terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O que fizemos em 2016

Olá, estimados orientistas.

Começamos um novo ano e o momento é propício para uma breve retrospectiva do blog orientistaemrota. Vamos dar uma olhada no que fizemos com vistas a traçar nossas rotas para 2017.
Em janeiro, publicamos uma matéria resumindo nossas propostas para alteração do RGOP, as quais foram previamente debatidas em dois “oriencontros” realizados aqui em Brasília. Alguns dias depois, foi momento para publicar a relação atualizada de entidades com direito a voto na Assembleia Geral 2016.
Em fevereiro, estivemos em Portugal e fizemos um breve relato sobre o já consagrado Portugal O’meeting - POM 2016. Mas a publicação mais importante foi a cobertura da AG 2016. Foi um dia totalmente dedicado a transmitir à comunidade orientista tudo que se passou no evento, inclusive utilizamos o facebook e o tweeter para tornar a transmissão mais ágil. Cabe ressaltar que foi a primeira AG realizada de forma descentralizada e validou a nova gestão da CBO.


No terceiro mês de 2016, março, participamos de três inaugurações de campeonatos estaduais: a primeira etapa do Campeonato de Orientação do DF, a primeira etapa do Campeonato Paraibano de Orientação e também a primeira etapa do Campeonato Goiano de Orientação. Cada uma das três matérias trouxe de volta as tão comentadas análises de rotas, além dos álbuns de fotos e de comentários pertinentes a cada uma dessas competições.

No dia 23 de abril foi dado espaço para levar a vocês nossas impressões sobre a abertura do CamBOr 2016. E com muito pesar, no dia 24 de abril o blog, nossa página no facebook e nosso perfil no instagram apresentaram um prisma em preto e branco, lamentando o fim das rotas do nosso amigo Itamar Torrezam.
Ficamos em silêncio por algumas semanas e o mês de maio contou com uma única publicação. Nela, trouxemos à tona a importância de debatermos formas de tornar mais segura a prática da modalidade no país. Em Brasília, durante uma reunião da FODF, pudemos compartilhar alguns conhecimentos sobre gestão de riscos.
Junho iniciou com uma publicação específica com um breve estudo sobre os perigos e riscos envolvendo a orientação. Depois publicamos as impressões sobre a II Etapa do CamBOr 2016.
Os meses de julho e agosto contaram com mais análises de rotas versando sobre os percursos revezamento, médio e longo da II Etapa do CamBOr. Ambas matérias foram amplamente comentadas e trouxeram novidades. A primeira delas foi a introdução do vídeo com a animação do mapa em tempo real. Outra novidade foi a utilização das informações de performance do QuickRoute e do SplitsBrowser com as devidas explicações de forma didática e bem detalhada.


Em setembro, lidamos com o tabu envolvendo o mito de que um orientista nunca deve desistir de um percurso. O texto veio propositalmente antes da III Etapa do CamBOr, programada para ocorrer no período de seca em Brasília. Além do blog, este texto foi publicado na íntegra na Prismagazine. E pelo número de manifestações, parece que seu objetivo foi alcançado. Ainda publicamos a cobertura da III Etapa do CamBOr destacando todo o esforço dos organizadores para tornar essa uma das melhores etapas já realizadas em toda história da disputa nacional.
O blog entrou em recesso em outubro e a matéria sobre o Campeonato Sulamericano foi publicada em novembro. Contou com um vídeo do sprint com mapa em tempo real e as pertinentes análises de rotas. A foto que você vê abaixo demandou muita conversa e muitas idas e vindas. Também por isso o significado é indescritível!

Em dezembro, novo recesso editorial. Assim, a matéria de encerramento do ano esportivo foi publicada somente em janeiro, mas igualmente com o uso do vídeo com mapa em tempo real e mais um álbum de fotos ilustrando a participação brasileira no Sul-Americano.
Em paralelo a todo esse histórico, alguns artigos da nossa coluna na Prismagazine foram escritos de maneira exclusiva, sem publicação no blog.
Um outro trabalho que foi desenvolvido em 2016, de forma silenciosa, foi a criação do canal @orientistaemrota no instagram. Esporadicamente publicamos fotos com mensagens do cotidiano de um orientista. Os textos são em português e inglês, alcançando um grande número de pessoas que utilizam o aplicativo. Essa campanha trouxe uma grata surpresa: recebemos comentários da IOF no insta e hoje nosso perfil é seguido pela entidade e por mais um grande número de orientistas e entusiastas ao redor do mundo. Aproveite e nos siga!!!

Aproveitando a tendência de maior envolvimento de internautas em nossas publicações, a partir de junho passamos a utilizar, também, a frase “citius, fortius, sapiens” (numa tradução livre: mais rápido, mais forte, mais inteligente). Em alusão ao lema olímpico, estamos enfatizando o aspecto do raciocínio inerente à Orientação.
O crescente alcance das publicações do blog e dos canais no facebook e no instagram, são motivadores. Isso eleva, por consequência, nossa responsabilidade em aprimorar a qualidade das publicações. Ao mesmo passo, indica que estamos na rota correta.
Que todos tenhamos excelentes percursos em 2017. Que nossa modalidade cresça de forma sustentável. E que, pessoalmente falando, tudo que envolva as tags #orientistaemrota  e #citiusfortiussapiens tragam bons frutos para a Orientação.

Boas rotas \o/

orientistaemrota

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

COPANE 2016

Olá, estimados orientistas.

Fim de ano para o orientista brasileiro já significa, para muitos, viajar para o nordeste e participar de uma das edições da COPANE, a Copa Nordeste de Orientação. E foi com este espírito que participamos, no primeiro final de semana de dezembro, da competição sediada, dessa vez, em Cumbuco, na região metropolitana de Fortaleza-CE.
Conhecida como o Hawaí do kite surf, a localidade se preparou e abraçou os competidores que se dispuseram a enfrentar o calor, o vento forte e as dunas da região.
A organização ficou a cabo da FECORI. E grande parte das informações pertinentes ao evento tiveram ampla divulgação na internet no site a COPANE.
Foram três dias de competição, sendo o primeiro dedicado ao revezamento por trios entre clubes. Diferentemente das competições de revezamento já conhecidas, foram três blocos de partida (atletas 1, 2 e 3) com intervalos de 5 minutos entre eles. Uma fórmula interessante, mas que não obteve o sucesso esperado, por conta de problemas na apuração. Ademais, a ideia de juntar atletas do mesmo clube não se tornou atrativa para uma parte dos participantes da Copa, já que alguns clubes tinham como representantes somente um ou dois competidores. Entretanto, vale ressaltar que foi disponibilizada a categoria Aberto, para quem não se enquadrava nas exigências da competição.
De toda forma, fica a sugestão para que os organizadores das próximas COPANE avaliem a volta da competição individual tipo SPRINT (valendo ou não para a premiação final) ou o revezamento por equipes de mesma Federação.
Abaixo o mapa da categoria H Aberto e o vídeo para análise das rotas. Observem que há um pequeno erro do competidor, por falta de concentração, na rota do ponto 05 para o ponto 06. Felizmente foi percebido a tempo e rapidamente corrigido.
Apesar de eu ter chegado na frente de pelo menos um integrante do trio oponente, tive como resultado final o maior tempo geral (o recurso não foi analisado pela Diretoria Técnica, pois consideraram que foi entregue depois do prazo legal).





Fizemos um pequeno álbum de fotos que pode ser acessado clicando aqui.

O próximo post terá o vídeo do percurso médio e uma breve análise de rotas.

Boas rotas \o/
orientistaemrota



domingo, 13 de novembro de 2016

Como foi o SAOC 2016

Olá, estimados orientistas.

Nunca é tarde para relembrar bons momentos. E neste post vou tentar passar a vocês as impressões gerais do evento regional do continente sul-americano, o SAOC 2016. Também palco para as disputas do SAYOC 2016 (Sul-americano Júnior de Orientação), ASO 2016 (Aberto Sul-americano) e CPL 2016 (Copa dos Países Latinos).

O evento foi planejado pela Federação Chilena de Orientação com apoio da CBO e organizado pelo Club de Orientación Prismaventura. Vale lembrar que o Brasil contraiu um acordo com a IOF se posicionando como o principal expoente na América do Sul para divulgação, promoção e disseminação de conhecimentos relativos à Orientação.



O Campeonato Sul-americano de Orientação é uma competição bi-anual e esta edição contou com a presença de representantes dos seguintes países: Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Equador, Finlândia, Noruega, Uruguai e Venezuela (conforme lista de inscritos divulgada no sítio www.saoc2016.cl). No total o SAOC 2016 contou com  aproximadamente 400 atletas. Quase a metade deles pertencentes à delegação Brasileira.



Foram três dias de provas sendo o dia 1 dedicado à disputa na modalidade Sprint, e nos dias 2 e 3 os percursos tradicionais Longo e Médio, respectivamente. O dia 0 foi dedicado ao recebimento do kit de amenidades e percurso treino. Os cenários escolhidos foram a região urbana de Valparaiso, com seus magníficos “cerros”, e a Reserva Florestal Lago Peñuelas.

Quanto ao Sprint, foi uma grata surpresa percorrer as escadarias e ruas coloridas de Valparaiso. Embora alguns atletas tenham comentado sobre divergências técnicas nos mapas, foi consenso que a prova foi agradável e justa. Para sentirem o gostinho de como foi correr este Sprint, não deixem de assistir o vídeo abaixo (categoria H35A).



Notem que perdi demasiado tempo na definição da rota para o ponto 2, pois não efetuei uma leitura precisa e acabei “desconfiando” das trilhas mapeadas na região (minuto 3:04). Como se trata de uma prova bastante rápida, o tempo perdido neste ponto foi suficiente para me tirar do pódio. Titubeei em pelo menos outros dois momentos, perdendo segundos preciosos. Terminei em 5 lugar apenas.

Já em relação aos percursos Longo e Médio, muitos competidores tiveram dificuldade em encontrar algumas trilhas e aqueles que optaram por utilizar esta simbologia como meio primário acabaram sofrendo consideráveis perdas de tempo. Somado a isso, os deslocamentos em diversas áreas do mapa foram bastante lentos devido à existência de muitas árvores caídas as quais áreas, no meu entender, poderiam estar demarcadas como 408 ou 409 ISOM.

Claro que as dificuldades apontadas aqui refletem somente minha opinião, que se embasou, também, naqueles tão conhecidos bate-papos pós prova os quais todos estamos acostumados a fazer.

No contexto geral, todas as disputas foram justas. As áreas escolhidas agradaram tanto na parte técnica como na parte física. E o próprio clima da região deu mais charme à competição.

Sobre a premiação, parte do cronograma sofreu alterações. A premiação do Sprint, que seria realizada no dia 1, juntamente com a Cerimônia de Abertura, foi adiada para o dia 3. 

Dessa forma, o tempo destinado ao encerramento do evento se tornou demasiado longo para alguns presentes. Debaixo de um forte sol, foram aproximadamente 3h dedicados à premiação de cada uma das etapas (Sprint, Longo e Médio) e em cada uma das disputas (SAOC, ASO, CPL). Ao som de “We are the champions”, Queen, tivemos a coroação do Brasil como campeão da CPL e vários pódios com a presença dos nossos atletas. Mostramos nossa força não apenas em número de atletas inscritos, mas também na quantidade de bons resultados obtidos.



Clicando aqui você poderá acessar o desempenho de todos os atletas em cada uma das categorias disputadas.

Quer ver mais sobre esta competição? Estão disponíveis em nossos canais no instagram @orientistaemrota e no facebook orientistaemrota pequenos vídeos alusivos ao SAOC 2016. Não deixe de visitar também nosso álbum de fotos. São mais de 350 imagens das arenas e das cerimônias de abertura e de premiação. Clique aqui.

No ano que vem, conforme anunciado, a próxima Copa dos Países Latinos será na Itália. E em 2018 teremos o próximo SAOC/ASO/CPL sediado no Uruguai.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 27 de setembro de 2016

III Etapa do CamBOr Itamar Torrezam 2016. Dias 2 e 3 (WRE).

Olá, estimados orientistas.

Os dias 24 e 25 de setembro foram destinados aos percursos longo e médio do CamBOr 2016. Este percurso médio foi creditado como WRE (World Ranking Event) da IOF. Portanto, seguiu os moldes internacionais.

A área escolhida apresentou um misto de cerrado (especialmente mata de galeria), áreas de pasto e de reflorestamento de eucaliptos. Também a boa altimetria contribuiu para tornar mais desafiante ambos percursos. Quanto ao clima, felizmente a mãe-natureza colaborou aumentando a umidade relativa do ar.
De parabéns também foi a estrutura montada para receber os participantes e seus acompanhantes. Destaques para uma enorme tenda com cadeiras para dar conforto e proteção ao sol e intempéries, tenda para emergências de ordem médica, guarda-volumes, tenda com massagem para os atletas, secretaria e outras. Também foi criada uma rede wi-fi na qual ficou disponível para usuários de smartphones e computadores o sistema da CBO para acesso aos resultados da competição. Testamos o sistema e funcionou perfeitamente.



Outro detalhe importante foi a presença de equipe específica para realização do controle de dopagem.
No sábado foram providenciadas três linhas de partida, sendo a das categorias consideradas mais difíceis alocada em local mais afastado da arena. A partida das categorias de competidores de maior idade ou de iniciação ficou bem próxima da arena. E os atletas da Elite, que receberam números específicos fornecidos pela organização, ficaram sob regime de quarentena, também com largada em local diferenciado.
Já no domingo, somente os atletas da Elite tiveram partida em local diverso. Os demais foram alocados na estrutura de partida próxima à arena. Notem que o local ofertou cobertura e área para aquecimento.


Todos os competidores receberam medalha de participação e mapas novos. Também foram agraciados com a narração bem humorada do Comandante Barros, que cedeu sua voz durante os três dias do evento.
Por ser a terceira e última competição do ano, houve premiação geral e da etapa. Conforme planejado, a premiação da etapa iniciou conforme iam finalizando as categorias respectivas. Assim, meados de 14h já havia encerrado a premiação da etapa. Depois foi a hora de iniciar a premiação geral do CamBOr 2016. Essa também foi realizada em tempo hábil, de tal forma que meados de 16h foi encerrada a cerimônia de premiação e os trabalhos relativos ao CamBOr 2016.
O cumprimento dos horários era um anseio antigo dos competidores e seus acompanhantes. Vale ressaltar que os troféus e medalhas oferecidos estão num padrão digno de elogios.


A impressão geral é de que o evento agradou a todos, demonstrando que o empenho da Organização e da própria CBO atingiram seus objetivos.
Os resultados de cada prova da III Etapa podem ser vizualizados nos seguintes links: revezamento, percurso longo, percurso médio. E o resultado final desta etapa do CamBOr 2016 está disponível neste link.
Já a classificação geral do CamBOr 2016 pode ser conferida utilizando a ferramenta Ranking, da CBO.
Como de praxe, fizemos vários registros fotográficos. Veja aqui em nosso álbum se você foi clicado.
Também não deixe de visitar os álbuns de fotos Orientação Esporte, do casal Rech, e do orientista multi-tarefas André Pivoto.
A cobertura televisiva pode ser conferida clicando aqui.

E você, orientista, qual sua impressão sobre esta terceira e última etapa do CamBOr 2016? Não deixe de registrar sua opinião. Ela é muito importante para toda a comunidade.

Boas rotas \o/
orientistaemrota



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Começou a III Etapa do CamBOr Itamar Torrezam 2016. Dia 1 - revezamento.

Olá, estimados orientistas.



Começou hoje, dia 23/09, a terceira etapa do CamBOr 2016. O evento está sediado na cidade satélite de Brazlândia, a 40km de Brasília.
Hoje foi realizada a abertura do evento e o Revezamento por trios. O cronograma da organização ocorreu a contento, sendo os horários da cerimônia, largada e premiação rigorosamente obedecidos.
A área escolhida foi o Parque Ecológico Veredinhas, e agradou aos participantes.
O resultado já está disponível no sítio da CBO e no Helga-o. Clique aqui para ver o desempenho das equipes.
Amanhã as atenções se voltam para o percurso longo, que será em área rural nas proximidades de Brazlândia.
E não deixe de ver nosso álbum de fotos do dia 1 desta última etapa do CamBOr 2016.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando é hora de desistir.

Olá, estimados orientistas.
Está chegando mais uma etapa do CamBOr. E dessa vez ocorrerá em época de seca, no cerrado brasileiro. Falando em saúde, oportuna a leitura da matéria abaixo, publicada na revista Prismagazine.


Quando é hora de desistir

Um orientista nunca desiste!
Essa é uma frase bastante comum em nosso meio. Vale como um incentivo para que o competidor complete sua prova, já que a corrida de Orientação é um esporte de muita emoção e que só revela o resultado final depois que parte o último da categoria.
Esse incentivo é cultural e o orientista o carrega solitariamente durante seu percurso. Ademais, aprendemos desde pequenos que desistir não é legal.
 Mas até que ponto o nunca desistir é bom para o competidor e para a competição em si? Desistir de completar o percurso durante uma prova é realmente uma situação que não faz parte da vida de um orientista? Quais fatores podem auxiliar o orientista a decidir por continuar ou interromper seu percurso?
Desistir vem do latim desistere, significando interromper um propósito, deixar de.
Desistir é, na maioria das vezes, entendido numa conotação pejorativa. O mérito é dado àquele que persiste, que insiste mesmo diante das adversidades e, preferencialmente, obtém êxito. Já para o desistente, fica o martírio da dúvida quanto ao que aconteceria caso continuasse a empreitada. É bem provável que você, orientista e leitor, já presenciou ou tomou conhecimento de algum colega que desistiu de um percurso e julgou que o ato de parar foi uma espécie de covardia, de fraqueza.
A prática desportiva, independente da modalidade, exige do atleta basicamente dois fatores: o domínio técnico e o controle da junção mente-corpo. Na corrida de Orientação essa dualidade, quase tríade, fica mais evidente. Ao contrário de uma corrida normal, temos que monitorar sabiamente o grau de desgaste físico e o aspecto psicológico, para que seja possível raciocinar a contento decodificando a simbologia do mapa e definindo as melhores rotas a tomar.
Ocorre que em determinados momentos de uma prova de orientação, o corpo dá sinais de que o esforço pode prejudicar suas funções vitais. E consequentemente, a capacidade de raciocínio cai vertiginosamente. Entender estes sinais pode ser uma vantagem ao competidor no que diz respeito à manutenção da sua saúde. Essa vantagem também se reflete, inclusive, numa melhor gestão da organização do evento, já que se os atletas possuirem melhor domínio da condição física e mental, menor a probabilidade de acionamentos de equipes de resgate.
Acompanhando as provas de Orientação, não são raros os momentos em que percebemos colegas chegando extenuados após horas na pista. Também é comum termos que acionar equipes para buscar aqueles que já estão fora do tempo limite (mais de 4h, na maioria dos eventos). Dentre os motivos que levam um orientista a ficar tanto tempo na pista, podemos citar a falta de aplicação das técnicas de navegação, erros de cartografia, lesões ou a fadiga física e mental.

Diferentemente de uma prova de corrida de rua, na Orientação não há uma rota clara e definida. Praticamente todo o campo de prova pode ser usado pelos orientistas. Além disso, a desorientação espacial pode ocorrer em vários momentos da prova. Outro aspecto peculiar é que as escolhas de rota podem tornar um percurso mais ou menos cansativo.
Se numa corrida de rua o atleta que sofre com o desgaste físico é facilmente atendido, na Orientação há uma previsibilidade baseada na suposição de qual rota ele adotaria. Ocorre que essa suposição considera o raciocínio em boas condições físicas. Uma busca emergencial vai procurar o atleta, primeiramente, pelas rotas óbvias. É importante, portanto, procurar se manter nessas proximidades.
Você, orientista, deve observar em primeiro lugar como está sua capacidade física. Sede excessiva, visão turva, dormência nas extremidades ou nos lábios, calafrios, visão de túnel, tonturas, cãibras, sensação de esmagamento do tórax, são sintomas que podem indicar que o momento é de dar uma pausa ou interromper por completo sua competição.
Caso se depare com algum competidor que claramente não apresente condições de seguir sozinho, deve buscar auxiliá-lo. Seja entrando em contato com a organização e informando sua localização, seja apoiando-o até a arena onde está a estrutura básica da competição. Alguns sinais, não tão óbvios, podem indicar necessidade de intervenção: lábios ou pontas dos dedos roxos (cianose), pálpebras e mãos esbranquiçados, pupilas dilatadas, falta de equilíbrio, sudorese excessiva, incapacidade de responder perguntas simples (data de nascimento, nome da mãe etc.).
Persistir numa prova com os alertas dados pelo seu corpo de que algo não vai bem aumenta as chances de um colapso físico e mental. E numa prova de orientação, todos sabem que mente e corpo devem permanecer sãos até o pórtico de chegada.
O orientista, por característica própria da modalidade, sabe avaliar contextos e tomar decisões. E aprende a lidar com as consequências de cada escolha. O que fica de lição, então, é que maior atenção deve ser dada aos sinais e sintomas físicos e mentais durante a competição ou treino. Respeite seus limites, inclusive se isso significar parar por um momento. Desistir pode ser um passo para sua próxima vitória. Desistir, em determinadas situações, é o que pode te garantir com saúde para competir no futuro e, quiçá, chegar aos 95 anos tal qual nosso colega Rune Haraldsson.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

www.orientistaemrota.com.br

sábado, 17 de setembro de 2016

Participantes da III Etapa do CamBOr 2016 utilizarão novo modelo de chip: SPORTident ActiveCard

Olá, estimados orientistas.

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Errata:

O presidente da CBO, Luiz Sergio Mendes, entrou em contato informando alguns equívocos da matéria deste post. Segundo ele, a CBO publicou dois textos em sua página no facebook versando sobre a oferta dos SIAC nesta etapa do CamBOr. De fato, essas publicações estão em um dos perfis da CBO na plataforma (dias 01/07/2016 e dia 01/09/2016). Além disso, complementa, o uso dos SIAC não servirá de teste, dado o tempo em que o dispositivo já está em uso. Entende o dirigente que a divulgação realizada atingiu números expressivos de leitores, o que torna equivocados alguns trechos da publicação do orientistaemrota.
Neste imbróglio, de positivo também restou que o perfil oficial da CBO no facebook é o @cbo1999. O perfil @Cbonoface não é oficial.
Fica aqui meu pedido especial de desculpas pelo infortúnio causado.

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Ao ler as listas de partida para os percursos da III Etapa do CamBOr 2016, a ocorrer nas proximidades de Brasília no próximo final de semana, percebi que os números SIcard de todos os competidores possuem numeração iniciada pelo dígito 8 e são fornecidos pela organização. Causou certa estranheza uma decisão unilateral e sem maiores explicações da CBO. Cumprindo o papel deste site em defender os interesses da modalidade e de seus praticantes, seguem abaixo algumas informações relevantes, enquanto aguardamos manifestação formal da CBO e da Organização do evento.


Confirmamos com os organizadores que esta etapa servirá de teste para utilizará o SPORTident ActiveCard, mais conhecido como SIAC ou SPORTident Air. TODOS os inscritos utilização chip cedido pela Organização. Portanto, seu dispositivo particular não foi cadastrado. Por isso você não encontrará seu número de SIcard nas listas de partida. Não sabemos se a mesma situação será adotada para o Revezamento. Como a decisão já está em curso, vamos tentar ao menos entender as funcionalidades deste chip.

Segundo o fabricante, o chip emite sinal sonoro e luminoso e não precisa tocar na base para efetuar o registro. A promessa é de que o dispositivo permita registros em até 3 metros de distância, a depender do tipo de base leitora.
Buscando mais informações, foram encontrados esses dois vídeos os quais permitem inferir que a ideia dará mais velocidade aos atletas que utilizarão a (quase) novidade. O sistema já está em uso desde 2010.



O SIAC possui garantia de 2 anos, exceto bateria. O tipo de bateria e forma de substituição são desconhecidos. Ao ler informações específicas (disponíveis clicando aqui) restou claro que esse chip pode ser usado tanto no formato tradicional (inserindo sua extremidade na base de leitura), quanto no modo à distância (AIR+ mode). Entretanto, não consegui com a CBO a confirmação de qual modo será utilizado nesta Etapa. Mas se é interesse da Confederação, da IOF e da SPORTident testar as funcionalidades, imagino que os chips sejam configurados no modo AIR+. Para quem ainda não viu o dispositivo, esta é a imagem disponibilizada no sítio da própria SPORTident:
SIAC (SPORTident ActiveCard)
Informações também preliminares da CBO indicam que os participantes desta III Etapa do CamBOr poderão adquirir o chip caso seja de interesse.
Se você é um dos orientistas inscritos, fique atento às orientações para retirada do chip na Secretaria do evento. Observe, ainda, sua numeração e dados pessoais. E fiquem atentos ao próprio sítio da CBO. Já entrei em contato com a Organização do evento e a expectativa é de que lancem algum boletim ou informativo com maiores esclarecimentos.
Quanto à decisão da CBO em obrigar todos os competidores a utilizarem este novo chip, lembro que os mais prejudicados serão os que possuem o ComCard. Para estes, a combinação bússola+chip será reduzida para somente bússola.
ComCard
Espero que as novidades adotadas apresentem resultados positivos para todos nós (organização, Confederação e praticantes). Por enquanto, fica o sentimento de apreensão, já que os principais responsáveis ainda não se manifestaram formalmente de modo a tornar transparente as decisões pertinentes ao nosso esporte.

Não deixe de comentar esta matéria. Participe também do grupo Orientistas, no facebook, onde mais de 500 colegas praticantes debatem assuntos relevantes para nosso esporte. Também não deixem de curtir nossa página do face: www.facebook.com/orientistaemrota .

Boas rotas \o/
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