segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Troféu Cerrado de Orientação - TCO 2018

Olá, estimados orientistas.

Agora vamos conversar sobre o Troféu Cerrado de Orientação - TCO 2018 - que ocorreu na cidade de Ipameri-GO. O número de atletas foi menor em relação ao ano anterior, mas as disputas foram acirradas como de costume.
O torneio contou com a realização de dois percursos tradicionais - um longo e um médio. E ainda houve a oferta de uma pista tipo sprint para aqueles que tinham disponibilidade para uma disputa na sexta-feira.

Sobre o sprint, destaque para o uso de um curral o qual desafiou o raciocínio dos competidores, por se parecer com um labirinto. Também houve a colocação de um ponto em posição equivocada, com correção durante a prova. Para este segundo caso, sugiro a leitura deste post, no qual comento sobre um erro meu durante a montagem de um percurso também sprint em Brasília.
Os percursos longo e médio ocorreram em áreas distintas, tornando mais interessante a competição. Apesar de em locais diferentes, as características de vegetação e relevo foram mantidas.

Abaixo os mapas dos três percursos, com minhas respectivas escolhas (clique na imagem para ampliar).

 No Sprint minha maior dificuldade foi devido à colocação do ponto 4 em local diferente do que estava descrito no mapa e na sinalética. Acabei contornando o prédio sendo que o ponto estava no segundo andar da construção. A Organização colocou o ponto no local correto e, por consequência, os demais competidores puderam concretizar suas rotas em tempos menores que o meu.

No Percurso Longo cometi vários erros pequenos os quais me tomaram bastante tempo. Acabei terminando a prova na segunda colocação, mas com a sensação de que a classificação se deveu aos erros mais graves dos meus concorrentes.
Rota da partida para o ponto 1
O que planejei: sair pela trilha à esquerda e, após passar pelo aceiro da linha de alta tensão, seguir em azimute para o ponto 1.
O que fiz: ao chegar no aceiro da linha de alta tensão, percebi que a progressão era mais veloz pela vegetação. Ao chegar à área limpa, perdi a concentração e acabei passando por duas cercas. Ao efetuar a conferência do mapa, numa região onde havia uma cerca e árvores de destaque, percebi o erro e azimutei em direção ao ponto.
O que deveria ter feito: seguir conforme o inicialmente planejado, dispensando o aceiro da linha de alta tensão.
Distância percorrida além do necessário: 100m.
Distância real além da linha vermelha: 45% (400m).

Rota do ponto 1 para o ponto 2
O que planejei: seguir em azimute pela linha vermelha, utilizando a cerca como ponto de checagem.
O que fiz: parti em azimute na direção da cerca. Mas por conta da vegetação, optei por contornar no sentido leste. Ocorre que desviei demasiadamente da meta inicial.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, pois a dificuldade de deslocamento no desvio não compensou a rota adotada.
Distância percorrida além do necessário: 120m.
Distância real além da linha vermelha: 47% (130m).

Rota do ponto 6 para o ponto 7
O que planejei: descer pela estrada até o cruzamento dela com a linha aérea. Dali, azimutar para o ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado até o momento do azimute. Ocorre que não efetuei a contagem da distância e, com a vegetação se tornando mais fechada, perdi a confiança na minha posição e tive que utilizar a linha aérea ao sul como ponto de segurança. Me localizei e efetuei o ataque ao ponto pelo lado sul.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a contagem de distância quando tracei o azimute em direção ao ponto.
Distância percorrida além do necessário: 300m.
Distância real além da linha vermelha: 45% (450m).

Rota do ponto 11 para o ponto 12
O que planejei: seguir para a cerca no rumo nordeste, alcançar a estrada e por ela descer até os cupinzeiros que serviriam de ataque para o ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: considero que foi uma boa escolha. Entretanto, aluns colegas informaram que fariam a rota pegando a estrada ao sul, atacando o ponto por baixo. Vale observar que essa alternativa demandaria um esforço maior ao tentar vencer a vegetação.
Distância percorrida além do necessário: considerando que segui o planejado, 0m.
Distância real além da linha vermelha: 50% (250m).


Quanto ao percurso médio, este não apresentou muitas surpresas. Podem observar no mapa abaixo as minhas rotas, as quais apresentaram alguns pontos de lentidão, mas dentro do razoavelmente aceitável.
Na rota do ponto 4 para o ponto 5 houve um erro no ataque, sendo corrigido com lentidão.
E na rota do ponto 9 para o ponto 10, por conta de uma suposta diferença entre o mapa e a vegetação real, acabei percorrendo 160m além do necessário para percorrer o trecho.
Distância percorrida além do necessário: 150m.
Distância real além da linha vermelha: 144% (230m).

Abaixo as animações com as rotas escolhidas:


O álbum de fotos está incrível. Clique aqui para apreciar e compartilhar.
Se tiver algo a comentar sobre este post, utilize o campo abaixo. Sua participação é muito importante para manter o blog vivo.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 2 de outubro de 2018

WMOC 2018 - percursos de floresta

Olá, estimados orientistas.

Completando os artigos sobre o WMOC 2018 (perdão pela demora), vamos falar agora sobre os percursos de floresta. São as provas Forest Qualify, Middle Final e Long Final. As duas primeiras valeram como classificatória para definir o seleto grupo dos competidores das Finais A. E uma novidade esse ano foi a introdução de um percurso Médio, com premiação própria. Até o ano passado, a definição da final A era feita mediante o somatório dos tempos obtidos em duas provas Long Qualify. A nova regra tornou o WMOC mais competitivo, proporcionou mais chances a todos e diminuiu a fadiga que antes acometia os orientistas devido à execução de duas provas longas seguidas.
 

Há uma formula matemática que diz, antecipadamente, quantos competidores por chave se classificam para as chaves A em cada categoria. Além disso, o competidor classificado para a chave A do percurso médio tem que manter um bom resultado, sob pena de ser "rebaixado". Da mesma forma, um competidor que não tenha ido bem na qualificatória longa pode "subir" para a final A desde que obtenha um bom resultado no percurso médio das chaves secundárias. Vou exemplificar com o meu caso para que vocês entendam melhor.
Participei da M40. Na Long Qualify eu fiquei na chave M40-2. Isso porque minha categoria contou com aproximadamente 120 competidores (60 para cada chave). Por serem somente duas chaves, para figurar no Middle principal, eu deveria completar a prova dentre os 30 primeiros colocados da minha chave. Assim, a relação dos 60 melhores classificados para a M40-A resultou dos 30 melhores de cada chave.
Ocorre que completei o percurso de 9,3km em 1h25´, na 40 posição. Portanto, não atingi o índice e fiquei na chave B do Middle Final.
Mas eu ainda tinha uma chance! Conforme o regulamento, os 25% últimos da Middle A seriam rebaixados. E os 25% primeiros (15 primeiros colocados) da Middle B seriam classificados para a Final A. Felizmente, consegui o décimo melhor tempo no Middle B, com o tempo de 49´14". Assim, a família orientista brasileira passou a contar com um representante na M40-A da Long Final.
Reitero que essas regras todas estão previamente definidas no regulamento do WMOC. Inclusive o horário de partida das primeiras provas é publicado no boletim final. Dessa forma, antes de você sair do Brasil, já terá conhecimento de sua chave e horário das primeiras provas qualificatórias (sprint e longo).

O desempenho das provas que fiz vamos ver abaixo. Seguem os mapas com minhas escolhas. Sugiro que olhem os mapas de outras categorias, com atenção para os traçados de percursos e a simbologia adotada. Destaque para a forma de representar as árvores caídas que porventura provocassem redução na velocidade do atleta. Para isso, não foi utilizado o símbolo X verde, mas um traço verde na posição em que a árvore se encontrava no terreno (cliquem nos mapas para ampliar).

Forest Qualify, M40-2
Distância total percorrida: 11,2km.
Tempo total: 1h25.
Pace médio real: 7´45"/km
Pace da linha vermelha: 9´20"/km
20,5% acima da distância da linha vermelha.


Middle Final, M40-B
Distância total percorrida: 6,2km.
Tempo total: 49:19.
Pace médio real: 7´58"/km
Pace da linha vermelha: 9´58"/km
25% acima da distância da linha vermelha.


Long Final, M40A.
Distância total percorrida: 15,7km.
Tempo total: 1h50.
Pace médio real: 7´/km
Pace da linha vermelha: 9´09"/km
31% acima da distância da linha vermelha.


Minha meta era percorrer até 20% acima da distância da linha vermelha, num pace de até 7'/km. Mas pelo desempenho dos demais participantes, percebo que preciso melhorar o pace médio para até 6'/km. Dessa forma, e ficando dentro da meta da distância percorrida, creio ter condições de figurar melhor no próximo WMOC.
Se você quiser saber um pouco mais sobre o WMOC2018, acessar os mapas e resultados, basta abrir o site da competição: http://www.wmoc2018.dk/
E se tiver acesso ao Netflix, assita ao seriado The Rain. Parte dele foi filmada numa das florestas da competição. Veja como o mapeador assinalou os bunkers!
E não deixe de apreciar o álbum de fotos. Essa é mais uma das pequenas maneiras que tenho de trazer a vocês o clima de um WMOC. Clique aqui.
Comentários, perguntas e sugestões: Já sabe o caminho. Use o campo no final deste post.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 9 de julho de 2018

WMOC 2018 - Final Sprint

Olá, estimados orientistas.

Ontem foi a final da parte de Sprint do WMOC 2018. Dessa vez, no centro de Copenhagen.
Como era de se esperar, os orientistas que disputaram as respectivas finais A simplesmente voaram nas ruas e construções antigas da cidade. O palco foi a região do Castelo de Christiansborg, com algumas peculiaridades envolvendo o tráfego e regra pré-definida para a travessia de uma ponte (em categorias específicas).

Dentre os brasileiros, destaque para o competidor Paulo Araki, debutante em provas europeias, que fez sua pista em pouco mais de 16 minutos, terminando na 22 posição. 
Valeu muito a participação na Final B do Sprint, mesmo considerando que os percursos foram cerca de 30% menores e, também, mais simples que os percursos das finais A. Clique aqui para acessar os mapas.
É importante ressaltar, entretanto, que a velocidade dos atletas vencedores permaneceu alta. Para se ter uma ideia, o vencedor da H40B precisou de 13´13" para completar o percurso de 2.900m. Na categoria feminina mais veloz, a W35A, a vencedora completou o percurso de 3.300m em 14´19". Na M90A (isso mesmo, competidores de 90 a 94 anos!), o vencedor precisou de apenas 18´31" para percorrer os 1100m do seu percurso. Sugiro que comparem seus tempos médios com os tempos obtidos aqui no WMOC. É um bom parâmetro para criar novas metas de desenvolvimento.

Falando especificamente do meu desempenho, a tática de arriscar tudo caiu por terra já no primeiro ponto. Estava tão próximo da partida que acabei passando direto. Já no ponto 2, um erro na leitura da sinalética me fez perder mais alguns segundos até perceber que o prisma estava um piso abaixo, na entrada de uma garagem. E o terceiro equívoco está na imagem abaixo:
Analisando as parciais, em vários momentos consegui tempos entre os 10 primeiros. Mas como bem disse o orientista José Fernandes (CBO 1000), "o orientista às vezes é como um goleiro de futebol: pode ir bem durante todo o jogo, mas um único erro pode levar à derrota".
Lições aprendidas e anotadas! Amanhã começa a etapa de floresta. Vamos disputar a prova classificatória longa. A organização já informou que o local tem deficiência de cobertura telefônica, mas vou tentar manter vocês informados sobre tudo que estiver acontecendo lá.
Como aperitivo, cliquem aqui para ver a localização da Long Qualify.

Boas rotas!
orientistaemrota

domingo, 8 de julho de 2018

WMOC 2018 - Sprint Qualification

Olá, estimados orientistas.

Estamos aqui na Dinamarca participando do Campeonato Mundial de Másteres de Orientação. Nossa delegação é pequena, mas com representantes de várias partes do Brasil (Gilson de Faria, Roberto Alves, Antonio C. Silva, Gilson Tomelin, Paulo Araki, Dias Torres e Cezar Rech).

Ontem, dia 07, foi a prova qualificatória do Sprint. No Instagram fizemos alguns pequenos vídeos mostrando o local. No meu entender, foi um campo de provas fácil, bem próximo do que temos ofertado em termos de desafios aí no Brasil. Entretanto, a facilidade aparente é inversamente proporcional ao que precisaríamos fazer para ficar na final A.
Para que tenham uma ideia, na categoria M40, da qual participo, a pista de ontem apresentou 3600m. Percorri essa distância em 23 minutos (embora tenham cometido um equívoco que explicarei mais abaixo). Ocorre que o vencedor precisou de exatos 15 minutos. Um pace abaixo de 5´/km.
Sobre meus problemas nessa prova, cometi o vacilo de pegar a sinalética da categoria errada (W40). Ocorre que as sinaléticas das categorias M35 e M40 estavam junto das sinaléticas femininas. Pura desatenção, claro!
Ao chegar no ponto 1, cujos participantes levaram em média 45 segundos, o número da sinalética não era o mesmo do prisma. Levei quase um minuto para abrir todo o mapa e confirmar que a sinalética não me serviria nessa prova. A partir daí, criei a necessidade de ler o cartão de controles do mapa na saída e na chegada de cada ponto.
Uma outra crítica que faço da minha prova é que respeitei demais o mapa. Somente nos últimos pontos é que desenvolvi boa velocidade. Essa estratégia foi equivocada. Se considerarmos que a final B já era garantida, para classificar eu deveria ter arriscado. Exitar em cada ponto me causou um prejuízo de, pelo menos, 3 segundos em cada um deles. Se considerarmos que eram 25 pontos, a conta extrapola mais de um minuto de perda.
Aqui o link para que vejam no 3DRerun o mapa da prova e algumas rotas (após abrir a página, clique no play).
Os resultados gerais, inclusive com os splits, estão disponíveis clicando aqui.
Agora vamos para o último dia do sprint. Esperamos voltar com resultados melhores.

Boas rotas!
orientistaemrota

sexta-feira, 6 de julho de 2018

II Etapa do CamBOr 2018 - Cristalina-GO

Olá, estimados orientistas.

Este post tenta retratar um pouco do que foi a II Etapa do CamBOr 2018, organizada pelo clube COSEC. A cidade sede foi Cristalina-GO. O nome retrata bem algumas das principais características: formações rochosas e as mais de 250 nascentes, riachos e rios da região. Para os competidores e acompanhantes, não faltaram opções de lazer e turismo. Desde banho de cachoeiras até a realização de feiras e serestas locais.

Foram montadas duas arenas para a realização das provas. A arena para o Sprint ficou na 3 Brigada de Infantaria Motorizada e a arena para os percursos tradicionais ficou montada no Balneário Praia das Lages.
Sobre o Sprint, disputado no primeiro dia da competição, e que serviu de palco para a abertura do evento, um dos aspectos mais interessantes foi o ponto de expectador, onde todos puderam torcer e acompanhar mais de perto as disputas. Os tempos dos vencedores ficaram dentro do estipulado e a organização cumpriu com o previsto, sendo realizada a premiação ao final da mesma tarde.

Quanto aos percursos tradicionais, realizados nos dias 2 e 3 da competição, estes tiveram partida e chegada no complexo do Balneário. O local é dotado de boa infraestrutura, inclusive com restaurante. Grande parte dos atletas aproveitou para se refrescar nas cachoeiras e piscinas naturais do local.
Abaixo os mapas da H35A, categoria da qual participo atualmente:

E aqui os mapas com minhas escolhas:

As rotas estão em gradação de cores do azul (pace abaixo de 6'/km) ao vermelho (pace acima de 12'/km).
Notem que já no percurso longo tive um enorme problema na rota do triângulo para o ponto 1. Foram gastos 24 minutos numa rota cujos concorrentes precisaram de menos de 5' para completá-la.

O que planejei: saindo do triângulo, pegar a estrada que leva à travessia do rio, seguir pela pequena trilha sentido leste por alguns metros e azimutar para o ponto.
O que fiz: segui até a travessia do rio conforme planejado. Mas em seguida, percorri uma grande distância beirando o rio. Ao encontrar outros dois competidores (provavelmente de categorias diferentes), acreditei estar na região correta. O primeiro azimute obviamente não foi bem sucedido. Busquei uma referência e o mapa apresentava uma árvore de destaque. Ocorre que eu estava fora do mapa. Encontrei uma outra árvore que se destacava na região e dela azimutei, acreditando estar na referência correta. Mais uma vez não obtive êxito. Voltei para o rio e busquei as curvas da trilha com árvores de destaque. Novo azimute sem sucesso. Só então, depois de vários minutos desperdiçados, decidi corrigir o erro seguindo para o ponto 2, tomando como base que o sentido leste me levaria, em último caso, a encontrar um outro veio dágua. Ao chegar ao ponto 2, enfim fiz o azimute correto e cheguei ao ponto 1.
O que deveria ter feito: após a travessia do rio, conforme planejado inicialmente, seguir em azimute para o ponto, observando a diferença de vegetação. Como segurança para corrigir a rota, atentar para uma vala seca nas imediações do ponto.

Com este erro, terminei o dia amargando um sexto lugar. Menos mal porque meus concorrentes também parecem ter tido dificuldades em suas respectivas rotas.

Já no percurso médio, consegui fazer uma boa prova. Mesmo com um erro de aproximadamente dois minutos na rota  3-4.
O que planejei: sair em azimute para o ponto 4, tendo como check-points a vegetação da área pedregosa, a trilha na primeira metade da rota, a área sem pedras e a valeta próxima ao ponto. Como segurança, a trilha após o ponto.
O que fiz: acabei errando o azimute, muito provavelmente por conta da necessidade constante de desvios na região, que era muito pedregosa e, por isso, oferecia riscos à minha integridade física. Passei mais a nordeste do ponto. Felizmente, como estava fazendo a contagem de passos, percebi o erro e retornei na direção correta da valeta.
O que deveria ter feito: o planejamento estava adequado. Entretanto, maior observação quanto aos desvios na rota era essencial para não tomar um rumo inesperado.
Terminei o segundo dia em primeiro lugar e, no somatório, terceiro lugar. Mais uma vez, colegas da categoria também tiveram suas dificuldades durante a prova.

No geral, a competição foi muito bem organizada. Estão de parabéns todos os voluntários e técnicos. Conseguiram aliar uma ótima competição às riquezas naturais da região. O conjunto da obra proporcionou muita diversão à família orientista.

Para recordar, ou para ter uma melhor ideia de como foi, não deixem de olhar nossos álbuns de fotos.
Fotos do Sprint.
Fotos das provas Longo e Médio.
Álbum de fotos de Andre Pivoto.

Ao compartilhar as fotos, não se esqueça dos créditos. E se achar que alguma delas não deve ser publicada, me mande um email para que seja retirada. ;-)

Contribua com a orientação tecendo seus comentários sobre a prova e sobre este post.
E acompanhe em nossos canais como será o World Masters Orienteering Championships - WMOC2018. Temos alguns brasileiros participando desse torneio.

Boas rotas o/
orientistaemrota

domingo, 27 de maio de 2018

CODF2018 - III Etapa. Fotos e comentários sobre os percursos.

Olá, estimados orientistas.

No dia 20 de maio ocorreu a III Etapa do CODF 2018 (o Campeonato de Orientação do DF). A prova, nos moldes da Orientação tradicional, foi sediada nas proximidades da cidade satélite de Brazlândia. O terreno, apesar de plano e disposto em quadrantes, foi desafiador e possibilitou boa disputa. Destaque para algumas regiões do mapa cujo relevo apresenta grande número de pequenas elevações (cocorutos), responsáveis por uma maior exigência física e mental.

Dessa vez participei nos bastidores do evento, na função de traçador de percursos. E é essa a experiência que gostaria de compartilhar com todos vocês. Espero que as próximas palavras sejam úteis, já que não é sempre que temos esse tipo de explanação.
Abaixo o mapa geral da prova:

Notem que a área é quase plana, com vegetação predominante de árvores esparsas. Os quadrantes, divididos por estradas bem definidas, foram uma dificuldade a mais para desenho dos percursos.
Outro aspecto relevante foi a pré-definição, por questões logísticas, dos locais de partida e chegada. Observem que são bem próximos e na base sudoeste do mapa. A região de partida apresentou certa facilidade para espalhar os atletas (pouco mais de 130), mantendo os novatos nas proximidades, evitando o bordo do mapa, em escala 1:7500.
A área para chegada se limitou aos pontos 43 e 65, sendo necessária a criação de uma dispersão para evitar o "encarneiramento" na estrada de acesso à entrada da arena.
As dimensões dos quadrantes também complicaram o desenho de rotas para as categorias N (fácil) e B (difícil), pois existe um limite de distância a ser observado, conforme regras para traçados de percursos.
Para tornar os percursos mais interessantes, nos níveis A (muito difícil) e E (elite), adotei o uso de borboletas.
Em conversas com alguns participantes mais experientes, um dos comentários foi em relação ao ponto base de uma borboleta, o qual foi definido próximo a uma árvore seca. Ocorre que, segundo o competidor, o ponto "serviu de farol para os outros dois ataques ao PC, pois era visível de longe". De fato, um objeto de fácil visualização acaba por diminuir o tom desafiante após a primeira passagem. 












Abaixo é possível observar as escolhas de três competidores da categoria H21E. Suas rotas estão disponíveis no site 3DRerun.

Para acessar o álbum de fotos da competição, clique aqui. Aproveite e compartilhe nas redes sociais. Não se esqueça de citar a fonte (o endereço do blog e a tag #orientistaemrota), pois assim você estará incentivando a continuidade deste trabalho.

E deixe aqui seus comentários sobre essa prova. Toda manifestação é válida para que os organizadores avaliem e possam melhorar os eventos de Orientação.

Se você perceber alguma foto que deva ser ocultada, envie mensagem solicitando a ação.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 17 de abril de 2018

Análise de rotas: CamGOr 2018 - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

Hoje vamos falar sobre o mapa da categoria HMA da primeira etapa do Campeonato Goiano de Orientação 2018. A prova ocorreu nas proximidades da cidade de Caldas Novas, no estado de Goiás. Numa área de cerrado nativo com partes de atividade agropecuária.
Sobre a organização da prova, destaque para a realização em paralelo de uma clínica de Pre-O, com exercícios para os competidores interessados, e para uma atividade de pesquisa acadêmica que utilizou alguns competidores para obtenção de dados relativos à saúde e desempenho.
O local escolhido para ser a arena do evento era bastante rústico, mas atendeu a contento as expectativas. Inclusive foi utilizado para a premiação da etapa (no CamGOr há cerimônia de premiação em cada prova) e para o almoço.
Mais informações sobre terreno e estatística dos percursos estão disponíveis na página da FOG.

Vamos aos trabalhos. Abaixo o mapa da categoria e o mapa com minhas escolhas (clique nas imagens para ampliar):

Notem que adotei uma escala de cores indicando meu pace (tempo em minutos para percorrer 1km). Em azul claro o pace de até 7:30 min/km. Em amarelo pace entre 7:30 e 14 min/km. Em vermelho, pace acima de 18 min/km (ou seja, caminhando ou parado).

Observem a tabela no lado direito da imagem. Nela estão os tempos para cada rota percorrida e os respectivos percentuais de desvio. Esses dados são muito importantes para analisarmos qual foi meu desempenho e em que pontos eu poderia melhorar.
Como tenho dito em outras análises de rotas, minha meta é completar uma prova percorrendo uma distância de até 20% acima da declarada no mapa, num pace de até 7 min/km. No caso dessa etapa, a pista tinha 4,5km e eu acabei percorrendo 6,2km em 1 hora e 3 minutos. Portanto, 800m acima da minha meta. E em relação ao pace, analisando a distância de 5,4km da minha meta, deveria terminar a prova em aproximadamente 40 minutos.

ROTA DO PONTO 1 PARA O PONTO 2
O que planejei: seguir em azimute para o ponto 2, passando pela trilha para confirmar minha posição.
O que fiz: iniciei conforme o planejado. Ocorre que ao chegar na trilha, talvez pela forma de impressão da bolota do ponto, não tenha identificado a continuidade da trilha até a clareira ao norte (vejam no mapa sem as rotas). Segui por um trecho da trilha até a clareira, depois retornei para atacar o ponto. Minha barreira de segurança era a cerca.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com a devida contagem de passos. Acabei perdendo cerca de 3 minutos nessa rota.

ROTA DO PONTO 2 PARA O PONTO 3
O que planejei: contornar a elevação pela curva de nível e seguir diretamente ao ponto, observando a segunda elevação como barreira de segurança.
O que fiz: saí do ponto 2 conforme o planejado, e iniciei o contorno da elevação pela parte sul. Ocorre que perdi a contagem da distância e não consegui identificar as elevações adequadamente. Notem que parte da rota (em azul) foi feita com boa velocidade. Desci até a cerca para me localizar e dali pude confirmar que o ponto 3 estava mais adiante.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a contagem da distância. Considerando a diminuição da velocidade e a distância percorrida a maior, foram aproximadamente 3 minutos perdidos nessa rota.

ROTA DO PONTO 6 PARA O PONTO 7
O que planejei: sair do ponto 6 buscando a trilha indistinta rumo ao ponto 7. Usar a área encharcada como ponto de ataque.
O que fiz: nessa parte da prova eu havia alcançado um outro competidor de mesma categoria. Seguimos juntos conforme planejado, mas o ataque ao ponto foi realizado antes do previsto. Retornei ao início da trilha indistinta e corrigi o erro efetuando a correta contagem de passos.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com contagem de passos e maior atenção.

ROTA DO PONTO 10 PARA O PONTO 11
Aqui o ponto crucial da prova. Um erro que merece bastante atenção. A memória da situação não foi suficiente para me fazer apontar as reais causas deste erro. Mas ao verificar o mapa e a rota percorrida, surgem alguns elementos que podem nos ajudar a elucidar o caso. Um desses elementos é a intenção de sair do ponto 10 contornando pelo norte. 
Outra hipótese considerável, e a mais adequada, pode ter sido a forma como dobrei o mapa ao sair do ponto 10. Vou colocar a imagem do mapa, uma delas invertida, para que observem como pode ter sido essa a justificativa para meu erro. 
Observem que o caminho percorrido na imagem do mapa desorientado é similar à que eu deveria ter percorrido no mapa orientado. Ao chegar à cerca, que deveria estar à esquerda, acabei indo até sua quina, de forma a identificar onde eu realmente estava. Ocorre que lá me deparei com uma estrada, que serviu de alerta para confirmar que eu estava perdido. Foram necessários mais alguns segundos para observar o local, identificar pontos de referência, orientar o mapa adequadamente e definir a forma de correção do erro.

O que planejei: aparentemente, minha intenção inicial era sair da vegetação onde estava o ponto 10 em sentido sudoeste, depois seguir até a cerca e utilizá-la como corrimão até sua quina, depois pegar a trilha rumo à estrada e, de lá, atacar o ponto 11.
O que fiz: como explicado, é provável que eu tenha saído com o mapa desorientado em 180 graus. Isso me fez seguir no sentido contrário. Demorei a admitir o contra-azimute e somente após percorrer a cerca até uma estrada é que fiz uma pausa para confirmar minha real posição. Ao perceber o erro e ter certeza de onde eu realmente estava, segui até a porteira que dava acesso a uma trilha limpa. Percorri essa trilha em alta velocidade até chegar à estrada que fazia parte do plano inicial. 
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a posição do mapa e às referências do terreno. A cerca e as curvas de nível seriam bons indícios para a rápida detecção do erro. 

A imagem abaixo é o gráfico com as posições após cada pernada, extraída do Helga-O. Notem que nos pontos 6, 8, 9 e 10 foram os momentos onde liderei a prova. O gráfico é mais uma ferramenta para corroborar as perdas que tive decorrentes dos erros sobre os quais conversamos neste post.

Bom, vamos encerrar por aqui este post. Estejam sempre atentos à sua posição no mapa e no terreno durante as provas ;-)
Um pequeno álbum de fotos está disponível clicando aqui.
E abaixo um pequeno vídeo também sobre a análise de rotas que tratamos neste post.

Não se esqueçam de comentar o que acharam deste post e de nos seguir nas redes sociais e no youtube. Assim, vocês estarão contribuindo para a continuidade do blog e serão notificados sempre que houver novidades.

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.
Boas rotas \o/
orientistaemrota