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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Calendário do Orientista

 Olá, estimados orientistas e também praticantes de atividades outdoor.


Elaborei um calendário com eventos de corrida de orientação e também de corridas trail. Assim, posso me organizar melhor tanto em termos de preparação quanto na logística para participar das provas e treinos.

O calendário tem como fonte o site da CBO, os informativos das Federações e clubes, redes sociais e o site da IOF. Então, é provável haver alterações. Mas vou tentando atualizar sempre que possível.

Com este calendário disponível na palma da sua mão, será muito mais fácil saber tudo que está acontecendo no nosso meio. De uma maneira mais prática, ao invés de ter que acessar sites ou informes dos organizadores.

E também está integrado a este blog, aqui ao lado. Então, sempre que vier por aqui, você terá uma visão geral dos eventos do mês. Para maiores informações, basta clicar em cada data.

Também incluí as provas do campeonato Corridas de Montanha. As provas trail e de corrida de aventura são muito interessantes para os orientistas. Primeiro porque acredito que temos uma capacidade técnica melhor em comparação com os trilheiros (nós não corremos somente em trilhas). Segundo porque estamos muito restritos às provas de corrida de orientação, o que limita nossa visão sobre organização de eventos e captação de adeptos.

Para acessar o calendário, clique aqui.

Se você quiser integrar diretamente ao calendário nativo do seu smartphone (IOS ou Android), pode clicar aqui.

Seja inteligente! Pratique corrida de Orientação.

Kako  \o/.

terça-feira, 29 de março de 2022

Análise de rotas I Etapa do CODF 2022

 Olá, orientistas e amantes dos esportes outdoor.


Foi dada a partida para o Campeonato de Orientação do Distrito Federal e este post é para avaliarmos minhas escolhas no mapa da categoria H Master A (categoria que disputo atualmente).

Como sempre faço nas análises de rotas, lembro a vocês que minha meta inicial é realizar todo o percurso num pace médio de 7 min/km e percorrer, no máximo, 20% de distância além da distância da linha vermelha.

Nesta prova o mapa da HMA apresentou 5,4km de distância, com 185m de desnível. Portanto, considerando a meta, eu deveria percorrer até 6,5km de distância em pouco mais de 45 minutos. A área era de terreno bem movimentado, com a maior parte em campo limpo e áreas de árvores esparsas. Era possível observar a existência de três grandes elevações, as quais foram inteligentemente abordadas pelo traçador de percursos. Ainda com relação ao mapa, vale ressaltar que o traçador (Alberto Amaral) e o árbitro (Humberto Rizzi) propiciaram uma pista que primou pela navegação, com opções de rotas ponto a ponto e atendendo ao princípio "no green" (evitar colocar o atleta para ´cortar mato´). Foi muito agradável executar este percurso, que exigiu muito da parte física, trouxe excelentes desafios mentais e me fez utilizar praticamente todas as técnicas que aprendemos ao longo do tempo.

Abaixo o mapa com minhas rotas (clique para ampliar):


Rota do triângulo para o ponto 1


O que planejei: sair lentamente pela parte alta da elevação, minimizando o desgaste físico da transposição da elevação, aproveitando as curvas de nível. Nas proximidades do ponto 18, iniciar leitura fina utilizando como ataque o bordo da vegetação.

O que fiz: na saída do triângulo, observei que a vegetação condizia com o mapa, permitindo uma corrida livre. Executei a subida sem avaliar adequadamente a possibilidade de seguir pela direita, aproveitando as curvas de nível. Após passar pelas valas secas, aumentei a velocidade e passei pela cerca próxima ao ponto 18. Dali cheguei ao próximo checkpoint que era o bordo da vegetação próxima à nascente e ataquei o ponto observando o relevo. Na imagem acima observem em vermelho os checkpoints e em rosa as linhas de segurança.

O que deveria ter feito: a opção de iniciar em subida foi calculada tendo em vista a segurança que eu precisava para entrar no mapa. Uma opção poderia ser a alternativa em roxo na imagem acima. Observem que considerei, ainda, a condição física necessária para completar todo o percurso.

Rota do ponto 2 para o ponto 3


O que planejei: sair em azimute com erro proposital para a direita. Atravessar a cerca e seguir em direção ao ponto (esquerda) observando a vegetação e a vala seca. Em rosa está a minha linha de segurança.

O que fiz: segui conforme o planejado.

O que deveria ter feito: uma opção seria utilizar a cerca em ruína pela esquerda e atravessar a vegetação menos densa, utilizando como checkpoint a árvore de destaque. Dali, seguir em azimute até o ponto.

Rota do ponto 7 para o ponto 8

O que planejei: pegar a estrada até notar a diferença de vegetação, contando a distância percorrida, e atacar o ponto.

O que fiz: segui em velocidade pela estrada, mas me perdi na contagem de distância. Daí fui pelo bordo da vegetação chegando até uma parte aonde a cerca era aparente. Observei toda a clareira e percebi que havia passado do ponto. Retornei para vasculhar, sendo que um competidor acabou entregando o ponto. Neste erro, percorri 150m além do necessário. Isto me custou pouco mais de 1 minuto.

O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, acrescentando as duas árvores de destaque como ponto de ataque.

Rota do ponto 13 para o ponto 14

O que planejei: contornar a elevação pelas curvas de nível, contando as valas secas e a distância. Utilizar como ataque a quarta vala seca, que também era a linha de segurança.

O que fiz: segui conforme o planejado, embora não tenha conseguido me manter na mesma curva de nível. Observem que desci muito a partir da terceira vala seca. Ainda, havia mais dois outros atletas da mesma categoria os quais sugeriram que eu já havia passado do ponto. Mantive a concentração e obtive êxito.

O que deveria ter feito: em laranja estão as duas opções. Pegar a trilha indistinta ou, chegando na terceira vala seca, subir contornando a vegetação e utilizar a vegetação mais fechada como ponto de ataque, por cima do ponto 14.

Rota do ponto 18 para o ponto 19

O que planejei: descer a elevação, utilizando a cerca como corrimão. Utilizar como primeiro checkpoint a diferença de vegetação com a cerca e o segundo checkpoint a segunda cerca após a linha d'água. 

O que fiz: segui conforme o planejado, mas percebi que estava distante da cerca e descendo muito rápido. Notei, ainda durante a descida, que teria que subir novamente após os checkpoints. Mas já não seria prudente alterar a estratégia. Após o segundo checkpoint, subi em direção ao ponto 19 tendo a cerca como linha de segurança.

O que deveria ter feito: apesar da vegetação esparsa, utilizar uma das duas opções em roxo seria mais proveitoso. O tempo gasto para subir novamente pode ter refletido em um esforço físico maior, mesmo em comparação com aqueles que optaram por passar próximo aos reservatórios de água.


As demais rotas eu considerei dentro da normalidade. Então, sintam-se à vontade para darem seus pitacos. Basta utilizar o campo de comentários no final deste post.

Aqui o vídeo do meu percurso. Nele vocês têm a oportunidade de vivenciar mais de perto o que foi esta prova. Observem o relevo e a vegetação. Espero que gostem.


E se você quiser contribuir financeiramente para a manutenção do blog e do nosso canal no YouTube, acesse a Decathlon clicando aqui. Uma parte do valor que você gastar será revertida para nossos projetos.


Boas rotas \o/

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.


terça-feira, 15 de março de 2022

Pista Treino no Parque Ecológico de Águas Claras - DF

 Olá, estimados orientistas em galera do outdoor.

No dia 12 de março, tivemos mais um treino aqui no DF. Dessa vez, a arena escolhida foi o Parque Ecológico de Águas Claras. Um parque urbano muito bem localizado na satélite de mesmo nome.


Foi utilizado o app MapRun6, que rendeu toda aquela gama de funcionalidades que tanto encanta aos orientistas (rotas no RouteGadget, apuração instantânea, tabelas de resultados no SplitsBrowser, visualização do seu percurso sobre o mapa e sobre o terreno etc.).


Fiz algumas fotos e as deixei disponíveis neste álbum aqui.

E se você estiver aqui por Brasília, acesse o aplicativo e vá lá curtir a pista e deixar seu nome no ranking. Este percurso está garantido durante todo o ano de 2022. O mapa está disponível em formato .pdf, para quem quiser baixar e imprimir.


Boas rotas \o/

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Praticando a corrida de Orientação com uso do MapRun6 no Parque Bosque do Sudoeste, em Brasília-DF

 Olá, orientistas e entusiastas dos esportes outdoor e de navegação.


No dia 06 de fevereiro de 2022, realizamos no Parque Bosque do Sudoeste uma pista treino com mapa impresso e prismas físicos, utilizando o MapRun6. 


Foram aproximadamente 50 orientistas que aproveitaram o momento para reviver uma pista sprint e usufruir dos benefícios do aplicativo MapRun6. Ainda, uma oportunidade de treino preparativo para o Troféu Cerrado de Orientação 2022.


Quem quiser praticar o esporte no Parque Bosque do Sudoeste basta acessar o mapa no aplicativo MapRun6 (disponível para Android e IOS). O aplicativo também permite o download do mapa em formato .pdf para impressão. Portanto, é possível praticar usando a tela do celular ou o mapa impresso. A segunda opção considero a melhor, pois o aplicativo fará o papel de um chip de controle e do sistema de apuração. Aproveitem!

Abaixo um vídeo da pista, no formato "tempo real":


Também fiz alguns registros e juntei neste pequeno álbum de fotos. Clique aqui para ver as imagens. 


Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Mapas e azimutes para 2022

 Olá, estimados orientistas e trailrunners.


Fechamos o ano de 2021 com mais de 40 lives. E a temporada de 2022 já começou. 

Em 2021, ainda sob impacto da pandemia da Covid19, ainda assim conseguimos acompanhar a realização de vários eventos. Tivemos, enfim, o CamBOr 2021, a Copa Sul, e alguns eventos locais. Vários estados se mobilizaram para proporcionar ao menos um torneio de orientação. E tivemos, enfim, o uso do MapRun6 em uma prova na cidade de João Pessoa, na Paraíba. Quem fez as honras deste evento foi o casal Estrela e Suênia, do clube Corele.

Ainda com relação ao CamBOr 2021, fizemos a doação de R$93,79 ao Calangos do Sertão. Este foi o valor decorrente das compras que vocês realizaram na Decathlon, utilizando os links que compartilhamos nas nossas lives do YouTube. O Calangos do Sertão fez uma campanha de arrecadação financeira para custear a ida de alguns de seus atletas ao campeonato brasileiro.

Agora em 2022 já foi inaugurada a primeira Pista Permanente de Orientação em Salvador, Bahia. Também utilizando o MapRun6. O clube Carcará Expedições e Aventura é o responsável. E logo no início de fevereiro teremos o II City Race de João Pessoa. Seguindo o sucesso da primeira edição realizada em 2021, tendo o MapRun6 como sistema de apuração e registros.

Infelizmente, o POM (Portugal O-Meeting) foi cancelado. Isso reforça a importância de levarmos a sério os reflexos da atual pandemia. Este evento é considerado como um dos melhores do mundo, além de ser a abertura oficial da Orientação Pedestre mundial. Esperamos que em 2023 tenhamos, enfim, uma grande festa nas terras portuguesas.

Aos poucos, o mapa de competições de orientação no Brasil vai se desenhando. 

Já as provas de corridas de trilha, corrida de aventura e treking estão com seus calendários bem robustos. Em Brasília, por exemplo, teremos em março a volta do Circuito Ecocross. Ocorrerá no Morro da Capelinha. E em Campos do Jordão foi divulgado o boletim do Rocky Mountain Games 2022. 

Não custa lembrar que todas essas provas nacionais dependem do aval das autoridades sanitárias.


Boas rotas \o/


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Pista Permanente Parque de Águas Claras - MapRun6 - Mapa para download

 Olá, estimados orientistas.

Quem estiver em Brasília pode aproveitar o aplicativo MapRun6 e realizar um percurso de corrida de Orientação no Parque de Águas Claras. O parque está a 25 minutos da capital, na cidade satélite de Águas Claras. Inclusive com acesso via transporte coletivo (metrô ou ônibus).

Você pode realizar o percurso utilizando somente o seu telefone celular ou imprimir o mapa em formato .pdf, que está disponível clicando aqui.

E para saber mais sobre o aplicativo, tem post aqui no blog e uma live muito interessante sobre o primeiro uso em evento oficial do MapRun aqui no Brasil.



Seja inteligente!

Pratique a corrida de Orientação.

\o/

Use o MapRun6 - ele veio para revolucionar a corrida de Orientação

 Olá, estimados orientistas.


É com enorme alegria que trago uma ótima notícia: agora temos o status de administrador da pasta "Brazil" no aplicativo de celular MapRun6.

Isso significa que podemos explorar todas as funcionalidades do aplicativo. Se você ainda não o conhece, vou explicar direitinho como utilizá-lo. Se já o conhece, saiba que esta versão 6 possui novidades.

O que é o MapRun6: é um aplicativo especificamente desenvolvido pelos australianos para os orientistas. Basicamente ele recebe um mapa georeferenciado e um percurso com as coordenadas geográficas. O aplicativo compara a exata posição do aparelho celular com as coordenadas de cada ponto do percurso. Se for um percurso em linha (ordem exata de cada ponto a ser percorrido), ele vai verificar se o aparelho celular passou por cada um dos pontos na ordem correta. Se for um percurso fazenda ou rogaine, aplicam-se as regras específicas de cada um desses modelos de pontuação.

Você pode utilizar o MapRun6 individualmente. Ou seja, pode fotografar e georeferenciar um mapa seu, ou simplesmente colocar uns pontos na imagem de satélite da área na qual você quer praticar a orientação. Entretanto, os resultados ficarão disponíveis somente para você, no seu aparelho.

Mas se você acessar um dos percursos que estão disponíveis diretamente no aplicativo, você poderá verificar seus resultados e comparar com os de outras pessoas que fizerem aquele mesmo percurso. Daí pode ser uma pista permanente de corrida de orientação (PPO) ou uma competição simples. Fizemos uma live específica para apresentar como foi o primeiro uso do MapRun6 em competições aqui no Brasil. O link está aqui embaixo e vale muito a pena assistir ao vídeo.


Bom, então, se você se interessou, o primeiro passo é entrar na loja de aplicativos do seu aparelho celular e baixar o aplicativo MapRun6. Ele é gratuito e os links estão aqui na página oficial do aplicativo.

Agora que você instalou o aplicativo, autorize ele a acessar sua localização e a emitir as notificações. Preencha seus dados corretamente. Seu nome, por exemplo, será exibido nos resultados das pistas que você participar. Portanto, se for em competição, é importante que seja o mesmo da sua inscrição.

   


Agora você tem uma opção bem interessante que é o botão QuickStart. Ele surge na tela após você clicar no círculo verde com 3 linhas. Esta opção te permite criar um próprio percurso. Também há a opção de criar um mapa kmz com base no georeferenciamento por 3 pontos.

    

Mas a melhor parte é você clicar no botão de selecionar eventos e buscar algum disponível. De início já temos mapas em João Pessoa - PB e em Brasília - DF. Outros estados já demonstraram interesse e vão disponibilizar percursos muito em breve.

Após selecionar o percurso que for mais conveniente, basta clicar no botão Go to Start. Observe que o aplicativo vai abrir o mapa (caso não tenha restrições) e informar a condição do sinal de GPS.

E para iniciar seu percurso basta você seguir até o triângulo de partida. A partir daí começa a contagem de tempo e o MapRun6 vai registrar sua passagem em cada um dos pontos do mapa. Ao passar pelo duplo círculo será finalizado seu percurso e o aplicativo vai fazer a transmissão do seu tempo para o sistema.

Bom, basicamente é isso. Há muito mais recursos que podemos explorar com o MapRun6. Por exemplo, lá nos resultados do City Race João Pessoa é possível acessar o Rout Gadget e ver as rotas de todos os competidores. Também há um link específico para o SplitsBrowser. Dê uma olhada e veja como são interessantíssimas essas possibilidades!

Falando em possibilidades, o aplicativo pode muito bem ser utilizado como sistema de cronometragem e rastreamento em corridas de aventura, corridas de rua, MTBO etc. 

Na live cujo link está no início deste post, temos um debate interessante sobre os principais benefícios e algumas dificuldades no uso do MapRun6. De muito positivo: não há a necessidade de se colocar os prismas no local de prática; há uma exigência mais apurada para o orientista, já que ele tem que chegar no objeto sem aquela facilidade que é ter um prisma no seu campo visual; não há necessidade de gastos com sistemas de apuração, já que o sistema de cronometragem já está embutido no aplicativo; você tem o seu resultado em tempo real e ainda pode comparar com outros que fizeram o mesmo percurso; dá para criar uma disputa parecida com aquelas do Strava, já que se o percurso for liberado, tipo Pista Permanente, você pode tentar superar algum orientista, ou ser superado; por falar em Strava, o MapRun6 tem integração com este outro aplicativo. E quanto aos aspectos que entendo carecerem de mitigações temos: para aproveitar o MapRun6 é obrigatório o uso de um aparelho celular ou relógio Garmin compatível; carregar um aparelho contigo pode exigir uma cinta, ou braçadeira ou algum outro acessório; em caso de chuva ou muito suor, pode haver algum dano ao aparelho; a localização via satélite dos celulares, embora já bastante confiável, pode ser menos precisa em alguns aparelhos.

Portanto, é importante avaliarem o uso do MapRun6 em competições oficiais de maior escala. Tenho comentado com outras pessoas que ele não veio para substituir os sistemas tradicionais de apuração. Mas sua chegada torna o ambiente de orientação mais transparente, democrático e divertido.

Informes mais técnicos podem ser esclarecidos nos foruns disponíveis no site do aplicativo ou diretamente comigo. O objetivo é que tenhamos muitas pistas treino espalhadas por todo país, com acesso livre a todos os orientistas. Além disso, tenho certeza que teremos muitos eventos utilizando este novo modo de curtir a corrida de Orientação.

Um detalhe importante: os desenvolvedores do aplicativo deixaram claro que existem custos para a manutenção do sistema. Então, caso você tenha interesse em ajudar financeiramente, entre na página do MapRun6 e faça uma doação. Eles aceitam cartões de crédito e paypal.

Já se você quiser explorar os recursos e criar seus próprios treinos, por exemplo, clique aqui para mais informações. Esta página é especificamente destinada aos novos usuários do app. Você pode criar atividades de orientação no seu bairro, num parque da sua cidade, numa escola etc.

Se você já utilizou o MapRun6, conta aqui nos comentários o que achou da experiência.

Ah, gostaria de deixar aqui registrados meus agradecimentos aos desenvolvedores do MapRun6, que sempre estão prontos para nos auxiliar, aos amigos que se dispuseram a testar o aplicativo, e a todos os orientistas que estiveram envolvidos no I City Race João Pessoa, realizado no dia 24/10/21. Não só o City Race, mas todas as pessoas que organizaram e participaram entraram definitivamente para a história da Orientação.


Seja inteligente!

Pratique a corrida de Orientação.

\o/




terça-feira, 15 de setembro de 2020

A corrida de Orientação no cenário de pandemia

Olá, estimados orientistas.

Ao ler sobre as medidas que várias modalidades desportivas estão tentando implementar para mitigar  o risco de contaminação não só para os atletas como para os expectadores e a comunidade envolvida, acabei refletindo sobre a grande oportunidade que temos nas mãos.

Se você se incomodou com esse primeiro parágrafo, não se preocupe. Essa era uma das intenções. Mas não apenas provocar. Vou apresentar algumas informações para que criem o seu referencial e, por conseguinte, as contribuições para utilizar na própria modalidade.
Nos esportes de arena (futebol, vôlei, basquete, MMA, tênis etc.) todos os protocolos que estão sendo criados buscam mitigar a possibilidade de contágio por meio de uma série de testes para os atletas e a realização dos eventos sem público. Exemplos que deram certo, e que deram errado, não faltam. Já houve contaminação em massa envolvendo um torneio de tênis promovido por Novak Djokovic; já houve partida de futebol cancelada minutos antes devido aos resultados de testes de laboratório; já vimos que não é possível realizar uma corrida de rua nas atuais circunstâncias.
Praticamente todas as modalidades desportivas tiveram os eventos de seus calendários 2020 cancelados ou adiados.
Nos esportes outdoor (corridas de rua, de aventura, skate, mtb etc.) as propostas de protocolos acabam sendo mais complicadas quando comparadas com os eventos que são realizados em espaços controlados (quadras, estádios, arenas, piscinas etc.). Apesar de serem atividades ao ar livre, em sua grande maioria, justamente o livre acesso e a falta de controle total do que é proposto acaba tornando mais difícil garantir que os participantes não serão contaminados.
Mas vamos falar mais especificamente da corrida de Orientação, remetendo à oportunidade citada no primeiro parágrafo.
Como todos sabem, a corrida de Orientação, generalizando, é uma modalidade realizada ao ar livre (não vamos tratar aqui do indoor-orienteering) e cujos competidores possuem horários de partida em pequenos blocos. Essa breve definição já nos permite inferir duas vantagens em relação a várias outras modalidades desportivas: realização em áreas abertas e largadas com fluxo que pode ser definido.
Alguns aspectos ainda precisam ser mitigados quando tratamos das possibilidades de contágio durante nossas atividades, sejam treinos ou competições: o fluxo de pessoas nas arenas, o contato entre atletas nos pontos de controle (prismas) e o comportamento dos próprios atletas no pós-prova (reuniões, debates sobre mapas etc).
Algumas atividades e experiências no âmbito da corrida de Orientação já apresentam soluções para lidar com os riscos de contaminação. Dentre elas, o uso de EPI para a equipe organizadora do evento; a eliminação de pontos de concentração pré e pós-prova; maior intervalo entre as partidas; menor número de atletas por bateria de largada; fim dos espaços destinados a alimentação, apuração, banheiros e fotos; ausência de premiação.
Importante analisarmos tecnicamente todas as ações propostas em em andamento que visam o retorno das atividades externas da corrida de Orientação.
Faz algum tempo, versei aqui sobre a gestão de riscos na modalidade. Inclusive apresentei uma tabela a qual foi copiada e é utilizada até hoje por muitos organizadores. Bom, a gestão de riscos possui alguns princípios os quais vou resumir na sequência abaixo:
  • identificar os perigos;
  • realizar uma análise das consequências advindas dos perigos, em termos de probabilidade e severidade;
  • atuar frente aos riscos isolando, eliminando ou mitigando as causas;
  • avaliar se as medidas adotadas foram eficazes e retroalimentar o sistema.
Transpondo essa lógica de ações na corrida de Orientação considerando o cenário atual de pandemia e os números elevados de contaminação e óbito em nosso país, podemos considerar o seguinte:
  • Perigos:
    • presença de atletas contaminados no local de treino/prova;
    • bases de controle;
    • banheiros químicos;
    • áreas de concentração;
    • ausência do uso de epi (máscaras);
    • reuniões pós-atividade no local de treino/prova;
    • uso de SiCard ou cartões de picote;
  • Riscos:
    • atletas contraem a Covid19 no local de treino/prova;
    • atletas portadores sofrem complicações durante o treino/prova;
  • Ações frente aos riscos:
    • eliminar os pontos de concentração;
    • uso do SIAC ou outro meio sem contato;
    • aumento do intervalo entre partidas;
    • uso obrigatório de máscaras na arena;
    • EPI para toda equipe de organização;
    • ampliar áreas de estacionamento;
    • envio de informes de conscientização sobre a Covid19;
    • diminuição do número de treinandos/competidores por pontos de controle (gestão dos percursos);
    • incentivar o uso de SIAC ou outros equipamentos sem toque;
    • envio de resultados via web;
    • realização de eventos remotos pré e pós atividades (lives, videoconferências etc.).
Para concluir, é imprescindível que os organizadores desses eventos respeitem as regras locais definidas pelas autoridades sanitárias.
Voltando, então, à afirmação de que a pandemia é uma grande oportunidade para nosso esporte, lembro a vocês que os demais tipos de corrida, cuja partida é em massa, dificilmente poderão adotar os mesmos protocolos.
É aí que vejo que podemos conquistar os corredores de rua, de trilha, de montanha, os ciclistas de asfalto, de MTB, os corredores de aventura e todos aqueles esportistas que não querem ficar parados ou que estão ampliando os horizontes para novos desafios.
Precisamos criar meios de divulgar nosso esporte e o quão ele pode ser seguro mesmo em um período tão complicado. Claro que é fundamental que essas medidas sejam debatidas e criticadas, na busca de eficiência e eficácia.
E por falar em meios de divulgação, desde o último post já foram realizadas mais de 35 lives tratando do nosso esporte. Tem desde análises de rotas até lives de premiação das etapas do CamBOr Virtual. Se você ainda não assistiu, passe lá em nosso canal no YouTube e aproveite.

Se puder, deixe um comentário. Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto ou se você está participando de alguma atividade externa de orientação durante a pandemia.

Seja inteligente! Pratique a corrida de Orientação.
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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Lives dos orientistas no youtube

Olá, estimados orientistas.

Está disponível no canal Orientista em Rota, no youtube, a primeira de uma série de lives que pretendo realizar tratando de assuntos capazes de aprimorar nossos conhecimentos sobre o esporte.
Nesta primeira live, conversei com os amigos Roberto Alves e Gilson de Faria sobre eventos internacionais de orientação. Passem lá, assistam e comentem o que acharam. Deixem suas impressões sobre o formato da conversa e sugestões de próximos assuntos.
Ah, se puderem, peço que se inscrevam lá no canal. Vocês serão avisados sempre que houver um vídeo novo e, assim que atingir 1000 inscritos, terei condições de fazer lives ao vivo.
Na mesma plataforma visitem o canal Orientista em Foco, do Júnior Dias, que também está com um projeto muito bacana de lives ao vivo. Hoje ele conversou com atletas sobre a mudança de categorias. Foi um bate papo de ótimo nível técnico.
Os projetos de lives são mais uma forma de aliviar a ausência de atividades de orientação ao ar livre durante este período de pandemia.

Seja inteligente! Pratique a corrida de orientação.
Boas rotas \o/

quinta-feira, 28 de março de 2019

CODF2019 - I Etapa

Olá, estimados orientistas.

O papo de hoje é sobre a abertura do Campeonato de Orientação do Distrito Federal 2019 – CODF2019.
O evento ocorreu na região do Poço Azul, na cidade satélite de Brazlândia. Um terreno de cerrado nativo, em terreno bastante acidentado, com presença de áreas com pedras, nascentes de rios e muitas trilhas com árvores (404), campos (401 e 403), mata de corrida lenta (406, 407 e 408) e mata intransponível (410).

A organização ficou a cargo do COASSEB - Clube do Rocha, que tratou de proporcionar muitos mimos aos participantes. Dentre eles, um café-da-manhã, sorteios de brindes oferecidos pelos apoiadores e a realização de um vídeo promocional tendo como atores principais os próprios orientistas.
Ao todo, foram mais de 170 competidores. Inclusive com a presença do orientista e atual vice-chefe do Executivo, o senhor Hamilton M. Também participaram da prova os novos orientistas que obtiveram certificado de participação no primeiro curso de formação de 2019.
Uma outra novidade é que para 2019 as medalhas comporão uma mandala. Ao final do torneio, os vencedores de cada categoria receberão como troféu uma base específica para afixar o conjunto de 4 medalhas recebidas ao longo do campeonato.

Quanto à parte técnica, os mapas e os percursos agradaram à maioria dos participantes. Os traçados primaram pela navegação e segurança. Entretanto, duas situações atípicas exigiram mitigação rápida: uma base eletrônica teve que ser substituída durante a prova e houve um equívoco na impressão de sinaléticas avulsas para duas categorias. Como é de conhecimento, neste caso (de erro na sinalética avulsa) o competidor deve utilizar as informações do mapa e nele consultar o descritivo dos pontos.
Abaixo o mapa geral do evento.

Os resultados estão disponíveis no site Helga-O.
O álbum de fotos está disponível clicando aqui.
Ah, assistam ao vídeo promocional elaborado pela Drone360. Segundo o presidente do COASSEB, Wallace Lucas, foi feito com muito carinho e no intuito de promover nosso esporte mostrando a todos como é divertido e gratificante praticar a corrida de Orientação:

E não deixe de comentar suas impressões sobre essa prova. As manifestações são importantes para que a FODF promova as melhorias necessárias em seus eventos e traga sempre boas novidades para todos.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 20 de março de 2019

Seletiva para o Mundial Estudantil de Orientação

Olá, estimados orientistas.

No último final de semana (16 e 17 de março) ocorreu a seletiva para a formação da equipe que representará o Bradil no Campeonato Mundial Estudantil de Orientação. O evento foi promovido sob responsabilidade da FODF e sediado no município de Luziânia-GO, no entorno do Distrito Federal. Também serviu para a CBO definir os selecionados para o JWOC2019, o Mundial Júnior de Orientação.


Essa seletiva é um momento histórico, pois a CBDE - Comissão Brasileira do Desporto Escolar -, num acordo inédito, vai custear os dez selecionados que irão nos representar no ISF World Student Orienteering Championships, que acontecerá em maio na Estônia. Já a CBO, solucionando uma alteração de última hora devido à desistência do apoio oferecido pela DEPA (Departamento de Educação Preparatória e Assistencial do Exército) se comprometeu a custear a ida de 5 atletas para o JWOC2019, na Dinamarca.
A disputa foi acirrada e emocionante. Nossos jovens atletas, nascidos entre 2001 e 2005, embalados pela torcida empolgante dos colegas e ao som dos gritos de apoio dos pais, responsáveis e técnicos, suaram a camisa para demonstrar o merecimento a uma das tão sonhadas vagas. Foram mais de 70 orientistas representando 11 unidades federativas da União.


Estiveram presentes no evento a CBO e a CBDE. Vale frisar que o representante da CBDE que acompanhou essa seletiva, após ver de perto nosso esporte, declarou que apoiará a modalidade inclusive na implantação das Federações nos estados que ainda não a possuem. A expectativa é ampliar a participação estudantil no âmbito nacional. Isso demonstra o enorme potencial da corrida de Orientação, seja em termos de organização e estrutura, seja enaltecendo os aspectos pedagógicos, ambientais e físicos que ela proporciona aos seus praticantes.


Sobre as disputas

Os estudantes foram divididos em quatro categorias (D1/H1 e D2/H2). Todas com nível A de dificuldade. No dia 16 foi realizado o Percurso Longo e no dia 17 o percurso Médio.
O local da disputa apresentou boa variação de relevo e vegetação, possibilitando mapas de excelente qualidade. A prova Longa se caracterizou pelos percursos técnicos e a prova Média, com boa parte dos percursos em área branca, buscou evidenciar características de velocidade e resistência dos competidores.


Os resultados das provas e a lista de selecionados estão disponíveis no site da CBO.
E nosso álbum de fotos está disponível clicando aqui.




Os atletas selecionados para participação no Mundial Escolar (Estônia) foram:
Categoria D2
Laura Viera Maia, de Minas Gerais, campeã da seletiva
Larissa Silva de Freitas, do Distrito Federal
Alana Santos de Souza, da Bahia
Aline Correia de Almeida, do Pará
Júlia Gaspar Rosal, do Pará
Categoria H2
Ryan Barbosa Castro, da Bahia – campeão da seletiva
Luiz Guilherme M. Mello, do Ceará
Arthur Ferreira Nascimento, do Pará
Bernardo Dutra Barbosa, do Rio de Janeiro
Victor Hugo C. Lopes Rego Pereira, do Rio de Janeiro
 
Os atletas selecionados para participação no Mundial Júnior (Dinamarca) foram:
Categoria D1
Kailani Ecke dos Santos, do Rio Grande do Sul, campeã da seletiva
Rafaela Souza Liborio Pettersen, de Minas Gerais
Categoria H1
Gean Carlos Soares da Silveira, do Rio Grande do Sul, campeão da seletiva
Lucas Cremonese Jaeger, do Rio Grande do Sul
Gabriel Azevedo Rodrigues Ferreira, do Rio de Janeiro


Parabéns a todos os orientistas e organizadores pelo sucesso na realização dessa seletiva.

Um recado aos selecionados

Desejamos uma excelente viagem às nossas delegações. Continuem focados na preparação, pois o desafio apenas está começando. Vocês terão pela frente a grata oportunidade de competir junto com atletas de nível internacional. Levem consigo a humildade para aprender mais. Tragam as experiências e as compartilhem com os orientistas que estarão aqui torcendo por vocês. 
Especificamente para os que vão à Dinamarca, não deixem de ler nossa experiência no WMOC2018, em Copenhagen (clique aqui e aqui).

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Análise de rotas - CODF2017 I Etapa

Olá, estimados orientistas.

No dia 26 de março ocorreu nas proximidades de Planaltina-DF a primeira etapa do Campeonato de Orientação do DF, o CODF2017. O evento seguiu o já consagrado padrão Brasília de organização.
Dessa vez o cenário escolhido foi o Haras Terra Vermelha. Uma prova de que o bem estar do orientista e de seus acompanhantes é fundamental no planejamento das provas.
Abaixo o mapa da H21E:


E aqui as minhas escolhas durante a prova. É sobre elas que vamos tecer alguns comentários nas próximas linhas.


Para facilitar a escolha de quais rotas merecem uma análise mais profunda, e para que vocês entendam a metodologia, continuo perseguindo realizar uma prova tradicional percorrendo até 20% a mais da distância em linha reta e num pace (tempo necessário para cada quilômetro percorrido) de até 7'/km. Como a prova apresentou uma distância de 8 km, meu limite de desvio seria de até 1,6 km. Portanto, minha distância total, para ficar dentro da meta, seria de 9,6 km. O tempo total deveria ficar próximo aos 70 minutos.
Reparem na tabela abaixo que percorri 10,2 km num tempo de 1h47'. Um pace médio de 10,30'/km. O desvio foi de 29,3%. Perto da meta, mas o tempo foi bem acima do desejado.

Tabela de parciais 

O melhor tempo dessa prova ficou com Simeão Fernandes, seguido por Leonardo Vieira. Minha performance garantiu o terceiro melhor tempo. Em conversa com o mesmo Leonardo Vieira, atleta integrante de equipe militar de orientação, ele acredita que os atletas de ponta conseguiriam completar este mesmo mapa em tempo abaixo dos 70'. Vale observar que a região deste mapa não possui área branca (eucaliptos, pinheiros ou similares).

Resultados no Helga-O

Informações gerais no QuickRoute

Notem no gráfico acima que grande parte do percurso atingiu a zona vermelha. Isso significa que a velocidade foi baixa, praticamente caminhando.

Rota do ponto 3 ao ponto 4:


O que planejei: voltar pelo ponto de entrada do ponto 3, e seguir por fora da vegetação. Atacar o ponto 4 depois de passar pela vegetação fechada.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a estratégia foi adequada. Uma outra opção seria sair do ponto 3 pela sua direita, pegando a estrada com cerca, medir a distância e atacar o ponto 4. Talvez essa opção pudesse garantir mais alguns segundos de vantagem.

Rota do ponto 9 ao ponto 10:

Rota até o checkpoint

Segunda parte da pernada
O que planejei: Essa é uma pernada de aproximadamente 1,1km. Para completá-la, percorri quase 1,5km. Foram 12 minutos num trajeto desafiante. Reparem que dividi em duas imagens, para melhor visualização e didática. Saindo do ponto 9, planejei seguir pela estrada mais próxima da linha vermelha. Seu final seria meu checkpoint. Dali traçar o restante da rota, dando preferência a circundar a elevação pelo seu lado esquerdo e pegar a estrada que dá acesso ao ponto 10. Diminuir a velocidade para chegar no pequeno talvegue e atacar o ponto.
O que fiz: A primeira parte do planejamento foi feita a contento, mas já percebi que a estrada mais à esquerda permitia melhor velocidade. Mantive o planejamento e fiz uma pequena subida. Já na segunda parte, após o checkpoint, notem que segui demasiado pela esquerda, chegando próximo ao ponto 13. Isso se deu devido ao pasto na área amarela. Não era de transposição fácil e ainda provocou um desvio inadvertido. Reparem que ao passar pela cerca minha velocidade diminuiu bastante (cor vermelha). Isso pode ter sido o ponto exato no qual iniciei o desvio incorreto para a esquerda. Nas proximidades do ponto 13 eu tive a impressão de já estar na estrada de acesso  ao ponto 10, próxima ao canto de cerca. Ao perceber que estava incorrendo em erro, diminuí a velocidade e encontrei a estrada, percorrendo-a em velocidade ainda baixa, dada a diminuição da confiança. Haviam outros competidores no local, o que aumentou o estado de alerta para que eu não os seguisse inadvertidamente. Mantive a contagem de passos e a observação tanto da elevação quanto da sinuosidade da estrada. O ponto de ataque foi correto e o objetivo foi atingido.
Como deveria ter feito: Seguir até o primeiro checkpoint definido no planejamento. Dali, a melhor opção parece ser seguir pelo lado direito da linha vermelha. Notem que há um corredor na vegetação o qual vai direto à trilha que dá acesso ao ponto de ataque para o prisma 10 (vide seta da direita na segunda figura.

Rota do ponto 17 para o ponto 18:


O que planejei: seguir pela trilha indistinta e atacar o ponto 18 tendo como referências a distância após a cerca e os pequenos talvegues.
O que fiz: fiz conforme o planejado até a cerca, que era o checkpoint principal. O ataque não foi eficiente, pois ao seguir pelas rochas, me desloquei mais à esquerda. Para corrigir, voltei para a área de clareira e só ali percebi um objeto especial (manilha) o qual permitiu o ataque correto. Ainda estou com a impressão de que havia outro conjunto de rochas mais à esquerda. Entretanto, pode ser aquela famosa impressão de orientista atabalhoado, rs.
Como deveria ter feito: o planejamento foi adequado. Seguir pela linha vermelha não era viável devido ao lago no meio da rota. Pela direita da linha vermelha o relevo impediria maior velocidade. O ponto crucial aqui seria uma maior atenção no momento do ataque e eliminar a ansiedade, observando o momento adequado do ataque fino ao ponto. A manilha garantiria o ataque correto ao ponto 18.

Rota do ponto 19 para o ponto 20:


O que planejei: seguir em azimute para o ponto 20.
O que fiz: acabei tendendo para a direita do ponto. Notem que é um declive.
Como deveria ter feito: seguir conforme o planejado, com atenção ao talvegue e ao montículo que serviriam de balizadores.

Rota do ponto 20 para o ponto 21:


O que planejei: ao sair do ponto evitando os dois barrancos, atravessar a área cultivada e alcançar a trilha, seguindo por esta até a travessia do riacho. Dali, afinar a orientação em direção ao ponto 21.
O que fiz: segui conforme o planejado.
Como deveria ter feito: este é um trecho que coloquei aqui para que vejam as possibilidades. Uma delas seria sair do ponto 20 pela direita e passar por entre os barrancos. A partir daí, seguir pela linha vermelha até atingir o ponto de travessia do riacho, já nas proximidades do ponto 21. A outra seria contornar ambos os barrancos pelo lado esquerdo, tal qual o planejamento, mas em seguida sair da área cultivada pela linha vermelha, também até o ponto de travessia do riacho. No entanto, ambas opções incorrem na travessia de um trecho cuja vegetação aparentemente não permitiria maior velocidade que aquela obtida na opção de alcançar a trilha. Só que a distância a maior obrigatoriamente passa a exigir uma boa velocidade para compensar a maior distância.

E aí, valeu a pena estudar este mapa? Se tiver alguma opinião, não deixe de emitir no campo de comentários ao final desta postagem.
Como de praxe, fizemos algumas fotos as quais estão disponíveis no nosso álbum de fotos. Para visualizá-las,  clique aqui.
E visite também os álbuns disponibilizados pelos orientistas e fotógrafos André Pivoto e Luis Fuzer - clique aqui.

Agora vamos até Tiradentes-MG, participar e aprender muito nesta I Etapa do CamBOr 2017.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

domingo, 14 de agosto de 2016

Análise de rotas II Etapa do CamBOr 2016. Parte II - Percurso Longo

Olá, estimados orientistas!

Conforme combinado, vamos à análise de rotas do Percurso Longo da II Etapa do CamBOr 2016. E já vale comentar com vocês as impressões gerais sobre esta prova.

Em que pesem todos os elogios ao evento (organização, amenidades, local escolhido, oferta de um Sprint Noturno), o primeiro dia de orientação tradicional acabou por ser traumático para muitos participantes. Num contexto geral, a principal reclamação foi corroborada pelos tempos finais em diversas categorias. Explicando melhor, muitas rotas eram obrigatoriamente desenvolvidas em locais de progressão lenta ou muito lenta. Um grande número de competidores levou tempo maior que 1h30’ para cruzar o pórtico de chegada.
Em conversa com um dos organizadores da I Etapa, perguntei sua opinião sobre o fato de muitos atletas levarem tempo muito superior ao estimado para o vencedor de cada categoria. Ele me lembrou que nem todo o competidor está focado no pódio. Muitos já têm como maior prêmio a satisfação de completar o percurso sem erros. Tenho que concordar. Este é um dos aspectos que torna nosso esporte tão espetacular.
Mas mesmo sob esta ótica, considero que a questão da navegação em si merece maior atenção nas próximas competições. Apesar de pouca, a experiência que tenho em eventos internacionais só confirma a ideia de que são muito mais agradáveis os mapas que nos permitem sair com o mínimo de arranhões, que nos permitam escolher entre várias rotas possíveis e com pontos de ataque em um raio menor que 100m. Particularmente, afirmo que não pratico Corrida de Orientação na expectativa de ser obrigado a atravessar muitos trechos 408 (aquele verde quase escuro, cuja velocidade de deslocamento é ate 60% menor que a de um terreno aberto).
Fonte: International Specifications for Orienteering Maps, in: orienteering.org.

Não há dúvidas, entretanto, que o grau de dificuldade apresentado pelo terreno e pelos percursos traçados “separou os homens das crianças”. Vejam abaixo meus momentos “criança”  ;-).

Como de praxe, apontarei os detalhes (em sua maioria, os erros cometidos) que julgo trazerem mais aprendizado para nós. O programa utilizado é o QuickRoute e os arquivos do GPS eu obtenho a partir do uso dos dispositivos Igotu ou Suunto. A metodologia é simples: responder às perguntas “o que planejei?”, “o que fiz?”, e “o que deveria ter feito?”.
Minha meta, como já comentei em análises anteriores, é percorrer um mapa num pace (tempo em minutos para percorrer um quilômetro) de 7’/km. E a distância real percorrida deve ser de, no máximo, 20% acima da distância da linha vermelha. Estatisticamente, tenho observado que um competidor (excetuando os de Elite) que atinja essas metas conseguirá completar o percurso dentre os primeiros colocados.
Neste Percurso Longo, a distância da linha vermelha foi de 5,8 km. Portanto, meu limite a percorrer foi de 7km. Essa distância num pace de 7’ deveria ser completada em, no máximo, 49’. Lindo no papel! Mas quando você pega uma sinalética de percurso longo e lê que a distância da linha vermelha é pequena (normalmente um percurso longo de CamBOr para a H35A supera os 7,5km), já deve imaginar que nem tudo serão flores.  

A primeira imagem é o mapa geral da prova:


Abaixo o quadro com as informações de cada trecho percorrido, sendo sublinhados em vermelho aqueles cujo desvio poderia ter sido menor, considerando os aspectos de terreno, leitura de mapa, técnicas de orientação e capacidade física. Para entender melhor, para alcançar o ponto 7, por exemplo, percorri mais que o dobro da distância em linha reta a partir do ponto 6 (diferença de 103,3%).


E estas são minhas escolhas. Notem que grande parte das minhas rotas está graficamente representada na cor vermelha. Isso significa que foram percorridas numa velocidade muito baixa. No meu caso, percorri 8.150m em 1h46’. Um pace aproximado de 13’/km.


Rota da partida ao ponto 1:


O que planejei: após o triângulo, continuar seguindo o aceiro, atravessar o riacho pela trilha e, a partir dali, azimutar para o ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: na figura vocês podem notar as opções disponíveis para alcance do prisma. Notem que na minha rota escolhida eu desci até o riacho e depois iniciei uma forte subida em direção ao ponto. Entretanto, me pareceu a opção mais veloz naquele momento. O orientista deve observar que um trecho que incorra em forte desgaste físico logo no início da prova aumenta a probabilidade de erros na leitura do mapa e na escolha das melhores rotas. Portanto, a opção mais adequada seria a trilha à direita do triângulo, passando pelo lago. Assim, o desgaste físico seria menor, já que seriam menos curvas de nível para subir, e a rota seria mais limpa e sensivelmente menor.

Rota do ponto 5 para o ponto 6:


O que planejei: seguir para a cerca, utilizando-a como corrimão até o aceiro da linha de alta tensão. Dali, seguir contando a distância em velocidade. Diminuir a velocidade ao chegar nas proximidades da trilha à esquerda. Dali, efetuar um deslocamento lento até encontrar a valeta, a qual seria o ponto de ataque.
O que fiz: segui conforme o planejado. Ocorre que o aceiro da linha aérea estava impraticável. Várias árvores cortadas em toda sua extensão tornaram o deslocamento extremamente lento. Passei a me deslocar mesclando a borda da vegetação e o aceiro. Foram percorridos 150m a mais que a distancia da linha vermelha, em pouco mais de 8’.
O que deveria ter feito: numa leitura mais atenta, teria observado que o mapeador demarcou o aceiro em rachurado. Uma opção mais curta seria chegar até a cerca e seguir pela sua esquerda, atravessar os barrancos e atacar o ponto por baixo, conforme a seta na imagem. Ocorre que a opção por atravessar os barrancos me colocaria em risco, além de ter que atravessar uma vegetação que, pelo visto nos deslocamentos até então, estaria tão ou mais difícil que o apresentado pela simbologia do mapa. Entram, portanto, questões relativas ao entendimento do mapeador e à confiança do atleta quanto à simbologia do mapa.

Rota do ponto 6 para o ponto 7:


O que planejei: descer e atravessar o riacho, tendo como barreira de segurança a cerca. Em azimute, seguir para a área próxima ao ponto observando a vegetação mais fechada, a qual serviria para definir o ponto de ataque.
O que fiz: segui conforme o planejado, embora numa progressão muito lenta devido à condição real da vegetação. O ponto de ataque passou a ser a formação em “V” da vegetação. Na primeira tentativa o ponto não foi encontrado, o que me fez retornar para a borda da vegetação e iniciar novo ataque, só que mais à esquerda. Novamente não obtive êxito, saindo da vegetação mais densa e atacando o ponto desta vez a partir de um cupinzeiro. Foram aproximadamente 180m e 6’ gastos além do necessário caso o primeiro ataque obtivesse êxito.
O que deveria ter feito: sair do ponto 6 em direção à trilha indistinta, usando como corrimão a valeta à esquerda deste ponto. Seguir para a região próxima ao ponto 7 desviando da vegetação de progressão mais lenta (rachurado). Atacar o ponto a partir do cupinzeiro no bordo da vegetação mais densa.

Rota do ponto 12 para o ponto 13:


O que planejei: seguir em azimute para o ponto 13 contando a distância. Diminuir a velocidade nas proximidades do ponto e atacar numa orientação mais fina a partir de uma das referências percebidas (cupinzeiro ou árvore de destaque).
O que fiz: parti em azimute, mas é provável que a fadiga tenha falado mais alto, pois o ataque foi realizado muito antes da distância ideal. Ao perceber que havia errado o ataque, retornei ao bordo da vegetação e utilizei as árvores de destaque para corrigir o erro e atacar o ponto.
O que deveria ter feito: deveria ter incluído no planejamento inicial a árvore de destaque com branco como um primeiro ponto de checagem. Ela seria a referência para garantir a correta contagem da distância. Também o ponto de ataque deveria ser definido de início, para evitar que o desgaste físico tornasse mais complicada a decisão.
Neste erro foram gastos pouco mais de 3’ em uma distância aproximada de 140m.

Rota do ponto 13 para o ponto 14:


O que planejei: seguir em azimute usando a moita da direita, próxima à linha de alta tensão. Atravessar a linha de alta tensão e utilizar a árvore de destaque com branco como ponto de checagem e decisão para o ataque.
O que fiz: segui conforme planejado até a moita. A partir dali o planejamento foi abandonado e passei a procurar por um local de fácil entrada na vegetação mais densa.
O que deveria ter feito: a saída do ponto deveria ser mais próxima à linha vermelha, usando como ponto de checagem a árvore de destaque com branco. A partir dali, melhor seria ainda manter a rota próxima à linha vermelha e atacar o ponto a partir da árvore de destaque no bordo da vegetação, cuja forma em “L” também serviria como ponto de checagem. A valeta próxima ao ponto garantiria a direção correta.
Esta rota é um ótimo exemplo de como a fadiga pode interferir no planejamento e nas decisões. Aparentemente, era uma rota fácil, mas que quase colocou toda a prova em risco. Vale observar, ainda, que o desvio de mais de 40% me custou pouco mais de 130m além do necessário para atingir o ponto. Outro detalhe a se notar é que a primeira parte da rota foi em boa velocidade. Já a segunda parte, a partir da linha de alta tensão, foi em velocidade baixa (rota em vermelho). Isso confirma a confusão mental e a dificuldade de decisão.

Rota do ponto 16 para o ponto 17:


O que planejei: sair do ponto 16 em direção à estrada. Seguir pela estrada até a bifurcação próxima ao ponto de água e, utilizando o formado da vegetação em “U”, definir o ponto de ataque e buscar o prisma em baixa velocidade.
O que fiz: ao sair do ponto 16, segui por um aceiro e passei da entrada da estrada. Ocorre que a decisão foi equivocada e a vegetação da nova rota só me permitiu voltar para a estrada após atravessar o riacho. Retornei ao planejamento inicial, chegando à bifurcação e iniciando a aproximação ao ponto 17.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado.
 Notem que compliquei em demasiado uma rota que seria limpa e segura. Ao perceber o erro, é provável que retornar alguns metros ainda assim seria convertido em ganho de tempo e menor distância percorrida.

Rota do ponto 17 para o ponto 18:


O que planejei: sair do ponto pela direita, buscando a linha vermelha imediatamente após deixar a vegetação mais densa. Utilizar como referência o poste de alta tensão demarcado.
O que fiz: saí do ponto com dificuldade de progressão. Para ter certeza de onde eu realmente estava, segui pela direita até a pequena área branca. Efetuei a correção da rota a partir dali, procurando a parte de transposição mais fácil próxima à linha de alta tensão.
O que deveria ter feito: a melhor opção seria a rota mais próxima à linha vermelha. Inclusive por ser de fácil visualização tanto a árvore de destaque como o poste de alta tensão.

Uma outra opção seria sair do ponto 17 pela esquerda, atacando o ponto pela própria linha de alta tensão.

E aí, leitor, o que achou dessa análise de rotas? Se você participou desta etapa, teve dificuldades em "vencer" o terreno? Considera que a simbologia do mapa permitiu uma correta decodificação da vegetação?
Não deixe de emitir sua opinião. Ela será de grande valia para todos os colegas que, assim como você, estão lendo esta análise.

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