sábado, 18 de maio de 2019

Troféu Cerrado de Orientação 2019 - Sprint

Olá, estimados orientistas.

Em Brasília está acontecendo neste final de semana o evento regional Troféu Cerrado de Orientação 2019. Ao todo serão três provas - sprint, percurso longo e percurso médio. A sede do evento é o campus de Planaltina do Instituto Federal de Brasília. Uma área de cerrado nativo bastante desafiadora e competitiva.

O período da competição foi escolhido propositalmente para fazer parte do calendário de atividades do World Orienteering Day - Dia Mundial da Orientação.
Acompanhe as atualizações sobre o TCO2019 no blog e em nossas redes sociais.
Temos dois álbuns de fotos disponíveis para você, orientista: um deles, da linha de chegada,está disponível clicando aqui.
O outro álbum - com imagens da partida e da premiação - gentilmente cedido pelo orientista e fotógrafo André Pivoto (Comib), está disponível clicando aqui.
Seja inteligente! Pratique corrida de orientação.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Campeonato Goiano de Orientação - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

A abertura do Campeonato Goiano de Orientação - CamGOr 2019 - foi uma bela festa. O local escolhido foi uma fazenda na região do Balneário das Lages, em Cristalina-GO. Para refrescar a memória, nessa região ocorreu a II Etapa do CamBOr 2018. Cerrado nativo, recortado por rios e córregos, boas elevações e uma mata que ganhou mais densidade devido às chuvas constituíram o conjunto de ingredientes desafiadores.
Mantendo a tradição, participaram do evento organizado pelo COSEC competidores de clubes goianos, mineiros e do Distrito Federal. Pouco mais de 60 atletas puderam testar toda sua técnica e resistência nos percursos traçados pelo atleta de elite Diego Sousa. O mapeamento ficou sob responsabilidade de José Carlos Barbosa.
E é sobre mapas e rotas que vamos conversar agora.
Participei do evento competindo na HMA. O mapa apresentava a distância de 5,2km e os organizadores estimaram em 80 minutos o tempo do vencedor. Como nem tudo são flores, precisei de quase 120 minutos para terminar a prova - felizmente na primeira colocação, sendo três concorrentes no total. Abaixo o mapa da categoria, com minhas escolhas:

No lado direito do mapa notem uma tabela com os tempos por pernada. Na coluna "Straig" ela informa a distância em linha reta, e na coluna "Route" a distância efetivamente percorrida. A última linha (Total) apresenta o balanço geral da prova. Percorri quase 3,5 km a mais que as rotas em linha reta. Bem acima da minha meta (até 20% além da distância do mapa, num pace de 7'/km).
Transformando em tempo, se considerarmos que meu pace médio na prova foi de 13'23", e que percorri mais de 2 km além da meta, teria economizado pelo menos 26' do tempo total de prova.
Portanto, conseguiria atingir tempo mais próximo do estimado inicialmente pela organização do evento.
Vamos discutir as rotas que considero com maior potencial para nos ensinar.

Rota do ponto 6 para o ponto 7

O que planejei: seguir em azimute até a trilha e atacar o ponto.
O que fiz: segui em azimute, mas ao encontrar a primeira trilha indistinta, não atentei para a distância percorrida até então. Ataquei o ponto como se estivesse na trilha planejada para servir de ataque. Busquei me localizar novamente e parti para o local correto, atacando o ponto de forma efetiva.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado. Respeitar a contagem de passos, diminuindo a possibilidade de ataque equivocado.

Rota do ponto 7 para o ponto 8

O que planejei: chegar no ponto de passagem do rio pela trilha ao norte do ponto 7. Após a travessia, pegar a trilha ao sul do córrego até os barrancos. Dali atacar o ponto fazendo nova travessia da linha d'água.
O que fiz: segui conforme o planejado até os barrancos. Ocorre que a região era muito difícil de transpor. Fiz uma leitura incorreta e entendi que haveria uma pequena trilha auxiliando a passagem. O ataque foi alguns metros antes do ponto correto, fazendo com que mais tempo e energia fossem desperdiçados. Retornei à trilha, segui até o ponto de ataque mais favorável e executei nova tentativa de travessia. Outros competidores se juntaram a mim e percebemos um atleta do outro lado do córrego, na região do ponto. Isso serviu de confirmação da localização do ponto, sendo necessária somente a travessia do córrego e subida do barranco para, enfim, encontrar o ponto.

O que deveria ter feito: sem dúvidas, a melhor opção era passar pelo prisma zero e atacar o ponto pelo lado norte. Vale ressaltar que durante a abertura do evento houve uma série de informes da organização. Um deles tratava da questão das áreas de barrancos, que seriam de muito difícil transposição. Ao definir como melhor rota aquela que me obrigava a efetuar uma travessia por barrancos e linha d'água, comprometi praticamente toda a prova. Faltou atenção e inteligência. Foram desperdiçados cerca de 10 minutos nessa rota. Como bem sabemos, a frustração aliada ao cansaço podem refletir em erros nos pontos seguintes. Tive que respirar um pouco para retomar a prova compilando os ensinamentos dos colegas mais experientes (Gilson de Faria, Fernandes e Marco Aurélio, dentre outros): "cada rota é uma nova prova; o tempo perdido não é passível de recuperação; o resultado final será a soma de cada rota; faça o seu melhor". Assim procedi, tendo bom desempenho até me deparar com mais um equívoco...

Rota do ponto 14 para o ponto 15

O que planejei: seguir em azimute, com erro proposital para o norte, alcançando a área de árvores esparsas. Dali atacar o ponto, utilizando as árvores de destaque.
O que fiz: observem que a saída do ponto 14 não foi segura. Isso prejudicou o azimute inicialmente planejado. O erro proposital não me levou até as árvores esparsas, prejudicando, também, o ponto de ataque. Na tentativa de correção, voltei para a área de árvores esparsas e azimutei em busca das árvores de destaque próximas ao ponto. Não obtendo êxito, segui em direção ao encontro da cerca com o córrego, definindo novo ataque por ali. Somente usando essa barreira de segurança, consegui atingir o objetivo.
O que deveria ter feito: a estratégia inicialmente planejada não era das piores. Entretanto, a diferença de vegetação não era tão confiável. Outras opções poderiam ser adotadas. Por exemplo, seguir em azimute diretamente ao ponto, fazendo a devida contagem de passos. Como pontos de checagem eu poderia ter utilizado a árvore de destaque com montículo e depois o conjunto de árvores de destaque no círculo. Outra opção seria seguir pela trilha até sua bifurcação e, a partir dali, atacar o ponto, buscando como novo ponto de checagem as árvores de destaque. Mais um erro com desvio de 360%. 800 metros de energia desperdiçados. Mas não o suficiente para provocar minha desistência ou me desestabilizar.



Esses erros ainda surgem nas provas que participo. Preciso melhorar alguns aspectos relacionados à manutenção dos princípios básicos da Orientação, como a contagem de distância e o uso dos pontos de checagem. Espero conseguir na próxima prova. Também preciso melhorar a manutenção do pace médio. Já observo que não necessito correr tanto em determinados pontos. O importante é a média.

O que você achou dessa análise de rotas? Deixe seus comentários aqui no blog. Eles podem, inclusive, ajudar os demais leitores. 

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.
orientistaemrota

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Primeiro Treino de MTBO - Fazenda Hot Park

Olá, estimados orientistas.

Tivemos  a grata oportunidade de participar de um treino de orientação em mountain bike, MTBO na nomenclatura mais conhecida.

A atividade faz parte de um projeto bem maior, que começou efetivamente no início deste ano, quando a CBO realizou um curso específico para mapeadores e traçadores de percursos para MTBO com um instrutor da Federação Portuguesa de Orientação.
Os conhecimentos foram compartilhados e já podemos apreciar algumas iniciativas. No estado do Goiás, a primeira atividade oficial foi essa sobre a qual vamos tecer as próximas palavras.
A área escolhida foi a fazenda do Hot Park, na cidade de Rio Quente-GO. Uma área de cerrado típico e que já sediou uma etapa do CamBOr. O COABOM foi responsável pela organização, tendo como traçador  Alvim Pereira, que mapeou a área com Geraldo Paulino.
Ao todo foram 11 ciclistas dispostos a curtir esse treino. Alguns deles praticantes de mountain bike tendo o primeiro contato com a Orientação. Justamente esses ciclistas nos deram uma informação importante: antes do evento eles consideraram que os aproximadamente 18km de percurso não era uma distância motivadora, pois parecia algo muito curto para se realizar. Somente após entenderem que o MTB-O exige muito mais que a simples cadência no pedal é que tiveram a motivação para participar do treino.
Então, fica a dica para os organizadores dos próximos MTB-O, pois é muito importante conquistar ciclistas que ainda não conhecem as peculiaridades da Orientação. Já os orientistas e praticantes de corrida de aventura precisam de menos esforço para aderirem a essa modalidade. Eu, por exemplo, estou no grupo dos que praticam orientação pedestre e corrida de aventura!
Duas diferenças básicas podem ser notadas entre os mapas de Orientação pedestre e de MTB-O: a escala 1:15.000 e a simbologia para as trilhas e estradas, que indica a velocidade de progressão. Como o praticante deve ficar sempre junto da bicicleta, identificar quais as trilhas mais rápidas é essencial para se definir as melhores rotas.
O mapa com minhas escolhas mostra bem essa questão da velocidade do pedal.

Um outro detalhe que faz a diferença é o suporte para mapas. O que usei foi feito por mim mesmo, utilizando uma base para suporte de GPS a qual adaptei junto a uma prancha plástica bem leve. Existem opções já prontas para quem estiver disposto a pagar por elas. Ah, o ideal é que você tenha condições de girar seu mapa para mantê-lo orientado durante o pedal.
Quanto às rotas, dois pontos específicos merecem comentários. O primeiro deles é a rota que escolhi para alcançar o ponto 4. Observem as opções que existiam. Levei 14 minutos para realizar o objetivo.

Nessa pernada 3-4 planejei passar pelo ponto 14 e ao lado da largada (seta na cor rosa), mas errei a entrada de uma das trilhas e percorri alguns metros além do necessário. Uma outra excelente opção seria pegar a estrada a partir do ponto 3, conforme marcação em roxo:
Outra rota que merece comentários é a do ponto 8 para o ponto 9. O pensamento inicial do traçador provavelmente era que os competidores passassem pela trilha que corta os currais, pouco antes de chegar ao triângulo. Ocorre que ali seria bem mais lenta a passagem. Portanto, na prática, a melhor rota foi a que eu adotei, passando pela área de chegada.

Abaixo um vídeo mostrando em animação as minhas escolhas.


Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 28 de março de 2019

CODF2019 - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

O papo de hoje é sobre a abertura do Campeonato de Orientação do Distrito Federal 2019 – CODF2019.
O evento ocorreu na região do Poço Azul, na cidade satélite de Brazlândia. Um terreno de cerrado nativo, em terreno bastante acidentado, com presença de áreas com pedras, nascentes de rios e muitas trilhas com árvores (404), campos (401 e 403), mata de corrida lenta (406, 407 e 408) e mata intransponível (410).

A organização ficou a cargo do COASSEB - Clube do Rocha, que tratou de proporcionar muitos mimos aos participantes. Dentre eles, um café-da-manhã, sorteios de brindes oferecidos pelos apoiadores e a realização de um vídeo promocional tendo como atores principais os próprios orientistas.
Ao todo, foram mais de 170 competidores. Inclusive com a presença do orientista e atual vice-chefe do Executivo, o senhor Hamilton M. Também participaram da prova os novos orientistas que obtiveram certificado de participação no primeiro curso de formação de 2019.
Uma outra novidade é que para 2019 as medalhas comporão uma mandala. Ao final do torneio, os vencedores de cada categoria receberão como troféu uma base específica para afixar o conjunto de 4 medalhas recebidas ao longo do campeonato.

Quanto à parte técnica, os mapas e os percursos agradaram à maioria dos participantes. Os traçados primaram pela navegação e segurança. Entretanto, duas situações atípicas exigiram mitigação rápida: uma base eletrônica teve que ser substituída durante a prova e houve um equívoco na impressão de sinaléticas avulsas para duas categorias. Como é de conhecimento, neste caso (de erro na sinalética avulsa) o competidor deve utilizar as informações do mapa e nele consultar o descritivo dos pontos.
Abaixo o mapa geral do evento.

Os resultados estão disponíveis no site Helga-O.
O álbum de fotos está disponível clicando aqui.
Ah, assistam ao vídeo promocional elaborado pela Drone360. Segundo o presidente do COASSEB, Wallace Lucas, foi feito com muito carinho e no intuito de promover nosso esporte mostrando a todos como é divertido e gratificante praticar a corrida de Orientação:

E não deixe de comentar suas impressões sobre essa prova. As manifestações são importantes para que a FODF promova as melhorias necessárias em seus eventos e traga sempre boas novidades para todos.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 20 de março de 2019

Seletiva para o Mundial Estudantil de Orientação

Olá, estimados orientistas.

No último final de semana (16 e 17 de março) ocorreu a seletiva para a formação da equipe que representará o Bradil no Campeonato Mundial Estudantil de Orientação. O evento foi promovido sob responsabilidade da FODF e sediado no município de Luziânia-GO, no entorno do Distrito Federal. Também serviu para a CBO definir os selecionados para o JWOC2019, o Mundial Júnior de Orientação.


Essa seletiva é um momento histórico, pois a CBDE - Comissão Brasileira do Desporto Escolar -, num acordo inédito, vai custear os dez selecionados que irão nos representar no ISF World Student Orienteering Championships, que acontecerá em maio na Estônia. Já a CBO, solucionando uma alteração de última hora devido à desistência do apoio oferecido pela DEPA (Departamento de Educação Preparatória e Assistencial do Exército) se comprometeu a custear a ida de 5 atletas para o JWOC2019, na Dinamarca.
A disputa foi acirrada e emocionante. Nossos jovens atletas, nascidos entre 2001 e 2005, embalados pela torcida empolgante dos colegas e ao som dos gritos de apoio dos pais, responsáveis e técnicos, suaram a camisa para demonstrar o merecimento a uma das tão sonhadas vagas. Foram mais de 70 orientistas representando 11 unidades federativas da União.


Estiveram presentes no evento a CBO e a CBDE. Vale frisar que o representante da CBDE que acompanhou essa seletiva, após ver de perto nosso esporte, declarou que apoiará a modalidade inclusive na implantação das Federações nos estados que ainda não a possuem. A expectativa é ampliar a participação estudantil no âmbito nacional. Isso demonstra o enorme potencial da corrida de Orientação, seja em termos de organização e estrutura, seja enaltecendo os aspectos pedagógicos, ambientais e físicos que ela proporciona aos seus praticantes.


Sobre as disputas

Os estudantes foram divididos em quatro categorias (D1/H1 e D2/H2). Todas com nível A de dificuldade. No dia 16 foi realizado o Percurso Longo e no dia 17 o percurso Médio.
O local da disputa apresentou boa variação de relevo e vegetação, possibilitando mapas de excelente qualidade. A prova Longa se caracterizou pelos percursos técnicos e a prova Média, com boa parte dos percursos em área branca, buscou evidenciar características de velocidade e resistência dos competidores.


Os resultados das provas e a lista de selecionados estão disponíveis no site da CBO.
E nosso álbum de fotos está disponível clicando aqui.




Os atletas selecionados para participação no Mundial Escolar (Estônia) foram:
Categoria D2
Laura Viera Maia, de Minas Gerais, campeã da seletiva
Larissa Silva de Freitas, do Distrito Federal
Alana Santos de Souza, da Bahia
Aline Correia de Almeida, do Pará
Júlia Gaspar Rosal, do Pará
Categoria H2
Ryan Barbosa Castro, da Bahia – campeão da seletiva
Luiz Guilherme M. Mello, do Ceará
Arthur Ferreira Nascimento, do Pará
Bernardo Dutra Barbosa, do Rio de Janeiro
Victor Hugo C. Lopes Rego Pereira, do Rio de Janeiro
 
Os atletas selecionados para participação no Mundial Júnior (Dinamarca) foram:
Categoria D1
Kailani Ecke dos Santos, do Rio Grande do Sul, campeã da seletiva
Rafaela Souza Liborio Pettersen, de Minas Gerais
Categoria H1
Gean Carlos Soares da Silveira, do Rio Grande do Sul, campeão da seletiva
Lucas Cremonese Jaeger, do Rio Grande do Sul
Gabriel Azevedo Rodrigues Ferreira, do Rio de Janeiro


Parabéns a todos os orientistas e organizadores pelo sucesso na realização dessa seletiva.

Um recado aos selecionados

Desejamos uma excelente viagem às nossas delegações. Continuem focados na preparação, pois o desafio apenas está começando. Vocês terão pela frente a grata oportunidade de competir junto com atletas de nível internacional. Levem consigo a humildade para aprender mais. Tragam as experiências e as compartilhem com os orientistas que estarão aqui torcendo por vocês. 
Especificamente para os que vão à Dinamarca, não deixem de ler nossa experiência no WMOC2018, em Copenhagen (clique aqui e aqui).

Boas rotas \o/
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

COPANE 2018 - Análise de rotas sprint e percurso longo

Olá, estimados orientistas.

Vamos iniciar o 2019 conversando sobre a última grande competição nacional de 2018 - a Copa Nordeste de Orientação. Dessa vez, o evento foi sediado na vila turística de Porto de Galinhas, pertencente a Ipojuca, no estado de Pernambuco.
Mais uma vez, a organização da COPANE atendeu as expectativas dos quase 400 competidores inscritos: sede do evento repleta de atrações turísticas, informações claras, oferta de festa de confraternização, sprint noturno, locais das provas médio e longo bem próximos à sede.
Alguns aspectos relevantes, na minha visão, foram: colocação errada do ponto 131 no sprint noturno; simbologia utilizada em algumas áreas dos percursos tradicionais, as quais poderiam indicar menor velocidade de progressão; e traçados de alguns percursos A tradicionais tiveram os melhores tempos muito acima do estimado. Entretanto, essas situações não comprometeram a grandeza da COPANE.

Para a análise de rotas, vamos versar sobre minhas escolhas na categoria HMA. Lembrando a todos que minha meta tem sido percorrer um mapa sprint em velocidade média abaixo de 5´/km e, nos percursos tradicionais, percorrer até 20% acima da distância da linha vermelha, num pace de até 7´/km.
Na prova de sprint não tive dificuldades. Salvo alguns segundos perdidos no ataque ao ponto 131. Alguns competidores fizeram uma rota diferente e provavelmente gastaram menos tempo que eu. Observando os gráficos de posição após pernada, disponíveis no Helga-O, fica fácil perceber que meu ritmo médio foi ajudado pelas falhas dos rivais. No ponto 6 perdi a liderança para Valker Santos e no ponto 7 perdi o segundo lugar para Lucas Silva, o qual perdeu mais de 3 minutos no ponto 8, ficando de fora da disputa. Retomei a liderança no ponto 10, quando Valker amargou um prejuízo de mais de 1´15".


Abaixo o mapa com minhas escolhas:
Em vermelho os trechos de menor velocidade, e em azul os mais rápidos (pace abaixo de 4´30"/km).
Recentemente conversei com o orientista Vascurado, o qual me perguntou sobre condições para melhoria de desempenho nas provas tipo sprint. Eu tenho adotado alguns princípios básicos. Dentre eles: traçar rotas limpas, com menos mudanças de direção; fazer exercícios mentais de leitura de mapas; e comparar rotas com outros competidores.
Notem que minha saída do ponto 6 em direção ao ponto 7 foi bastante lenta. Provavelmente devido ao cansaço e ao desafio de leitura imposto pelo traçador.
A distância total percorrida foi de 2,8km. E o pace médio foi de 4´54". Se contarmos os menores tempos de cada pernada no geral, o vencedor terminaria a prova em 12´13" aproximadamente.

Agora vamos ver as causas do péssimo desempenho que tive nas provas tradicionais. A começar pelo percurso longo. Abaixo o mapa com minhas escolhas:
Rota do triangulo para o ponto 1
O que planejei: pegar a trilha à direita, pegando a estrada que levaria direto ao ponto 1.
O que fiz: larguei atrasado, sendo devidamente penalizado. Na pressa, segui um outro competidor o qual ignorou o acesso da trilha e passou pelo bordo esquerdo da vegetação. O "encarneiramento" foi corrigido ao encontrar a estrada conforme planejado inicialmente.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado.

Rota do ponto 4 para o ponto 5
O que planejei: atravessar a vegetação em direção à estrada e atacar o ponto após passar o barranco.
O que fiz: segui conforme o planejado até chegar na estrada. Mas errei o ponto de ataque e acabei subindo antes do barranco mapeado. Para corrigir, tendo a noção de que havia entrado antes, segui em frente buscando o acidente de relevo. Observem que todo o percurso nesta rota está em vermelho, significando que foi uma transposição bastante lenta. Na rota, havia muito capim navalha e área alagada, merecendo, na minha opinião, uma simbologia diferente do que foi plotado no mapa.

Rota do ponto 5 para o ponto 6
O que planejei: sair do ponto 5 pela linha vermelha buscando a trilha. Contornar a elevação e atacar o ponto alguns metros antes da trilha iniciada pela árvore caída. Diminuir a velocidade em azimute. 
O que fiz: saí do ponto 5 na direção errada, corrigindo em seguida. Contornei a elevação pela trilha conforme planejado. Ao buscar a trilha em a área branca, tive dúvidas devido à posição do ponto de água. Retornei em seguida. Passei pela árvore caída e segui até o final da trilha em área branca. Ataquei o ponto a partir daí, não obtendo êxito. Voltei para a trilha e efetuei novo ataque, dessa vez a partir do barranco no encontro das trilhas. Mais uma vez o ataque foi ineficaz. Como já havia perdido muito tempo e a área estava com muitos outros orientistas buscando o mesmo ponto, voltei para a trilha e decidi contornar a elevação e atacar o ponto por cima. Dessa vez alcancei o ponto.
A distância em linha reta para essa rota era de aproximadamente 500m. Percorri pouco mais de 2km em quase 35 minutos.
O que deveria ter feito: o planejamento estava adequado. Embora eu tenha ficado com dúvidas sobre a posição do ponto e os acidentes de relevo mapeados. O ataque por cima foi bem fácil, podendo ser essa a provável melhor opção.
Abaixo as imagens, pela ordem, do que fiz, e as duas sugestões de melhor rota:

Esses não foram os únicos erros cometidos, mas foram os fundamentais para meu resultado final.
A distância total percorrida foi de pouco mais de 10km. O mapa em linha reta tinha 6km. Portanto, fiquei bem longe da meta, pois percorri 70% a mais que a distância mais curta. Tudo isso em 2h08min.
Ficaram as lições. Abaixo uma animação com minhas escolhas, para que tenham melhor noção do que fiz.

Vamos parar por aqui nossa análise de rotas.
Aproveitem e acessem nosso álbum de fotos, que possui a colaboração de várias pessoas que fizeram parte dessa bela festa esportiva. Clique aqui.
Utilizem o campo de comentários abaixo para expor suas opiniões e ajudar tanto o blog quanto os demais leitores.

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