terça-feira, 17 de abril de 2018

Análise de rotas: CamGOr 2018 - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

Hoje vamos falar sobre o mapa da categoria HMA da primeira etapa do Campeonato Goiano de Orientação 2018. A prova ocorreu nas proximidades da cidade de Caldas Novas, no estado de Goiás. Numa área de cerrado nativo com partes de atividade agropecuária.
Sobre a organização da prova, destaque para a realização em paralelo de uma clínica de Pre-O, com exercícios para os competidores interessados, e para uma atividade de pesquisa acadêmica que utilizou alguns competidores para obtenção de dados relativos à saúde e desempenho.
O local escolhido para ser a arena do evento era bastante rústico, mas atendeu a contento as expectativas. Inclusive foi utilizado para a premiação da etapa (no CamGOr há cerimônia de premiação em cada prova) e para o almoço.
Mais informações sobre terreno e estatística dos percursos estão disponíveis na página da FOG.

Vamos aos trabalhos. Abaixo o mapa da categoria e o mapa com minhas escolhas (clique nas imagens para ampliar):

Notem que adotei uma escala de cores indicando meu pace (tempo em minutos para percorrer 1km). Em azul claro o pace de até 7:30 min/km. Em amarelo pace entre 7:30 e 14 min/km. Em vermelho, pace acima de 18 min/km (ou seja, caminhando ou parado).

Observem a tabela no lado direito da imagem. Nela estão os tempos para cada rota percorrida e os respectivos percentuais de desvio. Esses dados são muito importantes para analisarmos qual foi meu desempenho e em que pontos eu poderia melhorar.
Como tenho dito em outras análises de rotas, minha meta é completar uma prova percorrendo uma distância de até 20% acima da declarada no mapa, num pace de até 7 min/km. No caso dessa etapa, a pista tinha 4,5km e eu acabei percorrendo 6,2km em 1 hora e 3 minutos. Portanto, 800m acima da minha meta. E em relação ao pace, analisando a distância de 5,4km da minha meta, deveria terminar a prova em aproximadamente 40 minutos.

ROTA DO PONTO 1 PARA O PONTO 2
O que planejei: seguir em azimute para o ponto 2, passando pela trilha para confirmar minha posição.
O que fiz: iniciei conforme o planejado. Ocorre que ao chegar na trilha, talvez pela forma de impressão da bolota do ponto, não tenha identificado a continuidade da trilha até a clareira ao norte (vejam no mapa sem as rotas). Segui por um trecho da trilha até a clareira, depois retornei para atacar o ponto. Minha barreira de segurança era a cerca.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com a devida contagem de passos. Acabei perdendo cerca de 3 minutos nessa rota.

ROTA DO PONTO 2 PARA O PONTO 3
O que planejei: contornar a elevação pela curva de nível e seguir diretamente ao ponto, observando a segunda elevação como barreira de segurança.
O que fiz: saí do ponto 2 conforme o planejado, e iniciei o contorno da elevação pela parte sul. Ocorre que perdi a contagem da distância e não consegui identificar as elevações adequadamente. Notem que parte da rota (em azul) foi feita com boa velocidade. Desci até a cerca para me localizar e dali pude confirmar que o ponto 3 estava mais adiante.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a contagem da distância. Considerando a diminuição da velocidade e a distância percorrida a maior, foram aproximadamente 3 minutos perdidos nessa rota.

ROTA DO PONTO 6 PARA O PONTO 7
O que planejei: sair do ponto 6 buscando a trilha indistinta rumo ao ponto 7. Usar a área encharcada como ponto de ataque.
O que fiz: nessa parte da prova eu havia alcançado um outro competidor de mesma categoria. Seguimos juntos conforme planejado, mas o ataque ao ponto foi realizado antes do previsto. Retornei ao início da trilha indistinta e corrigi o erro efetuando a correta contagem de passos.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com contagem de passos e maior atenção.

ROTA DO PONTO 10 PARA O PONTO 11
Aqui o ponto crucial da prova. Um erro que merece bastante atenção. A memória da situação não foi suficiente para me fazer apontar as reais causas deste erro. Mas ao verificar o mapa e a rota percorrida, surgem alguns elementos que podem nos ajudar a elucidar o caso. Um desses elementos é a intenção de sair do ponto 10 contornando pelo norte. 
Outra hipótese considerável, e a mais adequada, pode ter sido a forma como dobrei o mapa ao sair do ponto 10. Vou colocar a imagem do mapa, uma delas invertida, para que observem como pode ter sido essa a justificativa para meu erro. 
Observem que o caminho percorrido na imagem do mapa desorientado é similar à que eu deveria ter percorrido no mapa orientado. Ao chegar à cerca, que deveria estar à esquerda, acabei indo até sua quina, de forma a identificar onde eu realmente estava. Ocorre que lá me deparei com uma estrada, que serviu de alerta para confirmar que eu estava perdido. Foram necessários mais alguns segundos para observar o local, identificar pontos de referência, orientar o mapa adequadamente e definir a forma de correção do erro.

O que planejei: aparentemente, minha intenção inicial era sair da vegetação onde estava o ponto 10 em sentido sudoeste, depois seguir até a cerca e utilizá-la como corrimão até sua quina, depois pegar a trilha rumo à estrada e, de lá, atacar o ponto 11.
O que fiz: como explicado, é provável que eu tenha saído com o mapa desorientado em 180 graus. Isso me fez seguir no sentido contrário. Demorei a admitir o contra-azimute e somente após percorrer a cerca até uma estrada é que fiz uma pausa para confirmar minha real posição. Ao perceber o erro e ter certeza de onde eu realmente estava, segui até a porteira que dava acesso a uma trilha limpa. Percorri essa trilha em alta velocidade até chegar à estrada que fazia parte do plano inicial. 
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a posição do mapa e às referências do terreno. A cerca e as curvas de nível seriam bons indícios para a rápida detecção do erro. 

A imagem abaixo é o gráfico com as posições após cada pernada, extraída do Helga-O. Notem que nos pontos 6, 8, 9 e 10 foram os momentos onde liderei a prova. O gráfico é mais uma ferramenta para corroborar as perdas que tive decorrentes dos erros sobre os quais conversamos neste post.

Bom, vamos encerrar por aqui este post. Estejam sempre atentos à sua posição no mapa e no terreno durante as provas ;-)
Um pequeno álbum de fotos está disponível clicando aqui.
E abaixo um pequeno vídeo também sobre a análise de rotas que tratamos neste post.

Não se esqueçam de comentar o que acharam deste post e de nos seguir nas redes sociais e no youtube. Assim, vocês estarão contribuindo para a continuidade do blog e serão notificados sempre que houver novidades.

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.
Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Como foi a COPANE 2017

Olá, estimados orientistas.

Após um breve período de férias, nosso primeiro texto de 2018 trata do último grande evento do ano passado. Vamos falar daquele que é considerado por muitos o melhor evento regional de Orientação no Brasil: a Copa Nordeste de Orientação - COPANE 2017.


Dessa vez, a COPANE foi organizada pela Federação Paraibana de Orientação. A sede formal do evento foi o município de Mataraca-PB, distante 110km da capital, João Pessoa.
Em Mataraca ocorreu a abertura do evento e a prova de Revezamento Por Trios. As duas provas tradicionais (percursos longo e médio) ocorreram em Barra de Camaratuba, um vilarejo na foz do rio Guaju.

O revezamento por trios não obteve grande número de participantes. Um dos motivos pode ser relativo à exigência de que os trios sejam formados por membros de mesmo clube. O modelo merece ser repensado, de forma a atrair mais participantes. Entretanto, é considerável o empenho dos organizadores das edições da COPANE em incentivar a participação e congraçamento das delegações. Ademais, a cerimônia de abertura foi muito bem organizada, apoiando projetos culturais e educativos com crianças da região.

Abaixo um vídeo da minha participação nessa primeira prova (o revezamento). Notem que tive compensar na corrida alguns segundos preciosos perdidos durante escolhas de rota ou formas de ataque dos pontos. Observe, ainda, a forma como o mapeador definiu muros, cercas e quiosques.


Nos percursos tradicionais, os competidores tiveram que dosar o desgaste físico provocado pelo terreno e clima, para manter uma boa capacidade de raciocínio. Destaque para a área escolhida, com incríveis paisagens.

Os mapas e os percursos traçados foram capazes de promover uma boa disputa. Mas os tempos estimados para os primeiros colocados de algumas categorias não foram cumpridos. Veja abaixo os mapas da H Master A e as minhas escolhas. As rotas estão numa variação de cor do azul para o vermelho, sendo azul para maior velocidade e vermelho para os momentos de maior lentidão (clique nas imagens para ampliar).




No sítio da Copane é possível baixar boa parte dos mapas, verificar os resultados finais e visualizar fotos do evento.

A premiação ocorreu conforme descrito nos boletins e foi marcada pela empolgação de todos os participantes. Sinal claro de que o evento superou as expectativas. Além das homenagens de praxe, foi realizada a passagem do "bastão" para os próximos organizadores da COPANE 2018. Ela já tem endereço certo: será sediada em Porto de Galinhas, no estado de Pernambuco.


Clicando aqui você tem acesso ao nosso álbum de fotos. Compartilhe.

E não deixe de emitir sua opinião utilizando o campo de comentários deste post.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Campeonato Brasileiro de Orientação Sprint - CamBOS 2017

Olá, estimados orientistas.

Quem nos acompanha pelas redes sociais esteve mais perto dos acontecimentos durante essa primeira edição do CamBOS. Este campeonato foi sediado em Curitiba-PR, e contou com a grata presença de orientistas de todo o país. Afinal, ninguém queria ficar de fora desse que foi o maior evento de orientação tipo sprint do continente.
O campeonato foi composto por quatro percursos - um deles em horário noturno - ao longo de três dias. Numa avaliação geral, o evento foi muito bem organizado. Pequenos detalhes precisam ser melhorados para a próxima edição, a qual provavelmente ocorrerá em 2019. Em conversas com alguns participantes, ficou claro que as expectativas foram atendidas ou até mesmo superadas.
Vale ressaltar que essa foi, para muitos, uma grande e primeira oportunidade de praticar a orientação sprint. A IOF tem investido bastante na modalidade, com o intuito de aumentar a visibilidade do esporte, incrementar o número de praticantes e, quiçá, entrar para o seleto grupo dos esportes olímpicos.
Quanto à definição da sede do CamBOS, foi uma ótima escolha. Curitiba é uma cidade muito bem preparada para o turismo, de fácil acesso, com rede hoteleira diversificada e preços para todos os gostos. Os locais escolhidos para os percursos foram desafiadores e  capazes de inserir os orientistas em ótimos locais de visitação. Destaque para o Jardim Botânico, que foi utilizado como percurso treino; para o Museu Oscar Niemeyer, na primeira disputa (noturna); e para o Parque Tingui, na disputa matutina do segundo dia de competições.
As listas de partida, resultados e mapas foram disponibilizados a contento no sítio oficial do evento.
Abaixo seguem os mapas da categoria H35A, com as minhas escolhas (clique para ampliar).




Meu desempenho geral foi razoável, já que terminei na sexta colocação da categoria. A expectativa inicial era de chegar ao pódio na categoria. Os motivos desse desempenho abaixo do esperado foram, entre outros, algumas escolhas de rota equivocadas que tomaram bastante tempo, velocidade abaixo do necessário e até o inusitado travamento da agulha da bússola (sim, fiquei sem bússola no percurso do Parque Tingui. Perdi mais de um minuto tentando destravar a agulha. Jamais deixe o objeto junto do celular). Vou comentar somente algumas rotas as quais, na minha opinião, merecem destaque. Infelizmente, tive problemas com o vídeo da última disputa, justo a minha melhor prova. Mas se algum orientista quiser publicar, basta avisar aqui nos comentários ou mandar um email. Será muito útil para nossa comunidade.

Percurso Centro Cívico
Rota do ponto 1 para o ponto 2
O que planejei: contornar a área cercada chegando até o ponto.
O que fiz: inicialmente saí pelo lado esquerdo, mas desisti e rumei pelo lado direito da área cercada. Ao chegar na quina da cerca, desci as curvas de nível acreditando que seria melhor atacar o ponto por baixo. Ao perceber o erro, subi novamente mas saí à frente, me deslocando na direção oeste. Somente ao chegar no calçamento, percebi o erro e retornei ao ponto.
O que deveria ter feito: tanto pela direita quanto pela esquerda ambas escolhas seriam bem sucedidas. A diferença entre as duas, em termos de distância, é mínima.

Rota do ponto 2 para o ponto 3
O que planejei: seguir o mais próximo da linha vermelha, em direção ao ponto.
O que fiz: ao chegar no fim do estacionamento, me atentei que havia uma passagem intransponível próxima ao espelho dágua. A solução, então, foi contornar o espelho dágua pelo lado leste (direita). Por receio, segui pela calçada no nível da rua.
O que deveria ter feito: uma leitura mais atenta dos detalhes de toda a rota antes de partir em velocidade. Iniciar a rota entre os dois prédios, contornando o estacionamento e o espelho dágua pela direita.

Percurso Parque Tingui
Rota do triângulo (prisma zero) para o ponto 1
O que planejei: não houve planejamento inicial, já que tentei orientar o mapa usando a bússola. Mas o equipamento estava com a agulha travada.
O que fiz: passei alguns segundos batendo a bússola na intenção de que a agulha se movimentasse corretamente. Uma situação inusitada. Não confiei na solução e, somente após quase um minuto, decidi orientar o mapa pelo terreno, iniciando a prova em definitivo. Para evitar erros, optei pela rota contornando o quarteirão pelo sul, conforme rota amarela na figura.
O que deveria ter feito: orientar o mapa rapidamente pelo próprio terreno, já que em provas sprint a bússola é pouco utilizada. Seguir a rota pelo lado oeste imediatamente após o prisma zero, conforme pontilhado em vermelho.

Rota do ponto 6 para o ponto 7
O que planejei: atravessar a ponte e os calçamentos, atacando o ponto.
O que fiz: observem que ataquei o ponto erroneamente, na área de vegetação mais ao norte. Não atentei para a posição do ponto numa área branca. Insisti no erro contornando toda a área. Voltei para o calçamento e corrigi o erro.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejamento. A pista asfaltada seria a barreira de segurança. A contagem de passos e uma leitura correta do mapa evitariam os 90 segundos perdidos.

Percurso Universidade Tuiuti
Rota do ponto 2 para o ponto 3
O que planejei: saindo do ponto 2, seguir pelas ruas no sentido sudoeste, conforme rota em amarelo.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: seguir pela rota destacada em pontilhado na figura, sentido norte e depois oeste, aparentemente causaria menos desgaste físico. Observem que, pelas curvas de nível, essa opção seria quase toda em declive. Ainda, nas proximidades do ponto 3 existia a possibilidade de passar por uma área de vegetação hachurada. Mas o deslocamento seria mais lento que a corrida livre pela rua.

Rota do ponto 5 para o ponto 6
O que planejei: passar novamente pelo ponto 3, subindo em direção ao portão de entrada do campo, conforme a rota em amarelo. Chegar ao ponto pelo calçamento.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: alguns colegas adentraram à área de vegetação hachurada, conforme pontilhado, atacando o ponto 6 pelo lado sul. Entretanto, o tempo de deslocamento para essa alternativa foi maior. Portanto, a rota limpa conforme planejei parece ter sido a melhor solução.

Percurso Jockey - Colégio Militar de Curitiba
Rota do ponto 2 para o ponto 3
O que planejei: contornar a segunda arquibancada pelo lado oeste (esquerda), atacando o ponto pela frente.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a opção de progressão pelo lado direito da segunda arquibancada era uma rota limpa a ser considerada.Talvez a maior diferença de tempo se daria por conta da escadaria para sair da arquibancada onde está o ponto 2.

Rota do ponto 6 para o ponto 7
O que planejei: sair pelo lado sul da construção, entrando no portão do CMC em seguida.
O que fiz: me deparei com um muro intransponível (devidamente sinalizado no mapa). A solução foi contornar a construção, conforme observado na rota em amarelo.
O que deveria ter feito: aqui o importante era observar as passagens existentes. Uma alternativa era pegar a saída do Jockey pelo lado leste, conforme pontilhado. Mas a melhor opção foi a adotada na rota em amarelo.

Este vídeo é da etapa Universidade Tuiuti. Observem que essa etapa apresentou uma rota cuja leitura das curvas de nível foi determinante. Também tive problemas no último ponto antes da chegada. Nitidamente, foi uma perda de concentração.

O próximo vídeo é do Percurso Centro Cívico. A primeira prova do campeonato, ocorrida em horário noturno.

Abaixo o vídeo do Parque Tingui, onde tive um problema logo no início da prova. Jamais deixem sua bússola próxima a objetos de indução eletromagnética! Esse não foi o fator determinante para meu tempo alto, mas fica o alerta para que vocês não passem por essa situação.


O álbum de fotos com imagens de todo o torneio pode ser acessado clicando aqui.

De aspectos negativos nesse CamBOS2017, somente os mosquitos no Parque Tingui, falta de local para acomodar os acompanhantes na Universidade Tuiuti e a impressão e laminação dos mapas para o percurso noturno (o ideal seria o acabamento fosco, evitando os reflexos). Pouca coisa, que não diminui em nada a grandiosidade do evento.

E você, orientista? Qual sua opinião sobre esse campeonato? Compartilhe com os leitores suas ideias a respeito.

Boas rotas \o/
orientistaemrota


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Campeonato Brasileiro de Orientação Sprint e uma análise de rotas da final Sprint WMOC2017 para aquecimento

Olá, estimados orientistas.

Neste final de semana ocorre o primeiro campeonato brasileiro de orientação Sprint - CamBOS 2017. O evento é totalmente sediado em Curitiba-PR, e tem tudo para se tornar um marco na história da orientação brasileira.
Serão quatro provas ao todo, iniciando pelo sprint noturno hoje, sexta-feira. Mais de 300 competidores vão protagonizar este torneio, tendo ainda duas disputas no sábado e a grande final no domingo.
Segundo o diretor da prova, Antonio Dmeterko, teremos uma competição de alto padrão e a última disputa, no domingo, não deixará nada a desejar em comparação com as principais provas europeias.
Faremos toda a cobertura do evento aqui no blog e nas redes sociais facebook e instagram.
Maiores informações sobre o CamBOS (boletins, croquis, comparativos issom x isom, regulamento, lista de partida etc.) podem ser obtidas no sítio da CBO.

E como estamos falando em sprint, que tal uma pequena análise de rotas? O mapa abaixo é da disputa final do Sprint no WMOC2017, ocorrida em abril, na Nova Zelândia. Para quem não sabe, o WMOC é o Mundial de Masteres de Orientação. E este ano a competição integrou os Jogos Mundiais de Masteres, tendo como sede a cidade de Auckland. O Brasil participou com uma delegação de 11 competidores (a cobertura completa está aqui no blog).

Vamos estudar um pouco (clique nas imagens para ampliar)?

Abaixo o mapa da categoria M40 - Final B:
 E esse é o mapa com as minhas escolhas:

Observem os seguintes aspectos: todos os atletas foram informados sobre desclassificação automática caso pisassem em quaisquer dos pequenos jardins da área, demarcados em verde oliva; em alguns pontos, a rota do gps ficou falha, devido às construções; o ponto de passagem obrigatório estava balizado dentro de um túnel, sendo proibida a travessia pela avenida; os competidores obrigatoriamente tinham numeral no peito e nas costas.

Como se trata de um sprint, a escolha de rotas tem que ser rápida. Terminei a prova em sétimo, com quase dois minutos acima do melhor tempo. Assistam ao vídeo com as minhas rotas e comparem com as análises abaixo. Tentem identificar cada um dos erros que resultaram neste tempo e façam um exercício de escolha de rotas, observando os fragmentos do mapa, à esquerda do vídeo.



Rota do ponto 3 para o ponto 4:

O que planejei: seguir em azimute para o ponto 4.
O que fiz: desviei para a esquerda  pelo calçamento. No vídeo é possível notar que na saída do ponto 3, o aclive e a vegetação passam uma ligeira impressão de que a corrida não seria livre. Felizmente, foram poucos segundos perdidos.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado.

Rota do ponto 6 para o ponto 7

O que planejei: atravessar a rua em linha reta até a quina da construção.
O que fiz: atravessei a rua em direção à primeira escada do prédio, depois, perdi tempo na correção do ponto de ataque.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado.

Rota do ponto 13 para o ponto 14

O que planejei: após o balizamento, atacar o ponto 14 pela escadaria à direita.
O que fiz: ataquei o ponto pelo lado esquerdo.
O que deveria ter feito: seguido conforme o planejado. A vantagem, além da escada menor, seria já sair de frente para o ponto.

Rota do ponto 14 para o ponto 15

O que planejei: não me recordo. Mas é certo que perdi a noção de onde estava ou qual seria o próximo ponto.
O que fiz: observem que ao chipar o ponto, inicio o deslocamento voltando para a escada da esquerda. Percebo alguma diferença e retorno para o ponto 14. Depois disso, inicio muito lentamente o deslocamento para o ponto 15 passando sob a cobertura, entre os dois blocos. É provável que eu tenha feito um contra-azimute após girar o mapa dobrado, sem confirmar o norte. Outra possibilidade é que eu tenha confundido o ponto 14 com o ponto 23, ou tenha definido seguir direto para o ponto 17.
O que deveria ter feito: passar sob a cobertura entre os dois blocos.

Rota do ponto 15 para o ponto 16

O que planejei: não me recordo. A dificuldade em me localizar no ponto anterior permaneceu nessa nova rota.
O que fiz: no vídeo fica bem claro o erro. Ataquei o ponto de forma bastante lenta, e saí no contra azimute. Somente ao me deparar com as escadarias e visualizar a concentração de pessoas é que talvez tenha percebido minha real posição no mapa. Ainda me pergunto se não estava querendo seguir direto para o ponto de chegada, dada a proximidade dos círculos. A confirmação de que eu estava, agora, na direção correta, se deu ao passar pela escadaria ao lado do jardim.
O que deveria ter feito:  subir a escadaria em direção ao ponto 16, na rota óbvia.

Rota do ponto 17 para o ponto 18

O que planejei: após passar pelo ponto 20, descer para a rua e subir a escadaria, atacando o ponto ao final da mureta.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a melhor opção, após passar pelo ponto 20, era subir pela passarela coberta, descer as escadas e atacar o ponto.

Todos esses erros me custaram segundos preciosos. Ao menos estava com boa condição física e fiz as escolhas corretas nos demais pontos do percurso. Estudar esse percurso também valeu para melhorar a estima. Não fossem esses detalhes, teria ficado numa posição bem melhor na classificação. Uma das minhas pernadas foi a mais rápida da categoria, e em várias outras fiquei nas primeiras posições. Também fica a lição para trabalhar melhor a concentração e observar a dobratura do mapa.

E você, vai participar do CamBOS? Acredita que essa análise pode te ajudar nas provas de sprint? Não deixe de emitir sua opinião sobre este post. É sempre um excelente momento para aprendermos juntos.

(Utilizei os seguintes equipamentos e programas: relógio suunto ambit, camera gopro, QuickRoute e Orientview)

Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Final do Campeonato Goiano de Orientação 2017 - Análise de Rotas

Olá, estimados orientistas.

Tivemos a grata oportunidade de participar da prova que valeu como última etapa do CamGOr 2017. A competição foi numa interessante área em Caldas Novas - GO, e contou com a participação de pouco mais de 50 orientistas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Pará. O número pequeno de inscritos pode ser explicado, em tese, pela ocorrência do Enem e de um festival anual da cidade.
O terreno escolhido, às margens do Lago de Corumbá, proporcionou uma competição de alto nível. Bem como as instalações e amenidades preparadas pela organização do evento.

Abaixo o mapa da categoria HMA (clique na imagem para ampliar):

 E esse é o mapa com as minhas escolhas (clique na imagem para ampliar):

Notem que cometi pequenos erros nas rotas 3-4 (ajuste fino na chegada ao ponto), 5-6 (escolha da rota) e 9-10 (ajuste fino na chegada ao ponto). Abaixo um vídeo com a análise de rotas sobre esse percurso.

Ao final da prova, houve a premiação da etapa e depois a premiação geral do CamGOr.
Aproveitando o momento, parabenizo toda equipe envolvida no planejamento e execução do campeonato goiano. E também a todos os competidores que disputaram as etapas nessa edição 2017.
Ah, fiz algumas imagens do evento. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.
E não deixe de nos seguir no Facebook e no Instagram.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 24 de outubro de 2017

III Etapa do CamBOr em Natal-RN encerra a disputa nacional da Orientação

Olá, estimados orientistas.

Após três dias de intensa atividade, foi encerrado o ciclo 2017 do Campeonato Brasileiro de Orientação. A cidade de Tibau do Sul e as imediações da Praia de Pipa testemunharam mais uma belíssima edição da disputa. Não só isso. Quem participou da etapa teve à disposição uma das mais belas regiões do país para se curtir uma praia, aproveitar a culinária local e contemplar belezas naturais.
Atleta Janssen Daniel (acervo pessoal), por Davidson Rommel.
Na etapa, os cinco primeiros na categoria Elite masculina foram, pela ordem, Leandro Pasturiza, Joacy Dantas, Marciano Kaminski, Cleber Vidal e Gelson Andrey. Na Elite feminina, as cinco melhores classificadas foram, pela ordem, as atletas Franciely Chiles, Elaine Lenz, Edineia dos Santos, Miriam Pasturiza e Camila Cortinhas.

Dentro das expectativas do nosso post anterior, a classificação final do CamBOr 2017, somando os pontos das três etapas, consagrou como grande campeão na categoria Elite masculina o atleta Claudinei Nitsch. Em seguida, pela ordem, os atletas Gelson Andrey e Cleber Vidal. A quarta posição ficou com Marciano Kaminski e o quinto melhor foi Joacy Dantas. Já na Damas Elite, a maior pontuadora geral foi Franciely Chiles, seguida por Edineia dos Santos e Elaine Lenz. Completam as cinco melhores as atletas Camila Cortinhas e Raquel Arendt.
H21E e D21E. Foto de Rech.
O ranking completo do desempenho anual dos orientistas já está atualizado pela CBO e disponível no próprio portal (clique aqui).
O casal Rech disponibilizou alguns álbuns de fotografias dos três dias de competição dessa terceira etapa no seu perfil do flickr (clique aqui).

Aos poucos vão sendo finalizados os torneios estaduais e municipais. As duas últimas competições de maior vulto são o Campeonato Brasileiro de Orientação Sprint, de 24 a 26 de novembro; e a Copa Nordeste de Orientação - Copane - de 1 a 3 de dezembro.

Quem vai se deslocar para essas competições pode verificar o convênio da CBO com a AGM Turismo para compra de passagens aéreas com descontos. Maiores informações clicando aqui.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Começa hoje a terceira etapa do CamBOr 2017

Olá, estimados orientistas.


Está chegando a hora!
Daqui a pouco começa a terceira e última etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2017 - CamBOr 2017. Serão disputados três percursos: sprint na sexta-feira, percurso longo no sábado e percurso médio no domingo. Ao final, serão revelados, ainda, os campeões nacionais da disputa. O ranking e as possibilidades de cada um podem ser visualizados no sítio da CBO. As listas de partida para as três disputas desta etapa já estão disponíveis no sistema Helga-O.
O evento está sediado no estado do Rio Grande do Norte, em Tibau do Sul, próximo a Natal. Mais uma vez ofertando uma boa diversidade de relevo e belos cenários para aquele descanso pós-provas. A vila da Praia de Pipa merece todos os elogios no quesito lugares paradisíacos.
Não se esqueça de verificar os itens básicos para disputar as provas: camisa com número CBO, tênis adequado, protetor para as pernas e braços, óculos de proteção, chip, bússola, porta-sinalética. Além desses itens, leve protetor solar e algum dispositivo para fotografar as belezas naturais da região nos momentos para "turistar".
Os orientistas devem estar atentos, ainda, às altas temperaturas e desgaste físico ao enfrentar terrenos arenosos.
Na Elite Feminina, estão no páreo Franciely Chiles, Edineia dos Santos, Elaine Lenz, Raquel Arendt e Pavla de Oliveira. No masculino, a disputa está mais acirrada. As três primeiras posições para o CamBOr podem ser alcançadas por Cleber Vidal, Carlos Araujo, Gelson Andrey, Claudinei Nitsch, Marciano Kaminski, Everton Markus e Joacy Araujo.

Desejamos a todos uma excelente prova.

Boas rotas \o/
orientistaemrota