até que ponto nossa formalística tem ajudado aqueles que querem aprender o esporte? Não vou longe: por que o valor de inscrição para não filiados é tão alto? Ora, se o evento já está montado e surgem pessoas interessadas em conhecer o esporte, não seria mais benéfico termos alguns mapas específicos para esses novos interessados (quiçá gratuitamente, com ajuda de voluntários)?
Bom, são muitas perguntas. Muitas respostas óbvias também. Espero que essas mesmas perguntas e respostas sejam um incentivo para que nossa rota guie a Orientação brasileira rumo à evolução.

Se você é um(a) leitor(a) que participou da BOA, tenho certeza que percebeu o quão importante é saber se orientar. Esteja certo(a) de que os orientistas estão de braços abertos para dividir os conhecimentos que adquirimos com a prática da modalidade.
Aos orientistas, tenho certeza que o pessoal da Corrida de Aventura também quer nos apresentar sua modalidade. Vamos lá!!!

Ah, abaixo o mapa com as rotas da minha equipe. Conseguimos conquistar um segundo lugar na Dupla Masculino SHORT. Nosso objetivo era tão somente completar a prova. Na Solo Masculino SHORT o Marcelo Cruz (COMIB) chegou em quinto. Já na modalidade Quarteto PRO, destaco a presença dos orientistas Pivoto e Danilo (COMIB) como integrantes da equipe campeã.


Clique na foto para ampliar e ver os detalhes. Notem que o primeiro trecho de caiaque foi bastante complicado, pois tivemos dificuldade em manter a proa. Foi um desgaste físico enorme já que o caiaque 'insistia' em ficar de lado. Também a rota entre os PC 3 e 4 contou com um erro de leitura de mapa. Mas depois nos recuperamos e conseguimos ultrapassar os concorrentes antes mesmo de chegarmos ao PC 9.
Para efetuar o log da rota, utilizamos o logger IgotU, que não possui tela nem comunicação (pois na corrida de aventura, assim como em provas de Orientação, não é permitido o uso de equipamentos de auxílio à navegação, exceto a bússola). Ah, esqueci de comentar que algumas equipes foram acompanhadas com o uso de rastreador GPS (na BOA foi utilizado o Spot) fornecido pela organização. Isso já acontece em algumas provas de Orientação lá fora.
Especiais agradecimentos à minha esposa e familiares (minha torcida oficial), ao companheiro de equipe Othon (COTi), ao Pedro Lavinas e seu staff, ao Marcelo Cruz (COMIB) e à Rennaly, que chegou ao pódio na Solo Feminino SHORT e motivou parte deste post.


Como sempre, não deixem de comentar aqui, por email ou nos canais facebook, instagram, tweeter ou youtube suas impressões sobre este post.

Boas rotas \o/
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