quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O que é WMOC - parte II


Olá, estimados orientistas. Continuando nossa série sobre o WMOC, vamos hoje conversar sobre algumas regras deste Mundial, informações do Boletim oficial, número de peito e sobre a rotina de partida.

As inscrições para um WMOC se iniciam praticamente um ano antes de sua realização. Usualmente, o endereço eletrônico do evento é composto da sigla <WMOC><ano de realização><.><identificação eletrônica do país sede>. A edição húngara teve o endereço www.wmoc2011.hu, e a edição alemão foi situada no endereço www.wmoc2012.de. Para o próximo ano, em Turim, o endereço eletrônico é o www.wmoc2013.it, e a edição brasileira pode ser encontrada na internet no endereço www.wmoc2014.org.br. Vale a pena acessar esses sítios e fazer suas próprias avaliações e comparativos.


Os valores praticados para as inscrições foram, inicialmente, 110 Euros na Hungria e 140 Euros na Alemanha. O valor do primeiro período de inscrições para a edição da Itália é de 190 Euros. Ao pagar a inscrição, o atleta tem direito a participar dos dois Sprints, três Longos e, ainda, um treino Sprint e um treino Longo. Os mapas dos treinos (model events) integram o kit do atleta, que vem com número de peito, um boletim impresso, material publicitário e amenidades, entre outros objetos a critério do Organizador.

A numeração de peito é uma espécie de código identificador do atleta. Este número é como se fosse uma carteira de identidade do competidor, sendo a melhor forma de identificação para qualquer demanda junto à secretaria do evento. Até mesmo os lojistas presentes no WMOC utilizam este número para identificar os compradores. O número de peito é composto por cinco dígitos, sendo os dois primeiros responsáveis por identificar a categoria. Dessa forma, todo número iniciado com 35 é dos atletas da categoria 35, e assim por diante. No número de peito também existem outras duas importantes informações: a chave do atleta e seu respectivo horário de partida. Mas, logicamente, essas informações são apenas das provas qualificatórias. As chaves e os horários de partida das provas qualificatórias também estão disponíveis no último boletim do evento (impresso ou na internet), nos murais do Centro de Eventos e na área de acesso à competição.



 Os números de peito também informam o grupo de partida da categoria. No WMOC 2012 as categorias foram divididas em 4 grupos: verde, amarelo, vermelho e branco. Essa separação se deve, inclusive por conta dos arranjos logísticos nas arenas de competição. Por exemplo, um competidor da categoria M35 (verde) terá sua partida mais afastada da área de acesso à competição. Já um competidor da categoria W80 (vermelho) terá sua partida mais próxima ao local de concentração.




Em cada categoria, os atletas são subdivididos em chaves e os melhores em suas respectivas chaves passam a compor a final A. Para definir a quantidade de atletas por chaves e quantos irão compor a final A aplica-se a regra 6.14 da IOF. Esta regra consiste, basicamente, em subdividir as chaves em número próximo a 80, caso o total de inscritos seja superior a 160; ou pela metade caso haja um número entre 20 e 160 inscritos. Para melhor entendimento da aplicação desta regra, sugerimos sua leitura no sítio da IOF. Vale ressaltar que os boletins dos WMOC apresentam exemplos desta metodologia.




Os 10 melhores tempos classificados para cada final A recebem uma identificação diferenciada, os chamados Bibs. No WMOC da Hungria os bibs foram adesivos afixados no número de peito do atleta. Já no WMOC da Alemanha, os 10 melhores receberam um novo número: 60-1 ao 60-10, por exemplo. Dessa forma, qualquer espectador pode identificar que aquele atleta é um top 10. Ou seja, os melhores competidores ficam sob os olhares atentos de todo o público, da organização e dos próprios orientistas.

Ainda falando sobre o boletim, este é praticamente um livro. O último boletim antes do início do WMOC possui uma vasta gama de informações: mensagens dos responsáveis pelo WMOC, informações sobre a região, listas de partida das provas qualificatórias, estatísticas de inscritos, regras aplicáveis, toda a programação oficial, merchandising e a rotina do atleta nas arenas de competição.

Abaixo você pode observar três diagramas: o primeiro é uma visão geral informando, inclusive, as áreas de estacionamento ou pontos de parada dos meios de transporte, o segundo traz todo o esquema da área de concentracão e o terceiro retrata como o atleta deve se portar na largada, inclusive com cuidados relativos aos horários.


No esquema acima, divulgado no boletim oficial do WMOC, o atleta do grupo verde terá uma distância de 1600m entre a área de concentração até a pré-partida. O tempo estimado é de 27 minutos de caminhada. Da pré-partida à linha de partida ele terá um intervalo de 2 minutos. E o prisma zero está a 50 metros da linha de partida. Dessa forma, caso um atleta do grupo verde tenha sua partida informada no boletim para acontecer às 12h37, este deverá estar na área de concentração, e devidamente preparado para partir, com pelo menos 29 minutos de antecedência. Os horários são rigorosamente cumpridos. No percurso entre a pré-partida e a partida existem delimitações para limpar e checar o chip, pegar a sinalética e o mapa. Também é na pré-partida que a organização verifica se o atleta está no funil dentro do horário estabelecido e se o número de peito e o número do chip estão corretos.
  
Uma idéia interessante que pudemos observar este ano foi a disponibilização de um rolo de fita adesiva transparente junto ao local de retirada das sinaléticas. O recurso, bastante útil em dias de chuva, dava a possibilidade ao orientista de impermeabilizar seu cartão de descrição.

Continuem acompanhando nossa série sobre o WMOC. No próximo post traremos os mapas e nossos comentários sobre as florestas e seus desafios, percursos e comparativos com nossos mapas aqui do Brasil.



Tem alguma pergunta ou sugestão? Basta comentar aqui no blog ou enviar para orientistaemrota@gmail.com.

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Boas rotas \o/
orientistaemrota