quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Campeonato Brasileiro de Orientação 2015 - III Etapa - Mandirituba-PR

Olá, estimados orientistas.




Foi dada a partida para a III e última etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2015. Orientistas de todo o Brasil já se encontram a caminho ou hospedados na região de Curitiba e Mandirituba, no estado do Paraná.

Confira a programação da III Etapa do CamBOr 2015:

  • Dia 05 de outubro: chegada das delegações e percurso treino;
  • Dia 06 de outubro: percurso treino, cerimônia de abertura, percurso treino e congresso técnico.
  • Dia 07 de outubro: percurso longo e baile de confraternização;
  • Dia 08 de outubro: percurso médio, premiação do revezamento de clubes, premiação da III etapa e premiação geral do CamBOr 2015.

Vale ressaltar que a organização do evento já divulgou as listas de partida dos percursos longo e médio, cumprindo a contento com as regras da competição:
Lista de partida percurso longo
Lista de partida percurso médio

A etapa do revezamento de clubes segue os moldes tradicionais, sendo realizada imediatamente após a abertura do evento. Vale ressaltar que os atletas devem estar presentes para limpeza dos dados dos chips de controle e composição das suas equipes previamente aos horários determinados.
Ainda sobre o revezamento, fica a expectativa sobre a premiação final, prevista em regulamento próprio. Para acessar o regulamento do revezamento de clubes do CamBor 2015, clique aqui.

O terceiro e último boletim do evento está disponível clicando aqui.

Aos organizadores, nossos votos de que todo o esforço e dedicação se reflitam numa excelente competição.
A todos os orientistas competidores, desejamos excelentes rotas e que esta etapa de encerramento entre positivamente na história da nossa modalidade.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

Participamos do Campeonato Paraibano de Orientação - IV Etapa - Campina Grande-PB

Olá, estimados orientistas.

No dia 13 de setembro estivemos em Campina Grande, distante 110km da capital da Paraíba, João Pessoa.

Nossa viagem não foi somente para visitar as praias da região. Nosso objetivo foi unir o turismo à Corrida de Orientação. O planejamento foi simples: observar o calendário de competições da FOP e efetuar a compra das passagens de forma a conciliar os passeios com a prova em si.
Praia de Cabedelo

Vocês podem estar se perguntando: e por que escolheram uma etapa do campeonato paraibano?
A resposta é igualmente simples: o campeonato paraibano é um dos torneios de maior público na orientação brasileira. Só nesta IV etapa, foram mais de 400 inscritos. O sucesso de público chama a atenção. Basta comparar com os números de inscritos nos campeonatos nos quais você, leitor orientista, participa.

A inscrição foi efetuada conforme boletim divulgado no sítio eletrônico da FOP, sendo necessário solicitar por email a ficha de inscrição. A partir daí, aguardamos a data da viagem e partimos rumo a João Pessoa, carinhosamente apelidada de “Jampa”.
Vida de turista na sexta e sábado, com direito a uma corridinha na praia para soltar a musculatura. O passo seguinte foi aguardar até domingo pela manhã e partir rumo a Campina Grande.
Já no trajeto percebemos a beleza da região. Claramente saltaram aos olhos as formações rochosas, muito parecidas com as encontradas em algumas regiões de Portugal e Alemanha.


A quantidade de participantes é algo que merece destaque. Também ficou evidente o clima de congraçamento entre os presentes. No dia da prova, por exemplo, foi comemorado o aniversário do João Pedro Mazzaro, o Pepeu. O bolo, com decoração alusiva à Corrida de Orientação, foi degustado antes das nossas fotos ;-)
Aparentemente, os orientistas tanto do Rio Grande do Norte quanto da Paraíba aproveitam as oportunidades e participam consorciando tanto o Campeonato Paraibano quanto o Campeonato Potiguar de Orientação. Uma forma bastante interessante de aprimorar as habilidades do orientista e prestigiar os colegas vizinhos. Tal modelo ocorre em outros cantos do país, como nas provas do Distrito Federal e de Goiás.



O Campeonato Paraibano de Orientação possui uma bela parceria com o SESI local. Trata-se do projeto SESI Atletas do Futuro. Para saber mais, clique aqui.





Quanto à prova em si, vale tecer alguns comentários, com o objetivo de aquecer um debate sobre como tornar as competições mais seguras e agradáveis, sem perder o caráter de disputa. O primeiro deles diz respeito à existência de muitos espinhos e urtigas. A foto abaixo é de uma camiseta pós-prova, e depois de retirada grande parte dos espinhos.

Vários atletas tiveram que atravessar áreas com este tipo de vegetação (a planta em questão é a Bidens Pilosa, popularmente conhecida por picão-preto ou carrapicho-agulha, entre outros). Uma situação extremamente incômoda e que percebemos existir em outras regiões. A camiseta da foto e a calça utilizadas estão aposentadas, pois água quente ou deixar de molho não foram receitas suficientes (se alguém tiver um macete mais simples que a retirada individual dos espinhos, comente aqui ;-) ).
Picão-preto - Bidens Pilosa L.
Já em relação às urtigas, houve alerta em boletim frisando a existência deste tipo de vegetação. Ponto positivo \o/ Pena que não havia a demarcação no mapa.
O segundo ponto diz respeito às áreas do campo de prova que eram de difícil transposição, mas que foram legendadas como 401, 402 ou 403. Também a definição de quais trilhas apareceriam nos mapas não proporcionou um entendimento rápido. Mas este comentário em nada desabona a organização, pois em uma única prova não temos parâmetros suficientes para tornar justa uma avaliação de possíveis falhas.
Em alguns mapas de competições em outras localidades, os organizadores delimitam estas áreas com legenda de local de perigo (710), tal qual em áreas que possuem abelhas. Vale avaliar quais os impactos deste tipo de demarcação nos mapas. Outra alternativa pode ser a não realização de provas nas épocas de maior incidência de condições danosas causadas por determinadas plantas.
Conhecendo as reais dificuldades do campo de provas, a atividade de encontrar os prismas torna-se mais agradável, pois nosso esporte é calcado no poder de decisão do próprio competidor.
Mas essa sugestão em mapa é assunto para debate com os colegas mais experientes, quiçá num congresso técnico científico.




Em que pesem os espinhos trazidos na bagagem, o saldo foi extremamente positivo. Ver o quanto este esporte está crescendo fora do eixo sul, poder aliar a modalidade com o turismo, perceber as dificuldades de terreno e vegetação tanto para organizadores quanto para competidores e, melhor ainda, ter a oportunidade de refletir sobre como tornar a Corrida de Orientação mais atrativa, são só alguns dos pontos de destaque que essa viagem de orientista pode proporcionar.

Aqui um pequeno vídeo para que vocês possam "sentir o clima" de uma etapa do Campeonato Paraibano de Orientação (https://youtu.be/HH0WAhWp7jA ):

Agradecemos imensamente a acolhida dos organizadores do evento e recomendamos aos colegas de outros estados que, quando desejarem visitar as praias do nordeste, em especial da Paraíba e do Rio Grande do Norte, verifiquem a possibilidade de conciliação da sua viagem com as competições previstas no calendário da Federação de Orientação da Paraíba.

Para saber mais: http://www.orientacaoparaiba.com.br

Boas rotas \o/
orientistaemrota

sábado, 5 de setembro de 2015

Momento histórico: eleições para novo comando da CBO

Olá, amigos orientistas!

Estamos passando por um momento especial para nossa modalidade. Hoje, dia 05 de setembro de 2015, será realizada uma Assembleia Geral cujo objetivo é eleger uma nova diretoria para a CBO.
Ocorre que a eleição realizada em janeiro deste ano apresentou alguns percalços e, como solução paliativa, foi nomeada uma diretoria interina a qual foi a responsável por tornar viável a realização de nova eleição. Clique aqui e leia a Ata decorrente desta assembleia.
Numa rápida retrospectiva temos: a criação da CBO em 1999; um crescimento considerável no número de federações, clubes e adeptos ao longo dos seus 10 anos; o alcance de (teoricamente) 10000 atletas filiados em 2010; a realização dos Jogos Mundiais Militares em 2011, com a equipe brasileira feminina alcançando o bronze no Revezamento; a realização do WMOC em 2014, na Serra Gaúcha; e em 2015, a proposta de banimento da CBO pela Assembleia da IOF (leia aqui uma publicação do orientistaemrota sobre o assunto). Toda esta linha do tempo foi marcada por um único nome no comando.
Não seria surpresa dizer que todos os orientistas brasileiros conhecem ou ao menos já ouviram falar de José Otávio Dornelles. Sua trajetória no comando da modalidade deve ser respeitada.

Novos rumos
Esta AGE tratará, ainda, da prestação das contas da CBO, a qual apresenta evidentes pendências, e da definição do orçamento anual. Clique aqui e leia o Edital de Convocação 02/2015.
A única chapa disposta a administrar o legado da CBO é composta por experientes orientistas, conhecidos no circuito e conhecedores da gestão de competições, clubes ou federações.
A carta de intenções da chapa Conciliação e Renovação foi divulgada por email e merece a leitura por todos os orientistas. Conhecendo os protagonistas, as ideias e promessas, teremos melhor noção do que esperar e do que cobrar dos eleitos.
Clique aqui e acesse a Proposta de Candidatura da Chapa Conciliação e Renovação.
As regras da eleição estão publicadas no site da CBO. Embora sem nenhum destaque, foram aparentemente cumpridos os requisitos estatutários necessários para a realização legítima do certame. Nos parece que, desta vez, não teremos uma repetição da desastrosa eleição realizada no início do ano.

Orientando o mapa
Ficaremos de olho nos próximos acontecimentos. Desde já, desejamos uma produtiva Assembleia Geral. Acreditamos que a transparência nas ações e a colaboração de toda comunidade orientista serão preponderantes para que nossa modalidade retorne à rota do avanço e da excelência no campo desportivo.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 30 de agosto de 2015

Quem tem medo da Orientação?

Olá, orientistas.

Vez ou outra vale refletirmos sobre os caminhos da nossa modalidade.
Participei recentemente de uma "corrida de obstáculos" que se tornou mania nacional e também no exterior. Trata-se da Bravus Race.
Foto Suely Santos
Para quem não conhece, esta é uma prova cujo principal objetivo é se superar transpondo todos os obstáculos propostos pelos organizadores. Na etapa de Brasília os obstáculos foram desde a transposição de muretas até a travessia de um tanque com água e gelo. No total, foram mais de 20 obstáculos que realmente desafiam. E quantos participantes? Pasmem, aproximadamente 3 mil pessoas.
Foto Suely Santos
Fiz a atividade com outros dois orientistas e, como era de se esperar, não tivemos tanta dificuldade.
Você deve estar se perguntando: "mas e o que isso tem a ver com a Orientação"? É sobre isso que gostaria de dividir com vocês algumas reflexões.

A Orientação é uma atividade fascinante, e se você está lendo este texto, muito provavelmente é ou aspira ser um praticante. Ocorre que, ao menos comigo, várias foram as vezes que me perguntaram sobre o esporte e várias foram as vezes que convidei pessoas para conhecerem e participarem. Entretanto, em muitas das vezes ouvi colegas dizendo que não praticariam por terem "medo de se perder" ou de se acharem incapazes de enfrentar os obstáculos naturais do nosso campo de jogo.
Aí está a comparação que faço com a Bravus Race.
Cá entre nós, como é que as pessoas temem fazer orientação mas chegam a pagar quase 200 reais (preços variaram de 110 a 199 reais) para superar os obstáculos da Bravus?

É fato que nossa modalidade ainda não conseguiu encher os olhos dos patrocinadores e da mídia. Mas ainda assim, vale analisar quais são os motivos que levam milhares de pessoas a enfrentar uma Bravus sem nem ao menos experimentar a Orientação.

Particularmente, uma das coisas que creio nos deixa para trás é a nomenclatura que adotamos. Como explicar aos colegas que o nome do esporte não é Corrida de Orientação? Adotamos a nomenclatura que nos afasta, ao menos em termos de marketing, do grande negócio que se tornou a Corrida de Rua. Pior, não estamos aproveitando o fato de que muitos desses ditos corredores atualmente procuram outros desafios. Ecocross, Cross Parques, Bravus Race, Night Run, Corrida de Montanha, Up Hill, são exemplos claros de que as pessoas estão na busca por formas de se exercitar fugindo a cadência do asfalto. Não se esqueçam que uma inscrição em qualquer desses eventos tem um custo médio mínimo de 50 reais.

Tudo bem, deixemos de utilizar o termo "corrida". Este não é o único problema.
Nossa modalidade adota rigor excessivo, por exemplo, na criação de pistas treino. Em nosso caso, se você quiser montar um espaço para treinos num dos parques da sua cidade, antes deverá obter a chancela da CBO. Um campo de futebol não precisa de autorização da CBF para ser criado.

Outra questão que julgo de extrema importância diz respeito à formação de novos orientistas.
Os cursos de iniciação parecem estar longe do que deveria ser seu objetivo. Um único final de semana, avaliação minha, não torna apto o recém orientista a enfrentar uma pista sequer na categoria N. Em minhas andanças fotografando as provas, já posso identificar facilmente aqueles que acabaram de passar pelas clínicas. Pecam, por exemplo, em orientar o mapa já no prisma zero. Aqui em Brasília a primeira prova dos novatos atualmente conta com o apoio de orientistas mais experientes os quais se encarregam de acompanhar e dirimir dúvidas neste momento crítico. Boa medida! Sobre os cursos de iniciação e palestras, encerro perguntando qual o percentual de praticantes permanecem efetivos na modalidade? 


Claro que na Bravus ou nas demais provas de corrida rústica uma grande diferença é que não há a necessidade de formação mínima. Basta um par de tênis e a vontade de encarar os desafios propostos. Mas é aí que devemos agir. Nossa modalidade é muito mais que uma simples corrida. Há o desafio mental. É uma corrida inteligente! E formada por praticantes diferenciados. Temos os benefícios do xadrez, da corrida e da educação ambiental numa só modalidade.

Precisamos conversar mais, criar material científico. Avaliar nossas provas, nossos cursos de formação. Perguntar, por exemplo, aos paraibanos como conseguem colocar nas suas etapas locais mais competidores que as etapas do CamBOr. Planejar visando o crescimento sustentável da modalidade. Deixar de lado o bairrismo e as regras injustas. Trabalhar para que alcancemos novamente o respeito da IOF e de seus países filiados. Dividir conhecimentos e partilhar os sucessos e insucessos para que nossas provas alcancem a excelência.



Quem sabe consigamos num curto espaço de tempo tornar a Orientação também uma "mania" nacional e duradoura? Comecemos pensando no que podemos fazer para que aqueles que têm "medo de se perder" ao menos sintam o gosto viciante de encontrar o primeiro prisma!

Boas rotas \o/
orientistaemrota


sexta-feira, 31 de julho de 2015

WMOC 2015 - Long Final

Olá, estimados orientistas!

Amanhã será a grande final do WMOC 2015.
Fonte: http://omaps.worldofo.com/
Os competidores brasileiros esperam fazer bonito neste último dia do mundial. A expectativa é de um dia sem chuvas, com mínima de 12 e máxima de 17 graus.
Para a Final A foi classificado Gilson Schropfer (M40). A lista de partida completa está disponível clicando aqui.

Estamos na torcida para que todos completem seus percursos a contento.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quinta-feira, 30 de julho de 2015

WMOC 2015 - LQ2 - segunda qualificatória percurso longo

Olá, estimados orientistas.

Hoje ocorreu a segunda prova qualificatória do WMOC2015.
Felizmente, a chuva deu uma trégua e nossos atletas tiveram um dia de clima bom para desenvolverem suas rotas.

Foto: Roberto Alves
A relação de classificados para a Final A ainda não foi divulgada, mas já podemos estimar que alguns nomes provavelmente comporão esta lista em suas respectivas categorias. As maiores esperanças recaem sobre os atletas Jadir Pereira (M50) e Gilson Schropfer (M40), cujas somas dos tempos das duas Long Qualify (LQ1+LQ2)  os posicionaram entre os 50% melhores de suas respectivas chaves.
Foto: Roberto Alves
Interessante notar que houve uma categoria cujo percurso LQ2 foi anulado. Trata-se da categoria e chave W65-3. Segundo a organização do evento, o percurso foi cancelado devido a erros na descrição dos controles (sinalética) distribuída. Para estes competidores, a classificação para a Final A será baseada somente nos resultados da LQ1. 

fonte: http://www.wmoc2015sweden.se/
O incidente vale para nós brasileiros avaliarmos a agilidade ao tratar do equívoco e o cumprimento do regulamento em tempo hábil. Também trataram de divulgar de imediato a decisão tomada. Excelente aprendizado.

Amanhã é dia de descanso merecido para os competidores.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 29 de julho de 2015

WMOC 2015 - LQ 1 - primeira qualificatória percurso longo.

Olá, amigos orientistas.

Hoje foi a primeira qualificatória (LQ1) do percurso longo no WMOC2015.
Como vocês podem ver, foi debaixo de muita chuva.

Foto de Luiz da Guia
Os resultados parciais dos nossos orientistas estão disponíveis clicando aqui.
Amanhã será a segunda qualificatória, a LQ2. Com base nos resultados das qualificatórias os melhores classificados de cada categoria formarão as respectivas Finais A e os demais formarão as Finais B e assim por diante, a depender da quantidade de competidores inscritos.
Estamos na torcida para que nossos competidores completem suas rotas a contento.

Boas rotas \o/
orientistaemrota