segunda-feira, 9 de julho de 2018

WMOC 2018 - Final Sprint

Olá, estimados orientistas.

Ontem foi a final da parte de Sprint do WMOC 2018. Dessa vez, no centro de Copenhagen.
Como era de se esperar, os orientistas que disputaram as respectivas finais A simplesmente voaram nas ruas e construções antigas da cidade. O palco foi a região do Castelo de Christiansborg, com algumas peculiaridades envolvendo o tráfego e regra pré-definida para a travessia de uma ponte (em categorias específicas).

Dentre os brasileiros, destaque para o competidor Paulo Araki, debutante em provas europeias, que fez sua pista em pouco mais de 16 minutos, terminando na 22 posição. 
Valeu muito a participação na Final B do Sprint, mesmo considerando que os percursos foram cerca de 30% menores e, também, mais simples que os percursos das finais A. Clique aqui para acessar os mapas.
É importante ressaltar, entretanto, que a velocidade dos atletas vencedores permaneceu alta. Para se ter uma ideia, o vencedor da H40B precisou de 13´13" para completar o percurso de 2.900m. Na categoria feminina mais veloz, a W35A, a vencedora completou o percurso de 3.300m em 14´19". Na M90A (isso mesmo, competidores de 90 a 94 anos!), o vencedor precisou de apenas 18´31" para percorrer os 1100m do seu percurso. Sugiro que comparem seus tempos médios com os tempos obtidos aqui no WMOC. É um bom parâmetro para criar novas metas de desenvolvimento.

Falando especificamente do meu desempenho, a tática de arriscar tudo caiu por terra já no primeiro ponto. Estava tão próximo da partida que acabei passando direto. Já no ponto 2, um erro na leitura da sinalética me fez perder mais alguns segundos até perceber que o prisma estava um piso abaixo, na entrada de uma garagem. E o terceiro equívoco está na imagem abaixo:
Analisando as parciais, em vários momentos consegui tempos entre os 10 primeiros. Mas como bem disse o orientista José Fernandes (CBO 1000), "o orientista às vezes é como um goleiro de futebol: pode ir bem durante todo o jogo, mas um único erro pode levar à derrota".
Lições aprendidas e anotadas! Amanhã começa a etapa de floresta. Vamos disputar a prova classificatória longa. A organização já informou que o local tem deficiência de cobertura telefônica, mas vou tentar manter vocês informados sobre tudo que estiver acontecendo lá.
Como aperitivo, cliquem aqui para ver a localização da Long Qualify.

Boas rotas!
orientistaemrota

domingo, 8 de julho de 2018

WMOC 2018 - Sprint Qualification

Olá, estimados orientistas.

Estamos aqui na Dinamarca participando do Campeonato Mundial de Másteres de Orientação. Nossa delegação é pequena, mas com representantes de várias partes do Brasil (Gilson de Faria, Roberto Alves, Antonio C. Silva, Gilson Tomelin, Paulo Araki, Dias Torres e Cezar Rech).

Ontem, dia 07, foi a prova qualificatória do Sprint. No Instagram fizemos alguns pequenos vídeos mostrando o local. No meu entender, foi um campo de provas fácil, bem próximo do que temos ofertado em termos de desafios aí no Brasil. Entretanto, a facilidade aparente é inversamente proporcional ao que precisaríamos fazer para ficar na final A.
Para que tenham uma ideia, na categoria M40, da qual participo, a pista de ontem apresentou 3600m. Percorri essa distância em 23 minutos (embora tenham cometido um equívoco que explicarei mais abaixo). Ocorre que o vencedor precisou de exatos 15 minutos. Um pace abaixo de 5´/km.
Sobre meus problemas nessa prova, cometi o vacilo de pegar a sinalética da categoria errada (W40). Ocorre que as sinaléticas das categorias M35 e M40 estavam junto das sinaléticas femininas. Pura desatenção, claro!
Ao chegar no ponto 1, cujos participantes levaram em média 45 segundos, o número da sinalética não era o mesmo do prisma. Levei quase um minuto para abrir todo o mapa e confirmar que a sinalética não me serviria nessa prova. A partir daí, criei a necessidade de ler o cartão de controles do mapa na saída e na chegada de cada ponto.
Uma outra crítica que faço da minha prova é que respeitei demais o mapa. Somente nos últimos pontos é que desenvolvi boa velocidade. Essa estratégia foi equivocada. Se considerarmos que a final B já era garantida, para classificar eu deveria ter arriscado. Exitar em cada ponto me causou um prejuízo de, pelo menos, 3 segundos em cada um deles. Se considerarmos que eram 25 pontos, a conta extrapola mais de um minuto de perda.
Aqui o link para que vejam no 3DRerun o mapa da prova e algumas rotas (após abrir a página, clique no play).
Os resultados gerais, inclusive com os splits, estão disponíveis clicando aqui.
Agora vamos para o último dia do sprint. Esperamos voltar com resultados melhores.

Boas rotas!
orientistaemrota

sexta-feira, 6 de julho de 2018

II Etapa do CamBOr 2018 - Cristalina-GO

Olá, estimados orientistas.

Este post tenta retratar um pouco do que foi a II Etapa do CamBOr 2018, organizada pelo clube COSEC. A cidade sede foi Cristalina-GO. O nome retrata bem algumas das principais características: formações rochosas e as mais de 250 nascentes, riachos e rios da região. Para os competidores e acompanhantes, não faltaram opções de lazer e turismo. Desde banho de cachoeiras até a realização de feiras e serestas locais.

Foram montadas duas arenas para a realização das provas. A arena para o Sprint ficou na 3 Brigada de Infantaria Motorizada e a arena para os percursos tradicionais ficou montada no Balneário Praia das Lages.
Sobre o Sprint, disputado no primeiro dia da competição, e que serviu de palco para a abertura do evento, um dos aspectos mais interessantes foi o ponto de expectador, onde todos puderam torcer e acompanhar mais de perto as disputas. Os tempos dos vencedores ficaram dentro do estipulado e a organização cumpriu com o previsto, sendo realizada a premiação ao final da mesma tarde.

Quanto aos percursos tradicionais, realizados nos dias 2 e 3 da competição, estes tiveram partida e chegada no complexo do Balneário. O local é dotado de boa infraestrutura, inclusive com restaurante. Grande parte dos atletas aproveitou para se refrescar nas cachoeiras e piscinas naturais do local.
Abaixo os mapas da H35A, categoria da qual participo atualmente:

E aqui os mapas com minhas escolhas:

As rotas estão em gradação de cores do azul (pace abaixo de 6'/km) ao vermelho (pace acima de 12'/km).
Notem que já no percurso longo tive um enorme problema na rota do triângulo para o ponto 1. Foram gastos 24 minutos numa rota cujos concorrentes precisaram de menos de 5' para completá-la.

O que planejei: saindo do triângulo, pegar a estrada que leva à travessia do rio, seguir pela pequena trilha sentido leste por alguns metros e azimutar para o ponto.
O que fiz: segui até a travessia do rio conforme planejado. Mas em seguida, percorri uma grande distância beirando o rio. Ao encontrar outros dois competidores (provavelmente de categorias diferentes), acreditei estar na região correta. O primeiro azimute obviamente não foi bem sucedido. Busquei uma referência e o mapa apresentava uma árvore de destaque. Ocorre que eu estava fora do mapa. Encontrei uma outra árvore que se destacava na região e dela azimutei, acreditando estar na referência correta. Mais uma vez não obtive êxito. Voltei para o rio e busquei as curvas da trilha com árvores de destaque. Novo azimute sem sucesso. Só então, depois de vários minutos desperdiçados, decidi corrigir o erro seguindo para o ponto 2, tomando como base que o sentido leste me levaria, em último caso, a encontrar um outro veio dágua. Ao chegar ao ponto 2, enfim fiz o azimute correto e cheguei ao ponto 1.
O que deveria ter feito: após a travessia do rio, conforme planejado inicialmente, seguir em azimute para o ponto, observando a diferença de vegetação. Como segurança para corrigir a rota, atentar para uma vala seca nas imediações do ponto.

Com este erro, terminei o dia amargando um sexto lugar. Menos mal porque meus concorrentes também parecem ter tido dificuldades em suas respectivas rotas.

Já no percurso médio, consegui fazer uma boa prova. Mesmo com um erro de aproximadamente dois minutos na rota  3-4.
O que planejei: sair em azimute para o ponto 4, tendo como check-points a vegetação da área pedregosa, a trilha na primeira metade da rota, a área sem pedras e a valeta próxima ao ponto. Como segurança, a trilha após o ponto.
O que fiz: acabei errando o azimute, muito provavelmente por conta da necessidade constante de desvios na região, que era muito pedregosa e, por isso, oferecia riscos à minha integridade física. Passei mais a nordeste do ponto. Felizmente, como estava fazendo a contagem de passos, percebi o erro e retornei na direção correta da valeta.
O que deveria ter feito: o planejamento estava adequado. Entretanto, maior observação quanto aos desvios na rota era essencial para não tomar um rumo inesperado.
Terminei o segundo dia em primeiro lugar e, no somatório, terceiro lugar. Mais uma vez, colegas da categoria também tiveram suas dificuldades durante a prova.

No geral, a competição foi muito bem organizada. Estão de parabéns todos os voluntários e técnicos. Conseguiram aliar uma ótima competição às riquezas naturais da região. O conjunto da obra proporcionou muita diversão à família orientista.

Para recordar, ou para ter uma melhor ideia de como foi, não deixem de olhar nossos álbuns de fotos.
Fotos do Sprint.
Fotos das provas Longo e Médio.
Álbum de fotos de Andre Pivoto.

Ao compartilhar as fotos, não se esqueça dos créditos. E se achar que alguma delas não deve ser publicada, me mande um email para que seja retirada. ;-)

Contribua com a orientação tecendo seus comentários sobre a prova e sobre este post.
E acompanhe em nossos canais como será o World Masters Orienteering Championships - WMOC2018. Temos alguns brasileiros participando desse torneio.

Boas rotas o/
orientistaemrota

domingo, 27 de maio de 2018

CODF2018 - III Etapa. Fotos e comentários sobre os percursos.

Olá, estimados orientistas.

No dia 20 de maio ocorreu a III Etapa do CODF 2018 (o Campeonato de Orientação do DF). A prova, nos moldes da Orientação tradicional, foi sediada nas proximidades da cidade satélite de Brazlândia. O terreno, apesar de plano e disposto em quadrantes, foi desafiador e possibilitou boa disputa. Destaque para algumas regiões do mapa cujo relevo apresenta grande número de pequenas elevações (cocorutos), responsáveis por uma maior exigência física e mental.

Dessa vez participei nos bastidores do evento, na função de traçador de percursos. E é essa a experiência que gostaria de compartilhar com todos vocês. Espero que as próximas palavras sejam úteis, já que não é sempre que temos esse tipo de explanação.
Abaixo o mapa geral da prova:

Notem que a área é quase plana, com vegetação predominante de árvores esparsas. Os quadrantes, divididos por estradas bem definidas, foram uma dificuldade a mais para desenho dos percursos.
Outro aspecto relevante foi a pré-definição, por questões logísticas, dos locais de partida e chegada. Observem que são bem próximos e na base sudoeste do mapa. A região de partida apresentou certa facilidade para espalhar os atletas (pouco mais de 130), mantendo os novatos nas proximidades, evitando o bordo do mapa, em escala 1:7500.
A área para chegada se limitou aos pontos 43 e 65, sendo necessária a criação de uma dispersão para evitar o "encarneiramento" na estrada de acesso à entrada da arena.
As dimensões dos quadrantes também complicaram o desenho de rotas para as categorias N (fácil) e B (difícil), pois existe um limite de distância a ser observado, conforme regras para traçados de percursos.
Para tornar os percursos mais interessantes, nos níveis A (muito difícil) e E (elite), adotei o uso de borboletas.
Em conversas com alguns participantes mais experientes, um dos comentários foi em relação ao ponto base de uma borboleta, o qual foi definido próximo a uma árvore seca. Ocorre que, segundo o competidor, o ponto "serviu de farol para os outros dois ataques ao PC, pois era visível de longe". De fato, um objeto de fácil visualização acaba por diminuir o tom desafiante após a primeira passagem. 












Abaixo é possível observar as escolhas de três competidores da categoria H21E. Suas rotas estão disponíveis no site 3DRerun.

Para acessar o álbum de fotos da competição, clique aqui. Aproveite e compartilhe nas redes sociais. Não se esqueça de citar a fonte (o endereço do blog e a tag #orientistaemrota), pois assim você estará incentivando a continuidade deste trabalho.

E deixe aqui seus comentários sobre essa prova. Toda manifestação é válida para que os organizadores avaliem e possam melhorar os eventos de Orientação.

Se você perceber alguma foto que deva ser ocultada, envie mensagem solicitando a ação.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

terça-feira, 17 de abril de 2018

Análise de rotas: CamGOr 2018 - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

Hoje vamos falar sobre o mapa da categoria HMA da primeira etapa do Campeonato Goiano de Orientação 2018. A prova ocorreu nas proximidades da cidade de Caldas Novas, no estado de Goiás. Numa área de cerrado nativo com partes de atividade agropecuária.
Sobre a organização da prova, destaque para a realização em paralelo de uma clínica de Pre-O, com exercícios para os competidores interessados, e para uma atividade de pesquisa acadêmica que utilizou alguns competidores para obtenção de dados relativos à saúde e desempenho.
O local escolhido para ser a arena do evento era bastante rústico, mas atendeu a contento as expectativas. Inclusive foi utilizado para a premiação da etapa (no CamGOr há cerimônia de premiação em cada prova) e para o almoço.
Mais informações sobre terreno e estatística dos percursos estão disponíveis na página da FOG.

Vamos aos trabalhos. Abaixo o mapa da categoria e o mapa com minhas escolhas (clique nas imagens para ampliar):

Notem que adotei uma escala de cores indicando meu pace (tempo em minutos para percorrer 1km). Em azul claro o pace de até 7:30 min/km. Em amarelo pace entre 7:30 e 14 min/km. Em vermelho, pace acima de 18 min/km (ou seja, caminhando ou parado).

Observem a tabela no lado direito da imagem. Nela estão os tempos para cada rota percorrida e os respectivos percentuais de desvio. Esses dados são muito importantes para analisarmos qual foi meu desempenho e em que pontos eu poderia melhorar.
Como tenho dito em outras análises de rotas, minha meta é completar uma prova percorrendo uma distância de até 20% acima da declarada no mapa, num pace de até 7 min/km. No caso dessa etapa, a pista tinha 4,5km e eu acabei percorrendo 6,2km em 1 hora e 3 minutos. Portanto, 800m acima da minha meta. E em relação ao pace, analisando a distância de 5,4km da minha meta, deveria terminar a prova em aproximadamente 40 minutos.

ROTA DO PONTO 1 PARA O PONTO 2
O que planejei: seguir em azimute para o ponto 2, passando pela trilha para confirmar minha posição.
O que fiz: iniciei conforme o planejado. Ocorre que ao chegar na trilha, talvez pela forma de impressão da bolota do ponto, não tenha identificado a continuidade da trilha até a clareira ao norte (vejam no mapa sem as rotas). Segui por um trecho da trilha até a clareira, depois retornei para atacar o ponto. Minha barreira de segurança era a cerca.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com a devida contagem de passos. Acabei perdendo cerca de 3 minutos nessa rota.

ROTA DO PONTO 2 PARA O PONTO 3
O que planejei: contornar a elevação pela curva de nível e seguir diretamente ao ponto, observando a segunda elevação como barreira de segurança.
O que fiz: saí do ponto 2 conforme o planejado, e iniciei o contorno da elevação pela parte sul. Ocorre que perdi a contagem da distância e não consegui identificar as elevações adequadamente. Notem que parte da rota (em azul) foi feita com boa velocidade. Desci até a cerca para me localizar e dali pude confirmar que o ponto 3 estava mais adiante.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a contagem da distância. Considerando a diminuição da velocidade e a distância percorrida a maior, foram aproximadamente 3 minutos perdidos nessa rota.

ROTA DO PONTO 6 PARA O PONTO 7
O que planejei: sair do ponto 6 buscando a trilha indistinta rumo ao ponto 7. Usar a área encharcada como ponto de ataque.
O que fiz: nessa parte da prova eu havia alcançado um outro competidor de mesma categoria. Seguimos juntos conforme planejado, mas o ataque ao ponto foi realizado antes do previsto. Retornei ao início da trilha indistinta e corrigi o erro efetuando a correta contagem de passos.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com contagem de passos e maior atenção.

ROTA DO PONTO 10 PARA O PONTO 11
Aqui o ponto crucial da prova. Um erro que merece bastante atenção. A memória da situação não foi suficiente para me fazer apontar as reais causas deste erro. Mas ao verificar o mapa e a rota percorrida, surgem alguns elementos que podem nos ajudar a elucidar o caso. Um desses elementos é a intenção de sair do ponto 10 contornando pelo norte. 
Outra hipótese considerável, e a mais adequada, pode ter sido a forma como dobrei o mapa ao sair do ponto 10. Vou colocar a imagem do mapa, uma delas invertida, para que observem como pode ter sido essa a justificativa para meu erro. 
Observem que o caminho percorrido na imagem do mapa desorientado é similar à que eu deveria ter percorrido no mapa orientado. Ao chegar à cerca, que deveria estar à esquerda, acabei indo até sua quina, de forma a identificar onde eu realmente estava. Ocorre que lá me deparei com uma estrada, que serviu de alerta para confirmar que eu estava perdido. Foram necessários mais alguns segundos para observar o local, identificar pontos de referência, orientar o mapa adequadamente e definir a forma de correção do erro.

O que planejei: aparentemente, minha intenção inicial era sair da vegetação onde estava o ponto 10 em sentido sudoeste, depois seguir até a cerca e utilizá-la como corrimão até sua quina, depois pegar a trilha rumo à estrada e, de lá, atacar o ponto 11.
O que fiz: como explicado, é provável que eu tenha saído com o mapa desorientado em 180 graus. Isso me fez seguir no sentido contrário. Demorei a admitir o contra-azimute e somente após percorrer a cerca até uma estrada é que fiz uma pausa para confirmar minha real posição. Ao perceber o erro e ter certeza de onde eu realmente estava, segui até a porteira que dava acesso a uma trilha limpa. Percorri essa trilha em alta velocidade até chegar à estrada que fazia parte do plano inicial. 
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, atentando para a posição do mapa e às referências do terreno. A cerca e as curvas de nível seriam bons indícios para a rápida detecção do erro. 

A imagem abaixo é o gráfico com as posições após cada pernada, extraída do Helga-O. Notem que nos pontos 6, 8, 9 e 10 foram os momentos onde liderei a prova. O gráfico é mais uma ferramenta para corroborar as perdas que tive decorrentes dos erros sobre os quais conversamos neste post.

Bom, vamos encerrar por aqui este post. Estejam sempre atentos à sua posição no mapa e no terreno durante as provas ;-)
Um pequeno álbum de fotos está disponível clicando aqui.
E abaixo um pequeno vídeo também sobre a análise de rotas que tratamos neste post.

Não se esqueçam de comentar o que acharam deste post e de nos seguir nas redes sociais e no youtube. Assim, vocês estarão contribuindo para a continuidade do blog e serão notificados sempre que houver novidades.

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.
Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Como foi a COPANE 2017

Olá, estimados orientistas.

Após um breve período de férias, nosso primeiro texto de 2018 trata do último grande evento do ano passado. Vamos falar daquele que é considerado por muitos o melhor evento regional de Orientação no Brasil: a Copa Nordeste de Orientação - COPANE 2017.


Dessa vez, a COPANE foi organizada pela Federação Paraibana de Orientação. A sede formal do evento foi o município de Mataraca-PB, distante 110km da capital, João Pessoa.
Em Mataraca ocorreu a abertura do evento e a prova de Revezamento Por Trios. As duas provas tradicionais (percursos longo e médio) ocorreram em Barra de Camaratuba, um vilarejo na foz do rio Guaju.

O revezamento por trios não obteve grande número de participantes. Um dos motivos pode ser relativo à exigência de que os trios sejam formados por membros de mesmo clube. O modelo merece ser repensado, de forma a atrair mais participantes. Entretanto, é considerável o empenho dos organizadores das edições da COPANE em incentivar a participação e congraçamento das delegações. Ademais, a cerimônia de abertura foi muito bem organizada, apoiando projetos culturais e educativos com crianças da região.

Abaixo um vídeo da minha participação nessa primeira prova (o revezamento). Notem que tive compensar na corrida alguns segundos preciosos perdidos durante escolhas de rota ou formas de ataque dos pontos. Observe, ainda, a forma como o mapeador definiu muros, cercas e quiosques.


Nos percursos tradicionais, os competidores tiveram que dosar o desgaste físico provocado pelo terreno e clima, para manter uma boa capacidade de raciocínio. Destaque para a área escolhida, com incríveis paisagens.

Os mapas e os percursos traçados foram capazes de promover uma boa disputa. Mas os tempos estimados para os primeiros colocados de algumas categorias não foram cumpridos. Veja abaixo os mapas da H Master A e as minhas escolhas. As rotas estão numa variação de cor do azul para o vermelho, sendo azul para maior velocidade e vermelho para os momentos de maior lentidão (clique nas imagens para ampliar).




No sítio da Copane é possível baixar boa parte dos mapas, verificar os resultados finais e visualizar fotos do evento.

A premiação ocorreu conforme descrito nos boletins e foi marcada pela empolgação de todos os participantes. Sinal claro de que o evento superou as expectativas. Além das homenagens de praxe, foi realizada a passagem do "bastão" para os próximos organizadores da COPANE 2018. Ela já tem endereço certo: será sediada em Porto de Galinhas, no estado de Pernambuco.


Clicando aqui você tem acesso ao nosso álbum de fotos. Compartilhe.

E não deixe de emitir sua opinião utilizando o campo de comentários deste post.

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