sexta-feira, 24 de abril de 2015

Começou a I Etapa do CamBOr 2015

Olá, orientistas.

Sob temperatura amena e diante de um visual repleto de aclives, a pequena cidade de Rancho Queimado, nas proximidades de Florianópolis - SC, foi palco para a abertura da I Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2015, o CamBOr.



A primeira competição foi o tradicional Revezamento por trios. Destaque para o tempo médio necessário para completar os percursos. Apesar de curtas as distâncias, a topografia obrigou os atletas a enfrentar subidas e descidas íngremes.


Não observamos a presença de ambulâncias ou equipes de resgate. Também vale destacar, negativamente, um provável descumprimento do regulamento relativo à formação das equipes (trios compostos por atletas de federações distintas). Assunto a ser discutido pelo Júri Técnico da Etapa.


Amanhã, dia 25, será realizado o percurso longo de cada uma das respectivas categorias. No domingo, dia 26, haverá o percurso médio e a premiação final da Etapa.

Acompanhe aqui no blog os principais destaques desta competição.

O álbum de fotos pode ser visualizado clicando aqui.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Brasil é citado na Ata da Reunião do Conselho da IOF

Olá, orientistas.

Nos dias 10 e 11 de abril ocorreu a reunião nº 174 do Conselho da IOF.
Na ata publicada no sítio da instituição há uma referência importante relativa à orientação brasileira. Resumindo, foi dado um prazo para que sejam sanadas pendências financeiras entre o Brasil e a IOF. Não sendo finalizada a pendência, a pena já definida é de suspensão dos direitos de membro, inclusive a participação em eventos da IOF.
Abaixo o texto original:

The IOF Office was asked to once again contact the Brazilian federation and agree a timeline for payment of all outstanding fees. If a timeline could not be agreed within 60 days, or was not upheld, Council agreed that a suspension of all membership rights would come in effect, including participation at WOC and other IOF activities.



Temos um momento importante para avaliar a situação da Orientação brasileira e trabalharmos tanto a união dos orientistas quanto as medidas necessárias para que nossa modalidade tenha um crescimento sustentável no cenário esportivo.

A ata completa pode ser acessada clicando aqui.

Próximos eventos: I Etapa do CamBOr - Rancho Queimado-SC - 24 a 26/04.

Boas rotas \o/
orientistaemrota



domingo, 12 de abril de 2015

CODF 2015 - II Etapa - Fotos e análise de rotas

Olá, orientistas.

Em Brasília ocorreu, hoje, a II Etapa do CODF 2015. Com uma prova na modalidade Sprint, sob forte sol, mais de duzentos competidores povoaram uma região plana, mas complexa, dada a vegetação e os obstáculos existentes.


Abaixo o mapa original da H21E:


E aqui o mapa com minhas escolhas:


Alguns números importantes para se avaliar minha prova:
  • Distância da linha vermelha: 4,6 km;
  • Distância efetivamente percorrida: 6,6 km;
  • Tempo total: 37'44";
  • Tempo estimado: 30'00;
  • Pace: 5,42 min/km.
Destaco as seguintes escolhas que poderiam, aparentemente, resultar num tempo menor:
  • Rota para o ponto 1: poderia seguir pela estrada, pois a vegetação no ponto de ataque escolhido diminuiu a velocidade de progressão drasticamente;
  • Ponto 1 para o ponto 2: não foi feita a medição da distância para acessar a clareira que leva ao ponto 2. Como resultado, fiquei procurando o ponto na estrada acima acreditando estar na clareira. Tive que voltar e corrigir o erro, acumulando tempo e percorrendo grade distância. A progressão ao atacar o ponto foi lenta para recuperar a concentração e confiança no mapa;
  • Ponto 3 para o ponto 4: A vegetação foi roçada durante a semana tornando o terreno diferente do descrito nos mapas. Vale ressaltar que vários competidores levaram demasiado tempo para encontrar este ponto (dentro de um buraco). A vegetação que circunda o ponto, aparentemente, estava bem mais extensa que a retratada no mapa;
  • Ponto 4 para o ponto 5: Faltou atenção à errata informada antes da prova (vegetação alterada);
  • Ponto 7 para o ponto 8: Erroneamente não contornei a vegetação intransponível.
O resultado final será divulgado no sítio da FODF. Mas em conversas com outros competidores da H21E, foi possível concluir que seria possível completar o percurso em 30 minutos.




Para ver nosso álbum completo de fotos desta etapa, clique aqui.

Boas rotas \o/
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Análise de rotas TCO 2015 - Troféu Cerrado de Orientação

Olá, estimados orientistas.

Participamos do Troféu Cerrado de Orientação - TCO 2015. Mais um exemplo de que é possível aliar uma boa disputa ao prazer de navegar por belas paisagens. A organização ficou por conta do COSEC, clube que representa a cidade de Cristalina-GO.
O TCO une as Federações de Orientação do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, mas conta, também, com a participação de atletas de outros estados.



Apresentações à parte, vamos tratar agora da nossa análise de rota. O mapa abaixo é o da categoria H21E:

Aqui a versão com minhas escolhas:


Minha meta continua sendo atingir um pace (tempo em minutos necessário para percorrer 1 km) médio de 7 min/km numa distância de até 20% acima da distância em linha reta descrita no mapa. Como podem ver, este percurso possuía 7,4 km. Então, meu limite seria 8,9 km. Se arredondarmos para 9 km e considerar o pace de 7 min/km, o tempo total de prova seria de 63 minutos.

Rota do ponto 3 ao ponto 4:

O que planejei: Optei por percorrer as trilhas à esquerda, por ser uma rota segura e por oferecer maior velocidade de progressão.
O que fiz: Segui conforme o planejado. Entretanto, após passar próximo ao ponto 9, passei direto pela trilha (seta) e cheguei a uma cerca. Ali a progressão foi bastante lenta devido ao terreno encharcado e a vegetação mais fechada. Já nas proximidades do ponto 4 passei direto pela ravina, ponto de ataque, e percorri 300m desnecessários, perdendo praticamente 2 minutos.
Como deveria ter feito: A rota planejada, aliada à velocidade de progressão pareceu adequada. Uma alternativa seria tentar uma rota mais reta, tal qual a grande seta à direita da linha reta entre os pontos 3 e 4.

Rota do ponto 5 ao ponto 6:

O que planejei: Seguir pelo lado esquerdo contornando a vegetação mais densa, atacar o ponto a partir da abertura na vegetação e utilizar a área branca "c" como barreira de segurança.
O que fiz: Segui conforme planejado até o ponto de ataque. Entretanto, desci sem efetuar a contagem de passos, desrespeitando o próprio planejamento inicial. Acabei chegando ao local "b" acreditando estar no "a". Notem as semelhanças das áreas brancas. A confusão me fez percorrer 700m desnecessários, perdendo cerca de 8 minutos. Por garantia, tomei como ponto de ataque uma área aberta a qual me permitiu visualizar uma rede elétrica, facilitando o ponto de ataque.
Como deveria ter feito: Seguir conforme o planejado. Ao me afastar em demasiado do ponto, deveria ter atentado para a barreira de segurança em "c", corrigindo a rota rapidamente.

Rota do ponto 14 ao ponto 15:

O que planejei: Seguir conforme seta maior atacando o ponto ao cruzar a trilha mais próxima do ponto. Como barreira de segurança a estrada com cerca após o ponto 15.
O que fiz: Ao cruzar a trilha em "d", confundi o local acreditando estar em "e". Uma contagem de passos evitaria este erro. Azimutei a partir do "e" e acabei por me deslocar rumo ao ponto 16 (acreditando se tratar do ponto 15). A correção custou, no mínimo 200m desnecessários e uma perda de 1 minuto e 30 segundos.
O que deveria ter feito: Seguir estritamente conforme o planejado.

Tempo total da prova: 77 minutos.
Distância total percorrida: 10400m.
Total de distância percorrida nos erros apontados: 1200m.
Tempo total gasto nos erros apontados: 11 minutos e 30 segundos.
Tempo do vencedor da prova: 47 minutos.

Se terminasse a prova em 66 minutos, obteria a sétima colocação.
Os 77 minutos me levaram à penúltima posição (17/18).
Principal lição desta análise: jamais abandone a contagem de passos!

Vale ressaltar que a categoria H21E desta prova contou com a participação de vários militares que estão se preparando para uma seletiva específica. Isso elevou bastante o nível de competitividade.

O álbum de fotos completo pode ser visto clicando aqui.
Os resultados finais estão disponíveis no sítio do COSEC: www.cosec.org.br.

Boas rotas \o/
orientistaemrota




domingo, 15 de março de 2015

Análise de rotas CODF2015 I Etapa

Olá, estimados orientistas.

Depois de uma breve pausa, estamos de volta conversando sobre o que mais nos une: as corridas de Orientação. E nosso primeiro bate papo técnico é a apresentação do percurso H21E da I Etapa do Campeonato de Orientação do Distrito Federal, o CODF2015.
A prova foi, também, a abertura oficial do calendário de competições para os orientistas de Brasília. Precedida por um treino técnico da semana anterior, foi bem avaliada pelos competidores, os quais enfrentaram a vegetação típica do cerrado brasileiro.
Apresentações à parte, vamos à nossa análise técnica. Espero que lhes seja relevante! Lembrando que a metodologia consiste em responder três indagações em cada trecho analisado: 1) o que planejei? 2) o que fiz? 3) o que deveria ter feito?
Primeiramente, vamos dar uma olhada geral no mapa da competição:

Este é o mapa com as rotas. Note que a linha percorrida possui as cores verde (maior velocidade), amarela (velocidade baixa) e vermelha (parado ou quase parando). Se quiser visualizar no 3DRerun, clique aqui.

A distância total percorrida foi de 12,09km, num tempo de 1h35'30". O pace médio foi de 7,90 min/km. A meta era de completar o percurso num pace médio de 7,00 min/km. Minha tese é de que este é o pace ideal para perfazer as rotas sem prejudicar o raciocínio, em qualquer corrida de orientação tradicional. Mas a distância total efetiva não pode superar a distância descrita no mapa em mais de 20%. No caso em questão, percorri quase 4 km além dos 8,6 km de distância (linha vermelha). O que dá um total de 40% acima da distância descrita no mapa. Esta parte matemática parece um tanto chata, mas deve ser considerada em toda prova de orientação (tá!, pode parecer uma teoria maluca. Então, me ajudem a melhorá-la \o/). O quadro abaixo vai tratar somente dos trechos os quais percorri distâncias que considero desnecessárias:

Vamos aos trechos.
Rota do ponto 1 ao ponto 2:

O que planejei: usar as trilhas à esquerda obtendo maior velocidade de progressão e segurança no ponto de decisão.
O que fiz: atuei conforme planejado.
Como deveria ter feito: uma alternativa seria utilizar a trilha indistinta rumo à estrada (a) e, de lá, seguir pela outra trilha indistinta fazendo uma conferência no checkpoint (b). Neste caso, o orientista deve ponderar a precisão, a fadiga e a velocidade de progressão.

Rota do ponto 2 ao ponto 3:


O que planejei: usar as duas trilhas indistintas em direção ao ponto 3 como checkpoint; usar a trilha indistinta próximo ao ponto como ponto de decisão; considerando a trilha maior após o ponto como barreira de segurança.
O que fiz: azimutei em direção ao ponto em velocidade razoável. Percebi somente uma das duas trilhas indistintas antes do ponto. Na contagem de distância, cheguei até o local (c), mas não visualizei o prisma. Para corrigir, avancei até a trilha indistinta e me desloquei até a trilha em (d). Progredi em velocidade, passando do ponto de decisão e parando no (e). Numa nova tentativa de correção, me desloquei até o (f) e depois (g). De lá utilizei a trilha indistinta e encontrei o prisma.
Como deveria ter feito: deslocamento em menor velocidade, tomando a segunda ou terceira trilha indistinta como corredor até o ponto 3.
Tempo e distância extra: 7min e 700m.

Rota do ponto 6 ao ponto 7:

O que planejei: deslocamento utilizando as trilhas como corrimão. Utilizar a estrada e cerca como barreira de segurança caso não encontrasse o ponto na primeira tentativa.
O que fiz: segui conforme o planejado. Na primeira tentativa parei pouco acima do (j) sem sucesso. Voltei na trilha rumo ao (i) e azimutei novamente, chegando no (j), mais uma vez sem sucesso. Da estrada principal me desloquei até a trilha secundária (seta) e encontrei o ponto no (h). Há que se verificar com outros colegas se o ponto realmente estava no local adequado.
Como deveria ter feito: o planejamento inicial foi adequado. Deveria ter ido diretamente para a barreira de segurança ao não encontrar o ponto na primeira tentativa.

Rota do ponto 8 ao ponto 9:

O que planejei: seguir pelas trilhas em maior velocidade.
O que fiz: conforme o planejado.
Como deveria ter feito: a outra alternativa seria azimutar conforme a seta vermelha, com erro proposital para a direita, usando a estrada como corrimão.

Rota do ponto 10 ao ponto 11:


O que planejei: No azimute, seguir em direção à trilha (k) e atacar o ponto 11.
O que fiz: Iniciei o deslocamento em velocidade. Achei que a trilha estava antes da sua real posição. Quase houve um contra-azimute.
O que deveria ter feito: Proceder conforme o planejado, efetuando a contagem de passos (distância).

Rota do ponto 12 ao ponto 13:

O que planejei: No azimute, usar a segunda trilha como ponto de ataque para o ponto 13.
O que fiz: Ao chegar na segunda trilha, faltou confiança e me desloquei para seu lado esquerdo. A falta de concentração me fez seguir mais adiante. Ao perceber a falha, retornei para o ponto 13.
Como deveria ter feito: seguir conforme o planejado. Outra alternativa seria utilizar as trilhas, optando pela segurança no deslocamento.
Tempo e distância extra: 3min e 340m.

Rota do ponto 13 ao ponto 14:

O que planejei: Seguir pelas trilhas, obtendo maior velocidade.
O que fiz: Houve um momento de desconcentração na metade da rota planejada.
O que deveria ter feito: Seguir no azimute da seta azul utilizando a estrada (L) como ponto de checagem. Depois, seguir na direção do ponto 14 utilizando a segunda estrada como segurança.


O restante do percurso foi realizado a contento. Observem que ao não aplicar princípios básicos da Orientação, foram perdidos segundos preciosos. Não fossem os vinte minutos extra, terminaria na segunda colocação. Também a concentração deve ser melhor trabalhada, para que o poder de decisão seja mais rápido e eficaz.

Mais fotos deste evento estão disponíveis clicando aqui.

O próximo desafio será o Troféu Cerrado de Orientação, no dia 22 de março, na cidade de Cristalina-GO.

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Boas rotas \o/
orientistaemrota





domingo, 11 de janeiro de 2015

Ano novo, velhas questões.

Olá, estimados orientistas.

Tivemos um ano interessante para a Orientação brasileira. Brasileiros despontando em eventos internacionais, a realização do WMOC2014, surgimento de mais clubes de Orientação.
Mas o que parece ser positivo talvez seja reflexo invertido do que ocorre nos bastidores da modalidade.
Não cabe aqui execrar, julgar ou teorizar sobre as denúncias e atitudes bairristas que permeiam nosso esporte. Entretanto, julgamos também injusto que este espaço permaneça inerte.
Nosso desejo é que aqueles que decidem sejam justos, coerentes e capazes. E que suas decisões expurguem o que vem contribuindo para a estagnação da Orientação brasileira. Sim, é opinião deste autor que a Orientação no Brasil carece, e muito, de melhores rotas.
Destaque aqui para três pontos:

  • Falta de transparência;
  • Desrespeito às regras ou regras elaboradas com propósito excuso;
  • Conivência dos próprios orientistas.
Que tenhamos um 2015 mais claro e, verdadeiramente, promissor.

Boas rotas \o/
Antonio Carlos - 6692

sábado, 8 de novembro de 2014

Mundial de Másteres de Orientação - WMOC2014 - Long Qualify 1 e 2

Olá, estimados orientistas!

Após as duas provas de Sprint, uma em Porto Alegre-RS e a final em Canela-RS, foram realizadas nos dias 5 e 6 de novembro último as qualificatórias dos percursos longos em floresta.
As provas LQ1 e LQ2 apresentaram diferentes níveis de dificuldade e de vegetação, inclusive influenciando na velocidade de progressão dos orientistas.


A LQ1 foi realizada numa área predominante de reflorestamento. Portanto, um mapa com bastante "branco". Já a LQ2 apresentou uma quantidade maior de área verde, com forte desnível.
Como consequência direta, o tempo para que os orientistas terminassem a LQ2 foi ligeiramente maior que o tempo despendido para findar a LQ1.

Numa forma simples de se resumir a impressão geral da LQ1 e da LQ2, a primeira privilegiou a corrida, e a segunda foi bastante técnica.

Os mapas estarão disponíveis no sítio oficial do evento: www.wmoc2014.org.br. De lá é possível verificar os resultados até o momento e utilizar as ferramentas do Route Gadget para comparar as parciais e os resultados globais.


Destaque para os brasileiros Ironir Ev, Juscelino Karnikowski, Leandro Pasturiza, Gilson Schropfer, Robson Reginfo e o francês (quase brasileiro) Jerome Baudson, todos entre os dez primeiros na Final A da categoria M35 e com grandes chances de medalha.
Outro ponto importante a ressaltar diz respeito às belíssimas arenas montadas pela Organização. Estamos mostrando ao mundo orientista, em alto nível, nossa capacidade de promover eventos desse porte.


Nossos álbuns de fotos do WMOC2014 estão disponíveis na lateral esquerda do nosso blog (ou acesse clicando aqui). Veja se você e seus amigos foram clicados.


Boas rotas \o/
orientistaemrota