quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Participamos do Campeonato Paraibano de Orientação - IV Etapa - Campina Grande-PB

Olá, estimados orientistas.

No dia 13 de setembro estivemos em Campina Grande, distante 110km da capital da Paraíba, João Pessoa.

Nossa viagem não foi somente para visitar as praias da região. Nosso objetivo foi unir o turismo à Corrida de Orientação. O planejamento foi simples: observar o calendário de competições da FOP e efetuar a compra das passagens de forma a conciliar os passeios com a prova em si.
Praia de Cabedelo

Vocês podem estar se perguntando: e por que escolheram uma etapa do campeonato paraibano?
A resposta é igualmente simples: o campeonato paraibano é um dos torneios de maior público na orientação brasileira. Só nesta IV etapa, foram mais de 400 inscritos. O sucesso de público chama a atenção. Basta comparar com os números de inscritos nos campeonatos nos quais você, leitor orientista, participa.

A inscrição foi efetuada conforme boletim divulgado no sítio eletrônico da FOP, sendo necessário solicitar por email a ficha de inscrição. A partir daí, aguardamos a data da viagem e partimos rumo a João Pessoa, carinhosamente apelidada de “Jampa”.
Vida de turista na sexta e sábado, com direito a uma corridinha na praia para soltar a musculatura. O passo seguinte foi aguardar até domingo pela manhã e partir rumo a Campina Grande.
Já no trajeto percebemos a beleza da região. Claramente saltaram aos olhos as formações rochosas, muito parecidas com as encontradas em algumas regiões de Portugal e Alemanha.


A quantidade de participantes é algo que merece destaque. Também ficou evidente o clima de congraçamento entre os presentes. No dia da prova, por exemplo, foi comemorado o aniversário do João Pedro Mazzaro, o Pepeu. O bolo, com decoração alusiva à Corrida de Orientação, foi degustado antes das nossas fotos ;-)
Aparentemente, os orientistas tanto do Rio Grande do Norte quanto da Paraíba aproveitam as oportunidades e participam consorciando tanto o Campeonato Paraibano quanto o Campeonato Potiguar de Orientação. Uma forma bastante interessante de aprimorar as habilidades do orientista e prestigiar os colegas vizinhos. Tal modelo ocorre em outros cantos do país, como nas provas do Distrito Federal e de Goiás.



O Campeonato Paraibano de Orientação possui uma bela parceria com o SESI local. Trata-se do projeto SESI Atletas do Futuro. Para saber mais, clique aqui.





Quanto à prova em si, vale tecer alguns comentários, com o objetivo de aquecer um debate sobre como tornar as competições mais seguras e agradáveis, sem perder o caráter de disputa. O primeiro deles diz respeito à existência de muitos espinhos e urtigas. A foto abaixo é de uma camiseta pós-prova, e depois de retirada grande parte dos espinhos.

Vários atletas tiveram que atravessar áreas com este tipo de vegetação (a planta em questão é a Bidens Pilosa, popularmente conhecida por picão-preto ou carrapicho-agulha, entre outros). Uma situação extremamente incômoda e que percebemos existir em outras regiões. A camiseta da foto e a calça utilizadas estão aposentadas, pois água quente ou deixar de molho não foram receitas suficientes (se alguém tiver um macete mais simples que a retirada individual dos espinhos, comente aqui ;-) ).
Picão-preto - Bidens Pilosa L.
Já em relação às urtigas, houve alerta em boletim frisando a existência deste tipo de vegetação. Ponto positivo \o/ Pena que não havia a demarcação no mapa.
O segundo ponto diz respeito às áreas do campo de prova que eram de difícil transposição, mas que foram legendadas como 401, 402 ou 403. Também a definição de quais trilhas apareceriam nos mapas não proporcionou um entendimento rápido. Mas este comentário em nada desabona a organização, pois em uma única prova não temos parâmetros suficientes para tornar justa uma avaliação de possíveis falhas.
Em alguns mapas de competições em outras localidades, os organizadores delimitam estas áreas com legenda de local de perigo (710), tal qual em áreas que possuem abelhas. Vale avaliar quais os impactos deste tipo de demarcação nos mapas. Outra alternativa pode ser a não realização de provas nas épocas de maior incidência de condições danosas causadas por determinadas plantas.
Conhecendo as reais dificuldades do campo de provas, a atividade de encontrar os prismas torna-se mais agradável, pois nosso esporte é calcado no poder de decisão do próprio competidor.
Mas essa sugestão em mapa é assunto para debate com os colegas mais experientes, quiçá num congresso técnico científico.




Em que pesem os espinhos trazidos na bagagem, o saldo foi extremamente positivo. Ver o quanto este esporte está crescendo fora do eixo sul, poder aliar a modalidade com o turismo, perceber as dificuldades de terreno e vegetação tanto para organizadores quanto para competidores e, melhor ainda, ter a oportunidade de refletir sobre como tornar a Corrida de Orientação mais atrativa, são só alguns dos pontos de destaque que essa viagem de orientista pode proporcionar.

Aqui um pequeno vídeo para que vocês possam "sentir o clima" de uma etapa do Campeonato Paraibano de Orientação (https://youtu.be/HH0WAhWp7jA ):

Agradecemos imensamente a acolhida dos organizadores do evento e recomendamos aos colegas de outros estados que, quando desejarem visitar as praias do nordeste, em especial da Paraíba e do Rio Grande do Norte, verifiquem a possibilidade de conciliação da sua viagem com as competições previstas no calendário da Federação de Orientação da Paraíba.

Para saber mais: http://www.orientacaoparaiba.com.br

Boas rotas \o/
orientistaemrota