domingo, 20 de agosto de 2017

Com que calçado eu vou?

Olá, estimados orientistas!


Conversamos faz algum tempo sobre os "equipamentos" básicos que um orientista utiliza durante suas provas. Um dos que julgo mais importante é o calçado. Uma escolha adequada vai te garantir conforto e segurança durante seu percurso. Uma escolha equivocada pode te deixar, literalmente, na mão.
Abaixo vou listar algumas características para te auxiliar na escolha. Lembrando que são quesitos de ordem pessoal, ou seja, não existe receita de bolo. No fim das contas, sua experiência pessoal obviamente tem um peso maior em qualquer decisão. Um outro detalhe: a compleição física exerce forte influência na hora de escolher um par de tênis e sua aplicação. No meu caso, sou leve e com pisada neutra, sem grandes alterações como joanetes ou calosidades.

Aderência
Quantas vezes você já viu um orientista escorregar? Até parece que faz parte da nossa vida tomar uns tombos. Mas não é.
Ocorre que muitos colegas utilizam calçados feitos para a corrida de rua ou academia. Obviamente, um par de tênis sem solado aderente não vai te proporcionar a destreza necessária para parar repentinamente ou correr em curva, por exemplo. Geralmente na linha de chegada, ou nas provas tipo sprint,  fica fácil observar quem está com bons "pneus".
Então, se falamos em aderência temos que considerar tanto o calçado quanto as características do terreno. E este terreno é diretamente influenciado pela condição climática: com ou sem chuva, com ou sem umidade. Com chuva, você terá que observar se sua prova será urbana (calçamentos escorregadios, gramado baixo etc.) ou rural (lama, afloramentos rochosos, troncos molhados, charcos etc.).

Drenagem, ventilação e permeabilidade
Já teve a sensação de que seus pés estavam fritando? Ou que estavam congelando? Isso pode ser um alerta!
Se o clima for muito quente, importante observar se seu calçado permite ou não ventilação adequada. O aumento da temperatura nos pés, em conjunto com outros fatores, pode provocar o surgimento de bolhas e lacerações.
Se o clima for frio, principalmente na incidência de charcos ou chuva, vale a pena avaliar o uso de um calçado impermeável ou que proporcione uma drenagem rápida. Pés encharcados também podem contribuir para a laceração ou a hipotermia, por estar em contato com o solo frio e úmido. 

Resistência
Uma corrida em área branca de pinus oferece obstáculos diferentes de uma corrida realizada no cerrado. A mesma observação vale para aquela prova realizada em uma das praias nordestinas.
No cerrado, por exemplo, é certo que você vai se deparar com cascalho e pedras pontiagudas. Portanto, seu calçado deve estar apto a proteger seus pés das adversidades oferecidas pelo terreno a ser enfrentado. Observe, portanto, qual o material do cabedal e das solas. Assim, você pode se livrar das famosas "topadas" e rasgos em seus tênis.
Entretanto, é importante observar que, em termos gerais, quanto mais resistente o material, mais pesado e menos ventilado é o calçado.

"... seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação".

Conclusões
A foto que ilustra este post é o que tenho na minha atual "frota" de calçados para a corrida de Orientação. Cada par tem suas características. Solados com travas altas para tração em lama, travas baixas para sprint urbano, travas metálicas (spikes) para locais com troncos de árvores, rochas ou afloramentos. Pares com cabedal em mesh (tramas abertas para maior ventilação e conforto), cabedal em kevlar (resistente e de secagem rápida). Todos com bom amortecimento.
É claro que ter em casa muitos pares de tênis não vai te garantir ser um campeão orientista (meu caso, rs). Mas lembre-se que seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação. 
Além disso, meias e produtos que auxiliam na diminuição do atrito entre os pés e o calçado (cremes a base de vaselina e os famosos anti-chafing) são itens que você deve considerar antes de sair de casa.
Portanto, cuide bem de seus pés!

Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz dia dos pais orientistas!!!

Olá, estimados orientistas.

Essa é nossa singela homenagem a todos aqueles que exercem o papel de pai no esporte e na vida:


Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 6 de agosto de 2017

TCO Troféu Cerrado de Orientação 2017 e III Etapa CODF2017

Olá, estimados orientistas.

No dia 30 de julho de 2017 Brasília sediou o Troféu Cerrado de Orientação. Este é o evento regional que define os melhores orientistas dentre aqueles do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Claro que, assim como em outras competições regionais, há a participação de orientistas de outras Federações, engrandecendo os eventos e melhorando a competitividade.

Dessa vez o campo de prova foi definido no núcleo rural Rodeador, nas proximidades de Brazlândia. A área, apesar de plana, apresenta uma mescla de floresta de pinus e cerrado nativo. Um aspecto que chamou bastante atenção foi o forte frio, que fez os termômetros despencarem na preparação e no início da prova. Antes da largada, os casacos eram os itens básicos.

Vale ressaltar que esse TCO 2017 também valeu como a III Etapa do CODF 2017. Ao todo, participaram 234 competidores os quais consideraram que a organização da prova foi boa ou muito boa.


Os campeões da categoria Elite Masculina foram, pela ordem: Cleber Vidal (COSAM), João Batista (COMIB) e João Pedro (ADAAN). Na Elite Feminina, subiram ao pódio Sara Weis (COGA), Elaine Montenegro (COASSEB) e Elizete Rodrigues (COTi).
Abaixo o mapa da categoria H21E. Para os competidores, uma das rotas mais complexas foi a do ponto 9 ao ponto 10. Alguns encararam o 410 (optaram por atravessar o verde escuro). Não houve unanimidade quanto ao êxito dessa estratégia.

Neste trecho (rota do ponto 9 ao ponto 10), o atleta Paulo Corpes fez o melhor tempo, com 6'18". Já o líder da prova naquele momento, Cléber Vidal, precisou de 10'30" para completar essa rota. Alguns atletas optaram pela linha vermelha, outros atravessaram a parte mais lenta pela faixa estreita próximo ao ponto 12. E outros fizeram a rota segura, contornando pela estrada.

Os resultados podem ser consultados no Helga-O (clique aqui).
Veja também nosso álbum de fotos clicando aqui (parte das fotos foram cedidas por Marco Aurelio).

E não deixe de comentar o que achou da prova, dos mapas e das suas estratégias. Compartilhe suas impressões.

Ah, caso compartilhe as fotos, não se esqueça de citar a fonte.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Está chegando a hora: II etapa do CamBOr 2017


De 23 a 25 de junho todas as atenções estarão voltadas para a cidade de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro. Na localidade, teremos a realização da segunda etapa do CamBOr 2017.
Que este final de semana agracie nossos orientistas com uma ótima estrutura, mapas fidedignos, rotas seguras, competição justa e belas paisagens.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Caixa Brasília Outdoor Adventure - Corrida de Aventura também é para orientistas

Olá, estimados orientistas.

Participei de uma Corrida de Aventura (orientação+caiaque+rapel+oribike) aqui em Brasília no último final de semana (Caixa Brasília Outdoor Adventure - BOA) e fazer parte deste evento trouxe muitos aprendizados. Também várias reflexões quanto às inevitáveis comparações com nossas provas de Orientação.

"Quando decidi fazer corrida de Orientação, o objetivo inicial era me preparar para participar, no futuro, de uma corrida de aventura. Passados mais de 8 anos, me considero um orientista de fato. E só agora participei oficialmente da minha primeira atividade multi-esportiva".

Sabemos o quanto é complicado montar uma prova de Orientação. É necessário envolvimento de uma equipe grande e seus membros devem conhecer bem o esporte, para diminuir a possibilidade de erros. Além disso, a logística para montagem e desmontagem dos percursos requer gastos com transporte de equipamentos. O planejamento e execução da prova, em si, demanda bastante energia dos envolvidos. E tudo isso tem um custo.
Imaginem agora uma prova de Corrida de Aventura. O mapa não é tão detalhado quanto o nosso, que segue os padrões internacionais ISOM e ISSOM. Mas ainda assim, é necessário um mapa com as demarcações dos Pontos de Controle (PC). Como envolvem modalidades múltiplas, é necessária a oferta de pontos de transição. No caso da BOA, foram montadas transições para a canoagem, para o rapel e para o oribike (chamo de oribike porque a parte de mountainbike requeria, também, a navegação e busca pelos Pontos de Controle). E ainda há o fator tempo, pois é uma atividade de longa duração.
A organização da BOA providenciou os caiaques, remos, SportIdent (a apuração e materiais de orientação ali estavam mediante acordo com a FODF) e equipamento de rapel 'gratuitamente'. Já os coletes e parte do conjunto de primeiros socorros puderam ser alugados à parte. Bicicletas e demais equipamentos ficaram a cargo dos competidores. A Arena contou com frutas, hidratação, almoço (pago à parte) e amenidades ofertadas por alguns patrocinadores.
Quanto custou participar da BOA? Minha dupla pagou R$235,00 por integrante, já que perdemos o prazo com desconto. O número de participantes ficou limitado a 190. Creio que o limite tenha sido aplicado por conta dos equipamentos disponíveis e, também, por medida de segurança.
Esta é a segunda edição da prova (a primeira foi em 2016) e dessa vez houve uma participação maior de orientistas (uns dez inscritos, será?). Vale ressaltar que foram realizadas várias oficinas de orientação, de rapel e de canoagem. Também palestras com ícones da corrida de aventura e das suas sub-modalidades. As informações das atividades prévias foram devidamente divulgadas no site do evento. E assim a adesão à prova foi só aumentando, até que foram completadas todas as vagas.
Tudo isso dentro de um plano estratégico que, creio eu, se demonstrou eficaz. Eram claros nos rostos de todos que completavam a prova o reconhecimento e a alegria por fazerem parte de um evento tão bem cuidado. Ainda hoje leio os relatos nas redes sociais e o grau de satisfação dos participantes demonstra alto envolvimento e aparente garantia de que a próxima etapa terá igual ou maior sucesso; mais praticantes da modalidade; mais gente disposta a sair cedo de casa e se superar em uma prova que exige muito do físico, do emocional e do raciocínio.

Agora deixo algumas perguntas para refletirmos sobre melhorias para nossa Orientação: quanto pagamos por nossa participação em etapas? O que temos em troca? Como se dá o envolvimento do organizador com os "clientes"? Qual a oferta de atrativos (turísticos inclusive) existe na região das nossas competições? O que vamos fazer para que esses participantes da BOA se tornem orientistas efetivos?
Afirmo que muitos participantes da BOA nunca participaram de uma prova oficial com a chancela da CBO. Um dos motivos parece estar relacionado ao grau de abertura/flexibilidade para novos interessados.
Lá na BOA ouvi o relato de uma participante sobre a tentativa que ela fez para participar de uma prova da FODF. Em resumo, uma pessoa que praticava Orientação na Paraíba e que se mudou para Brasília. Procurou a FODF para participar de provas locais mas, infelizmente, a falta de informações objetivas e a 'obrigação' de ter que se filiar foram barreiras.
Até que ponto nossa formalística tem ajudado aqueles que querem aprender o esporte? Não vou longe: por que o valor de inscrição para não filiados é tão alto? Ora, se o evento já está montado e surgem pessoas interessadas em conhecer o esporte, não seria mais benéfico termos alguns mapas específicos para esses novos interessados (quiçá gratuitamente, com ajuda de voluntários)?
Bom, são muitas perguntas. Muitas respostas óbvias também. Espero que essas mesmas perguntas e respostas sejam um incentivo para que nossa rota guie a Orientação brasileira rumo à evolução.

Se você é um(a) leitor(a) que participou da BOA, tenho certeza que percebeu o quão importante é saber se orientar. Esteja certo(a) de que os orientistas estão de braços abertos para dividir os conhecimentos que adquirimos com a prática da modalidade.
Aos orientistas, tenho certeza que o pessoal da Corrida de Aventura também quer nos apresentar sua modalidade. Vamos lá!!!

Ah, abaixo o mapa com as rotas da minha equipe. Conseguimos conquistar um segundo lugar na Dupla Masculino SHORT. Nosso objetivo era tão somente completar a prova. Na Solo Masculino SHORT o Marcelo Cruz (COMIB) chegou em quinto. Já na modalidade Quarteto PRO, destaco a presença dos orientistas Pivoto e Danilo (COMIB) como integrantes da equipe campeã.


Clique na foto para ampliar e ver os detalhes. Notem que o primeiro trecho de caiaque foi bastante complicado, pois tivemos dificuldade em manter a proa. Foi um desgaste físico enorme já que o caiaque 'insistia' em ficar de lado. Também a rota entre os PC 3 e 4 contou com um erro de leitura de mapa. Mas depois nos recuperamos e conseguimos ultrapassar os concorrentes antes mesmo de chegarmos ao PC 9.
Para efetuar o log da rota, utilizamos o logger IgotU, que não possui tela nem comunicação (pois na corrida de aventura, assim como em provas de Orientação, não é permitido o uso de equipamentos de auxílio à navegação, exceto a bússola). Ah, esqueci de comentar que algumas equipes foram acompanhadas com o uso de rastreador GPS (na BOA foi utilizado o Spot) fornecido pela organização. Isso já acontece em algumas provas de Orientação lá fora.
Especiais agradecimentos à minha esposa e familiares (minha torcida oficial), ao companheiro de equipe Othon (COTi), ao Pedro Lavinas e seu staff, ao Marcelo Cruz (COMIB) e à Rennaly, que chegou ao pódio na Solo Feminino SHORT e motivou parte deste post.


Como sempre, não deixem de comentar aqui, por email ou nos canais facebook, instagram, tweeter ou youtube suas impressões sobre este post.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dia Mundial da Orientação - WOD 2017

Olá, estimados orientistas.


O dia 24 de maio de 2017 é mais um daqueles momentos históricos para nossa modalidade. Nesta data ocorre o segundo World Orienteering Day - WOD (Dia Mundial da Orientação).
É uma iniciativa da IOF que objetiva aumentar a visibilidade e o acesso da modalidade aos mais jovens. A ação é ambiciosa e seu sucesso depende de um grande envolvimento de todas as federações nacionais  e seus orientistas. A estratégia em vigor busca incluir o máximo de escolas, ajudando professores a implantarem a orientação de uma forma divertida e educativa. Também um maior número de países participantes é desejado pela Federação Internacional de Orientação. 
O Brasil pré-registrou mais de 45 eventos no WOD. Em todo o mundo são quase 2 mil eventos agendados em 78 países. Os dados estão divulgados na página oficial do WOD (clique aqui para acessar).
Navegando pelo site do evento é possível encontrar algumas ofertas interessantes. Destaco a possibilidade de aquisição gratuita de exercícios da Go4Orienteering e também uma licença de 6 meses do OCAD 12 Starter (neste caso, necessário registrar um evento no WOD e enviar email para wod@orienteering.org).
E você? Está engajado em alguma atividade relativa ao WOD? Comente aqui suas impressões sobre o evento.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sobre a participação do Brasil no WMOC2017

Olá, estimados orientistas.

O Brasil participou do World Masters Orienteering Championships 2017 com uma delegação composta por 11 competidores. O evento ocorre anualmente e a cada quatro anos integra as modalidades disputadas na Olimpíada de Masteres, que é o World Masters Games - WMG. Dessa vez a competição ocorreu em Auckland, Nova Zelândia.


No total, foram mais de 2500 orientistas divididos nas categorias acima de 35 anos. Como de praxe, o WMOC2017 foi dividido em duas disputas principais: a orientação sprint e a orientação tradicional.
As disputas e o treino sprint foram realizados nos campus da Universidade de Auckland e da Massey University. Já as disputas de orientação tradicional e o respectivo treino foram realizados na Woodhill Forest, distante aproximadamente 2h de Auckland. Nessa mesma floresta foram realizadas as competições de mountain bike do WMG2017.
Com uma organização impecável, Auckland estava totalmente envolvida nos jogos. Afinal, a cidade recebera durante o WMG mais de 25 mil competidores nessa que foi considerada a melhor olimpíada de masteres da história. Também contribuíram para nosso bem-estar os mais de 3500 voluntários.
O clima festivo, a disponibilidade dos moradores da região, o apoio de autoridades públicas, imprensa, tudo isso foi fundamental para a aclimatação e a sensação de grandiosidade transmitida pelo evento. Tivemos acesso a todos os jogos, embora os horários não nos fossem tão favoráveis, e a vários atrativos turísticos. Também nossa credencial deu direito ao uso de todo o sistema público de transporte de Auckland e aos esquemas exclusivos de transporte para os portadores dos pacotes Silver e Gold.
A cerimônia de abertura do WMG2017 foi um espetáculo emocionante e extremamente belo. Atletas de todas as modalidades dos jogos estavam presentes e fizeram uma festa inesquecível. Luzes, sons, homenagens maori (equivalentes aos nossos povos indígenas), danças e a clara mensagem de que nós, os competidores, iríamos fazer parte da história do WMG.

O desempenho dos brasileiros foi satisfatório. Entretanto, não conseguimos emplacar nenhum competidor nas respectivas finais A.
Apesar dos resultados aparentemente ruins, a experiência foi extremamente positiva. Mesmo para aqueles que já participaram de vários eventos no exterior, foi uníssona a afirmação de que o maior ganho foi no aprendizado. Tanto nos mapas extremamente complexos da parte de sprint, quanto na navegação em curvas de nível de 2,5m numa floresta desafiadora.
Outro aspecto relevante foi que dessa vez estávamos uniformizados com as cores do Brasil. Com o intermédio da CBO, foi dado um passo importante para reforçar positivamente a imagem de nosso país nos grandes eventos de orientação.
Voltando à questão do aprendizado, alguns aspectos merecem destaque.
Na prova qualificatória do sprint, as categorias  masculinas M35 a M55 e as femininas W35 e W40 tiveram um mapa em duas partes, impresso em folha A4. Ou seja, ao invés de trocar de mapa em ponto específico, bastava ao atleta utilizar o verso da folha conforme sua progressão no percurso.

Na largada, os mapas estavam com o lado 2 para cima. Então, ao iniciar, o orientista deveria virar a impressão para o lado 1, percorrer todos os seus pontos e ao chegar no último prisma (no exemplo acima, o ponto 13) passar a fazer a leitura do verso do mapa (lado 2). O ponto 13 passou a ser, portanto, o triângulo do lado 2. Se acharam complicado entender, imaginem "aprender" isso durante a prova, na pressão da qualificatória! Ainda bem que tudo estava devidamente explicado no Boletim oficial do WMOC2017.



Já nas provas longas, chamou a atenção o tipo de terreno. a Woodhill Forest apresenta um relevo com grande quantidade de elevações variando de 1 a 4 metros de altura, misturadas ao sobe e desce da altimetria da região. Observem que os mapas foram confeccionados em curvas de nível de 2,5m de equidistância. Contagem de passos e azimute tornaram muito mais exigente o desenvolvimento das rotas pretendidas. Além disso, aumentaram o desafio a bela variação de pernadas curtas, longas e de alternâncias de direção.
Todos os mapas dos percursos longos foram confeccionados em papel tamanho A3, e os mapas do sprint em tamanho A4. Também algumas categorias tiveram mapa impresso frente e verso na Final A da disputa tradicional.


Quem quiser saber mais sobre nossa passagem por este WMG e WMOC 2017 pode fazê-lo acessando orientistaemrota no youtube, facebook e no instagram. Nesses canais você encontra alguns vídeos e fotos cuja publicação intencionou mostrar a todos o quão valoroso é participar de um grande evento desportivo.
Todos os mapas (foram 2 treinos e 5 percursos oficiais) e os resultados de cada uma das provas você pode acessar clicando aqui.

Os bravos participantes do nosso Brasil são os listados abaixo:
Antonio Carlos Silva - M40
Cristine Medeiros Antunes - W45
Elaine Cássia Cardoso - W50
Gilson Faria - M60
Gledy Medeiros Antunes - W70
Jorge Madureira Barreto - M45
Roberto da Silva Alves - M50
Roberto Dias Torres - M65
Rosa Maria Saunitti - W50
Sergio Brito - M55
Valentim Antunes - M75
 



Muita tecnologia foi observada nesta competição.
A foto da esquerda mostra apenas uma das várias telas que mostravam os tempos reais das pernadas dos atletas que estavam na pista, E todas as arenas durante as provas havia essa estrutura.
Várias bases de rádio estavam espalhadas na floresta, tornando muito interessante acompanhar as disputas.
E nos treinos, os percursos foram realizados com o uso do SiCard. Uma forma inclusive de aumentar a segurança dos atletas.
Devido à quantidade de prismas em algumas categorias, a organização somente permitiu a utilização de SiCards que tinham capacidade para mais de 30 registros.
Também foi notada a presença de uma equipe da WADA (em tradução livre: Agência Mundial Anti-dopagem) realizando exames de dopagem por amostragem em uma das qualificatórias do percurso longo.
  


 













Ah, se você está interessado em participar do próximo WMOC, que ocorrerá em julho de 2018, na Dinamarca, ou do próximo WMG, que ocorrerá em 2021, no Japão, deixe aqui seu comentário ou mande um email. Vamos aumentar a participação brasileira lá fora!
Aproveite também a campanha Vá Junto!, da CBO. Ainda dá tempo de concorrer a uma viagem à Polônia, para acompanhar a delegação brasileira e percorrer algumas pistas.
Nos próximos dias, pretendo disponibilizar aqui no blog análises de rota das pistas do WMOC2017 e um vídeo completo da qualificatória sprint,
Compartilhar as experiências orientistas vivenciadas aqui e lá fora é uma das melhores formas de ajudar a nos tornarmos uma potência no mundo da Orientação.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Transmissão ao vivo do WMOC2017

Olá, estimados orientistas.

O WMOC2017 tem transmissão ao vivo pela internet. Quem quiser acompanhar, basta acessar o link abaixo. O canal estará aberto aproximadamente a partir das 20:00, horário de Brasília. Aproveitem para acompanhar mais de perto o desempenho dos orientistas brasileiros que estarão traçando suas rotas na Woodhill Forest.

https://livestream.com/accounts/7079024/events/7319129

Neste mesmo endereço é possível assistir às transmissões do Sprint e do Long Qualify 1.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 24 de abril de 2017

WMOC2017 - fim da competição Sprint

Olá, estimados orientistas.

Chegou ao fim a parte urbana do WMOC2017. A etapa Sprint compreendeu um treino, uma qualificatória e uma prova final. Tudo isso ao longo dos três primeiros dias do WMOC.
A delegação brasileira não conseguiu emplacar resultados na Final A, mas os competidores fizeram bonito em suas respectivas finais B. Para quem não conhece, participa da Final A o orientista qualificado dentre os melhores tempos da sua chave.
Algumas categorias tinham que percorrer dois mapas na qualificatória. Os dois mapas estavam impressos na mesma folha (frente e verso). Uma situação que, particularmente, eu ainda não havia vivenciado. Essa "troca" de mapas tornou a prova ainda mais interessante e desafiadora.

Agora todos os olhares estarão voltados para a Woodhill Forest (Te Ngahere o Woodhill). Lá serão realizados o treino preparatório para os percursos Longo, as duas qualificatórias e a grande Final. Essa floresta também é palco das competições do Mountainbike no WMG.
Quer saber mais sobre o WMG e o WMOC2017 aqui na Nova Zelandia? Siga o orientistaemrota no Facebook e no Instagram. Tem vários vídeos ilustrando tudo que acontece aqui, em tempo real.
As análises de rotas, fotos e os vídeos da etapa Sprint serão publicados aqui no blog assim que retornarmos ao Brasil.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estamos no WMOC 2017

Olá, estimados orientistas.

Querem saber sobre a participação da equipe brasileira de Masteres no WMOC 2017? Acompanhem-nos por aqui e em nossos perfis no Facebook e no Instagram. Esta edição do WMOC faz parte dos Jogos Mundiais de Masteres. O mega evento também é chamado de Olimpíadas de Masteres. Para vocês terem uma ideia da grandiosidade dessa olimpíada, somos mais de 25.000 atletas de várias modalidades aqui em Auckland, Nova Zelândia. Só orientistas são mais de 2.500.
No Instagram estamos publicando  pequenos vídeos. Basta seguir o perfil @orientistaemrota.
Hoje vamos reunir toda delegação na cerimonia de abertura do World Masters Games 2017. A partir de amanhã as competições começam para valer.
Para saber mais, acesse a página do WMG2017.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Como foi a I Etapa do CamBOr 2017 - Etapa Tiradentes-MG

Olá, estimados orientistas.

De 7 a 9 de abril ocorreu na cidade de Tiradentes-MG a primeira etapa do CamBOr 2017. A abertura do campeonato contou com mais de 500 atletas participantes. Além dos percursos tradicionais Longo e Médio, que fazem parte do ranking nacional, ainda foi oferecida pela Organização uma disputa tipo Sprint Noturno.
Depois do grande sucesso de organização das duas últimas etapas ocorridas em 2016 (Rio Quente e Brasília), era grande a expectativa em saber como seriam tratados os orientistas que se deslocariam até Tiradentes.

Antecipadamente foram publicadas as listas de partida dos três percursos. Ponto positivo! Também houve boa tratativa para a acomodação dos atletas, com o envolvimento de vários estabelecimentos de hospedagem. Os competidores tiveram, ainda, acesso a descontos no comércio local mediante apresentação de pulseira de identificação.
Outro fator positivo foi a realização da etapa em uma região com boa oferta de atrativos turísticos. Os presentes puderam admirar a arquitetura de Tiradentes, passear por trechos da Estrada Real, contemplar as inúmeras igrejas da região, comprar artesanatos e, ainda, fazer o famoso passeio de Maria-Fumaça.

Alguns aspectos negativos também foram observados. Em que pese toda complexidade de organização de um evento nacional de Orientação, e ainda considerando todo o empenho dos envolvidos em prover este CamBOr, não houve o fornecimento de hidratação nas arenas de largada e vários atletas reclamaram da falta de água nos percursos tradicionais Longo e Médio. Além disso, a estimativa de tempo aparentemente subestimou as dificuldades da competição e muitos orientistas completaram seus percursos com tempo elevado. Já no Sprint noturno a arena principal ficou sem iluminação e a realização de um evento religioso no horário da competição acabou por prejudicar a disputa justa. Vamos fazer um post especial sobre o caso nas próximas semanas.

Abaixo os mapas da categoria H35A com minhas escolhas. As respectivas análises de rota serão publicadas também em breve.




Quanto aos resultados, na Elite masculina o campeão foi Gelson Andrey, do COGA, seguido por Carlos Henrique, também do COGA e Claudinei Nitsch, do CASUSA. Um pódio de perfil renovado.
A Elite feminina teve no lugar mais alto Elaine Lenz, da ADAAN, seguida por Franciely Chiles e Camila Daronco, ambas do COSM.

E se você participou deste CamBOr, fique atento ao alerta da CBO sobre a possibilidade de infecção por febre maculosa.

Como de praxe, verifique em nosso álbum de fotos se você foi flagrado em alguma das mais de 300 imagens. Basta clicar aqui.
Aproveite e visite também os álbum de fotos Orientação Esporte, de Odete Rech. Sprint Noturno, percurso Longo, percurso Médio e premiação final.

A próxima etapa do CamBOr será sediada em Casemiro de Abreu, no estado do Rio de Janeiro.
Aproveito para convidar toda comunidade orientista para acompanhar a participação da delegação brasileira no WMOC2017, que acontecerá em Auckland, Nova Zelândia, no período de 21 a 30 de abril. Este WMOC é uma das atividades dos Jogos Mundiais de Masteres, o WMG 2017.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Análise de rotas - CODF2017 I Etapa

Olá, estimados orientistas.

No dia 26 de março ocorreu nas proximidades de Planaltina-DF a primeira etapa do Campeonato de Orientação do DF, o CODF2017. O evento seguiu o já consagrado padrão Brasília de organização.
Dessa vez o cenário escolhido foi o Haras Terra Vermelha. Uma prova de que o bem estar do orientista e de seus acompanhantes é fundamental no planejamento das provas.
Abaixo o mapa da H21E:


E aqui as minhas escolhas durante a prova. É sobre elas que vamos tecer alguns comentários nas próximas linhas.


Para facilitar a escolha de quais rotas merecem uma análise mais profunda, e para que vocês entendam a metodologia, continuo perseguindo realizar uma prova tradicional percorrendo até 20% a mais da distância em linha reta e num pace (tempo necessário para cada quilômetro percorrido) de até 7'/km. Como a prova apresentou uma distância de 8 km, meu limite de desvio seria de até 1,6 km. Portanto, minha distância total, para ficar dentro da meta, seria de 9,6 km. O tempo total deveria ficar próximo aos 70 minutos.
Reparem na tabela abaixo que percorri 10,2 km num tempo de 1h47'. Um pace médio de 10,30'/km. O desvio foi de 29,3%. Perto da meta, mas o tempo foi bem acima do desejado.

Tabela de parciais 

O melhor tempo dessa prova ficou com Simeão Fernandes, seguido por Leonardo Vieira. Minha performance garantiu o terceiro melhor tempo. Em conversa com o mesmo Leonardo Vieira, atleta integrante de equipe militar de orientação, ele acredita que os atletas de ponta conseguiriam completar este mesmo mapa em tempo abaixo dos 70'. Vale observar que a região deste mapa não possui área branca (eucaliptos, pinheiros ou similares).

Resultados no Helga-O

Informações gerais no QuickRoute

Notem no gráfico acima que grande parte do percurso atingiu a zona vermelha. Isso significa que a velocidade foi baixa, praticamente caminhando.

Rota do ponto 3 ao ponto 4:


O que planejei: voltar pelo ponto de entrada do ponto 3, e seguir por fora da vegetação. Atacar o ponto 4 depois de passar pela vegetação fechada.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a estratégia foi adequada. Uma outra opção seria sair do ponto 3 pela sua direita, pegando a estrada com cerca, medir a distância e atacar o ponto 4. Talvez essa opção pudesse garantir mais alguns segundos de vantagem.

Rota do ponto 9 ao ponto 10:

Rota até o checkpoint

Segunda parte da pernada
O que planejei: Essa é uma pernada de aproximadamente 1,1km. Para completá-la, percorri quase 1,5km. Foram 12 minutos num trajeto desafiante. Reparem que dividi em duas imagens, para melhor visualização e didática. Saindo do ponto 9, planejei seguir pela estrada mais próxima da linha vermelha. Seu final seria meu checkpoint. Dali traçar o restante da rota, dando preferência a circundar a elevação pelo seu lado esquerdo e pegar a estrada que dá acesso ao ponto 10. Diminuir a velocidade para chegar no pequeno talvegue e atacar o ponto.
O que fiz: A primeira parte do planejamento foi feita a contento, mas já percebi que a estrada mais à esquerda permitia melhor velocidade. Mantive o planejamento e fiz uma pequena subida. Já na segunda parte, após o checkpoint, notem que segui demasiado pela esquerda, chegando próximo ao ponto 13. Isso se deu devido ao pasto na área amarela. Não era de transposição fácil e ainda provocou um desvio inadvertido. Reparem que ao passar pela cerca minha velocidade diminuiu bastante (cor vermelha). Isso pode ter sido o ponto exato no qual iniciei o desvio incorreto para a esquerda. Nas proximidades do ponto 13 eu tive a impressão de já estar na estrada de acesso  ao ponto 10, próxima ao canto de cerca. Ao perceber que estava incorrendo em erro, diminuí a velocidade e encontrei a estrada, percorrendo-a em velocidade ainda baixa, dada a diminuição da confiança. Haviam outros competidores no local, o que aumentou o estado de alerta para que eu não os seguisse inadvertidamente. Mantive a contagem de passos e a observação tanto da elevação quanto da sinuosidade da estrada. O ponto de ataque foi correto e o objetivo foi atingido.
Como deveria ter feito: Seguir até o primeiro checkpoint definido no planejamento. Dali, a melhor opção parece ser seguir pelo lado direito da linha vermelha. Notem que há um corredor na vegetação o qual vai direto à trilha que dá acesso ao ponto de ataque para o prisma 10 (vide seta da direita na segunda figura.

Rota do ponto 17 para o ponto 18:


O que planejei: seguir pela trilha indistinta e atacar o ponto 18 tendo como referências a distância após a cerca e os pequenos talvegues.
O que fiz: fiz conforme o planejado até a cerca, que era o checkpoint principal. O ataque não foi eficiente, pois ao seguir pelas rochas, me desloquei mais à esquerda. Para corrigir, voltei para a área de clareira e só ali percebi um objeto especial (manilha) o qual permitiu o ataque correto. Ainda estou com a impressão de que havia outro conjunto de rochas mais à esquerda. Entretanto, pode ser aquela famosa impressão de orientista atabalhoado, rs.
Como deveria ter feito: o planejamento foi adequado. Seguir pela linha vermelha não era viável devido ao lago no meio da rota. Pela direita da linha vermelha o relevo impediria maior velocidade. O ponto crucial aqui seria uma maior atenção no momento do ataque e eliminar a ansiedade, observando o momento adequado do ataque fino ao ponto. A manilha garantiria o ataque correto ao ponto 18.

Rota do ponto 19 para o ponto 20:


O que planejei: seguir em azimute para o ponto 20.
O que fiz: acabei tendendo para a direita do ponto. Notem que é um declive.
Como deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com atenção ao talvegue e ao montículo que serviriam de balizadores.

Rota do ponto 20 para o ponto 21:


O que planejei: ao sair do ponto evitando os dois barrancos, atravessar a área cultivada e alcançar a trilha, seguindo por esta até a travessia do riacho. Dali, afinar a orientação em direção ao ponto 21.
O que fiz: segui conforme o planejado.
Como deveria ter feito: este é um trecho que coloquei aqui para que vejam as possibilidades. Uma delas seria sair do ponto 20 pela direita e passar por entre os barrancos. A partir daí, seguir pela linha vermelha até atingir o ponto de travessia do riacho, já nas proximidades do ponto 21. A outra seria contornar ambos os barrancos pelo lado esquerdo, tal qual o planejamento, mas em seguida sair da área cultivada pela linha vermelha, também até o ponto de travessia do riacho. No entanto, ambas opções incorrem na travessia de um trecho cuja vegetação aparentemente não permitiria maior velocidade que aquela obtida na opção de alcançar a trilha. Só que a distância a maior obrigatoriamente passa a exigir uma boa velocidade para compensar a maior distância.

E aí, valeu a pena estudar este mapa? Se tiver alguma opinião, não deixe de emitir no campo de comentários ao final desta postagem.
Como de praxe, fizemos algumas fotos as quais estão disponíveis no nosso álbum de fotos. Para visualizá-las,  clique aqui.
E visite também os álbuns disponibilizados pelos orientistas e fotógrafos André Pivoto e Luis Fuzer - clique aqui.

Agora vamos até Tiradentes-MG, participar e aprender muito nesta I Etapa do CamBOr 2017.

Boas rotas \o/
orientistaemrota