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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O que fizemos em 2016

Olá, estimados orientistas.

Começamos um novo ano e o momento é propício para uma breve retrospectiva do blog orientistaemrota. Vamos dar uma olhada no que fizemos com vistas a traçar nossas rotas para 2017.
Em janeiro, publicamos uma matéria resumindo nossas propostas para alteração do RGOP, as quais foram previamente debatidas em dois “oriencontros” realizados aqui em Brasília. Alguns dias depois, foi momento para publicar a relação atualizada de entidades com direito a voto na Assembleia Geral 2016.
Em fevereiro, estivemos em Portugal e fizemos um breve relato sobre o já consagrado Portugal O’meeting - POM 2016. Mas a publicação mais importante foi a cobertura da AG 2016. Foi um dia totalmente dedicado a transmitir à comunidade orientista tudo que se passou no evento, inclusive utilizamos o facebook e o tweeter para tornar a transmissão mais ágil. Cabe ressaltar que foi a primeira AG realizada de forma descentralizada e validou a nova gestão da CBO.


No terceiro mês de 2016, março, participamos de três inaugurações de campeonatos estaduais: a primeira etapa do Campeonato de Orientação do DF, a primeira etapa do Campeonato Paraibano de Orientação e também a primeira etapa do Campeonato Goiano de Orientação. Cada uma das três matérias trouxe de volta as tão comentadas análises de rotas, além dos álbuns de fotos e de comentários pertinentes a cada uma dessas competições.

No dia 23 de abril foi dado espaço para levar a vocês nossas impressões sobre a abertura do CamBOr 2016. E com muito pesar, no dia 24 de abril o blog, nossa página no facebook e nosso perfil no instagram apresentaram um prisma em preto e branco, lamentando o fim das rotas do nosso amigo Itamar Torrezam.
Ficamos em silêncio por algumas semanas e o mês de maio contou com uma única publicação. Nela, trouxemos à tona a importância de debatermos formas de tornar mais segura a prática da modalidade no país. Em Brasília, durante uma reunião da FODF, pudemos compartilhar alguns conhecimentos sobre gestão de riscos.
Junho iniciou com uma publicação específica com um breve estudo sobre os perigos e riscos envolvendo a orientação. Depois publicamos as impressões sobre a II Etapa do CamBOr 2016.
Os meses de julho e agosto contaram com mais análises de rotas versando sobre os percursos revezamento, médio e longo da II Etapa do CamBOr. Ambas matérias foram amplamente comentadas e trouxeram novidades. A primeira delas foi a introdução do vídeo com a animação do mapa em tempo real. Outra novidade foi a utilização das informações de performance do QuickRoute e do SplitsBrowser com as devidas explicações de forma didática e bem detalhada.


Em setembro, lidamos com o tabu envolvendo o mito de que um orientista nunca deve desistir de um percurso. O texto veio propositalmente antes da III Etapa do CamBOr, programada para ocorrer no período de seca em Brasília. Além do blog, este texto foi publicado na íntegra na Prismagazine. E pelo número de manifestações, parece que seu objetivo foi alcançado. Ainda publicamos a cobertura da III Etapa do CamBOr destacando todo o esforço dos organizadores para tornar essa uma das melhores etapas já realizadas em toda história da disputa nacional.
O blog entrou em recesso em outubro e a matéria sobre o Campeonato Sulamericano foi publicada em novembro. Contou com um vídeo do sprint com mapa em tempo real e as pertinentes análises de rotas. A foto que você vê abaixo demandou muita conversa e muitas idas e vindas. Também por isso o significado é indescritível!

Em dezembro, novo recesso editorial. Assim, a matéria de encerramento do ano esportivo foi publicada somente em janeiro, mas igualmente com o uso do vídeo com mapa em tempo real e mais um álbum de fotos ilustrando a participação brasileira no Sul-Americano.
Em paralelo a todo esse histórico, alguns artigos da nossa coluna na Prismagazine foram escritos de maneira exclusiva, sem publicação no blog.
Um outro trabalho que foi desenvolvido em 2016, de forma silenciosa, foi a criação do canal @orientistaemrota no instagram. Esporadicamente publicamos fotos com mensagens do cotidiano de um orientista. Os textos são em português e inglês, alcançando um grande número de pessoas que utilizam o aplicativo. Essa campanha trouxe uma grata surpresa: recebemos comentários da IOF no insta e hoje nosso perfil é seguido pela entidade e por mais um grande número de orientistas e entusiastas ao redor do mundo. Aproveite e nos siga!!!

Aproveitando a tendência de maior envolvimento de internautas em nossas publicações, a partir de junho passamos a utilizar, também, a frase “citius, fortius, sapiens” (numa tradução livre: mais rápido, mais forte, mais inteligente). Em alusão ao lema olímpico, estamos enfatizando o aspecto do raciocínio inerente à Orientação.
O crescente alcance das publicações do blog e dos canais no facebook e no instagram, são motivadores. Isso eleva, por consequência, nossa responsabilidade em aprimorar a qualidade das publicações. Ao mesmo passo, indica que estamos na rota correta.
Que todos tenhamos excelentes percursos em 2017. Que nossa modalidade cresça de forma sustentável. E que, pessoalmente falando, tudo que envolva as tags #orientistaemrota  e #citiusfortiussapiens tragam bons frutos para a Orientação.

Boas rotas \o/

orientistaemrota

sábado, 27 de agosto de 2016

Análise de rotas II Etapa do CamBOr 2016. Parte II - Percurso Médio

Análise de Rotas Percurso Médio – H35A

Depois de alguns anos disputando o CamBOr na categoria H21A, mudei para a H35A. A transição se deve, principalmente, a dois aspectos: meus 40 anos de idade e a confiança de que posso disputar em igualdade com os colegas da categoria, mesmo sendo eles, em bom número, provenientes da H21E com dedicação exclusiva.
Recuperado do enorme desgaste causado pelo Percurso Longo, e ciente de que as estimativas de tempo foram superestimadas pelo organizador (em várias categorias, muitos competidores levaram mais de 2h para terminar seus percursos), hora de tentar ganhar algumas posições para, quem sabe, figurar entre os 10 primeiros da categoria. O primeiro aspecto que tratei internamente foi exercitar mentalmente o tipo de relevo e sua vegetação de difícil progressão.  A largada no início do pelotão trouxe a ansiedade em percorrer o mapa sem ser alcançado pelos colegas que viriam após. Vamos tratar aqui das rotas 1-2 e 8-9.

Este é o mapa com minhas rotas:




Rota do ponto 1 para o ponto 2



O que planejei: seguir em azimute para o ponto, utilizando como linha de segurança o topo da elevação.
O que fiz: segui conforme o planejado, mas o deslocamento tendeu para a esquerda. Não utilizei os cupinzeiros como pontos de checagem e acabei descendo além do necessário. Ao não encontrar o ponto na primeira tentativa, retornei para o topo da elevação, mais uma vez sem obter êxito. Na segunda tentativa de encontrar o prisma pela esquerda da elevação, desci um pouco mais à frente e concluí o trecho. Me pareceu que o ponto estava um pouco deslocado à frente e à esquerda do topo da elevação, diferentemente da localização do mapa.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado, mas fazendo a contagem adequada da distância e seguindo os pontos de checagem. Importante observar que deslocamentos em diagonal nas elevações normalmente tendem a curvar para seu lado mais baixo (como se estivéssemos seguindo a direção que a água tomaria). Outro detalhe que merece atenção é que a vegetação e o relevo deste trajeto tornaram o deslocamento extremamente lento. Notem que praticamente todo o percurso está em vermelho, sendo necessários mais de 2’para percorrer os 100m entre um ponto e outro.
Foram pelo menos 40” perdidos neste pequeno trecho.

Rota do ponto 8 para o ponto 9


O que planejei: seguir para o ponto nove descendo o trecho com uma queda proposital para a direita, utilizando a valeta como corrimão. Diminuir a velocidade na valeta para não passar do ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado. Mas não contei os passos duplos. Perdi a noção da distância e imaginei que havia passado do ponto. Iniciei nova subida, retornando ao início da vegetação mais densa da valeta. Dali desci novamente, obtendo êxito.
O que deveria ter feito: uma das opções era seguir conforme o planejado, mas com a adequada contagem de passos. Uma segunda opção seria descer rumo ao ponto em azimute e utilizando como barreira de proteção a valeta perpendicular após o ponto, ou ainda como ponto de checagem a árvore de destaque à esquerda do prisma.

Como podem ver, esta foi uma prova mais consistente. Isso se deve, entre outros, ao fato ter enfrentado o relevo e a vegetação no dia anterior. Completei a prova em 59'28", o que me deixou na 3ª colocação nesta prova e 4º colocado na classificação final da etapa. Ainda há o que melhorar. Que venha o próximo CamBOr.

Os resultados oficiais estão disponíveis aqui.

Boas rotas \o/
orientistaemrota