Mostrando postagens com marcador denmark. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador denmark. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de outubro de 2018

WMOC 2018 - percursos de floresta

Olá, estimados orientistas.

Completando os artigos sobre o WMOC 2018 (perdão pela demora), vamos falar agora sobre os percursos de floresta. São as provas Forest Qualify, Middle Final e Long Final. As duas primeiras valeram como classificatória para definir o seleto grupo dos competidores das Finais A. E uma novidade esse ano foi a introdução de um percurso Médio, com premiação própria. Até o ano passado, a definição da final A era feita mediante o somatório dos tempos obtidos em duas provas Long Qualify. A nova regra tornou o WMOC mais competitivo, proporcionou mais chances a todos e diminuiu a fadiga que antes acometia os orientistas devido à execução de duas provas longas seguidas.
 

Há uma formula matemática que diz, antecipadamente, quantos competidores por chave se classificam para as chaves A em cada categoria. Além disso, o competidor classificado para a chave A do percurso médio tem que manter um bom resultado, sob pena de ser "rebaixado". Da mesma forma, um competidor que não tenha ido bem na qualificatória longa pode "subir" para a final A desde que obtenha um bom resultado no percurso médio das chaves secundárias. Vou exemplificar com o meu caso para que vocês entendam melhor.
Participei da M40. Na Long Qualify eu fiquei na chave M40-2. Isso porque minha categoria contou com aproximadamente 120 competidores (60 para cada chave). Por serem somente duas chaves, para figurar no Middle principal, eu deveria completar a prova dentre os 30 primeiros colocados da minha chave. Assim, a relação dos 60 melhores classificados para a M40-A resultou dos 30 melhores de cada chave.
Ocorre que completei o percurso de 9,3km em 1h25´, na 40 posição. Portanto, não atingi o índice e fiquei na chave B do Middle Final.
Mas eu ainda tinha uma chance! Conforme o regulamento, os 25% últimos da Middle A seriam rebaixados. E os 25% primeiros (15 primeiros colocados) da Middle B seriam classificados para a Final A. Felizmente, consegui o décimo melhor tempo no Middle B, com o tempo de 49´14". Assim, a família orientista brasileira passou a contar com um representante na M40-A da Long Final.
Reitero que essas regras todas estão previamente definidas no regulamento do WMOC. Inclusive o horário de partida das primeiras provas é publicado no boletim final. Dessa forma, antes de você sair do Brasil, já terá conhecimento de sua chave e horário das primeiras provas qualificatórias (sprint e longo).

O desempenho das provas que fiz vamos ver abaixo. Seguem os mapas com minhas escolhas. Sugiro que olhem os mapas de outras categorias, com atenção para os traçados de percursos e a simbologia adotada. Destaque para a forma de representar as árvores caídas que porventura provocassem redução na velocidade do atleta. Para isso, não foi utilizado o símbolo X verde, mas um traço verde na posição em que a árvore se encontrava no terreno (cliquem nos mapas para ampliar).

Forest Qualify, M40-2
Distância total percorrida: 11,2km.
Tempo total: 1h25.
Pace médio real: 7´45"/km
Pace da linha vermelha: 9´20"/km
20,5% acima da distância da linha vermelha.


Middle Final, M40-B
Distância total percorrida: 6,2km.
Tempo total: 49:19.
Pace médio real: 7´58"/km
Pace da linha vermelha: 9´58"/km
25% acima da distância da linha vermelha.


Long Final, M40A.
Distância total percorrida: 15,7km.
Tempo total: 1h50.
Pace médio real: 7´/km
Pace da linha vermelha: 9´09"/km
31% acima da distância da linha vermelha.


Minha meta era percorrer até 20% acima da distância da linha vermelha, num pace de até 7'/km. Mas pelo desempenho dos demais participantes, percebo que preciso melhorar o pace médio para até 6'/km. Dessa forma, e ficando dentro da meta da distância percorrida, creio ter condições de figurar melhor no próximo WMOC.
Se você quiser saber um pouco mais sobre o WMOC2018, acessar os mapas e resultados, basta abrir o site da competição: http://www.wmoc2018.dk/
E se tiver acesso ao Netflix, assita ao seriado The Rain. Parte dele foi filmada numa das florestas da competição. Veja como o mapeador assinalou os bunkers!
E não deixe de apreciar o álbum de fotos. Essa é mais uma das pequenas maneiras que tenho de trazer a vocês o clima de um WMOC. Clique aqui.
Comentários, perguntas e sugestões: Já sabe o caminho. Use o campo no final deste post.

Boas rotas \o/
orientistaemrota

segunda-feira, 9 de julho de 2018

WMOC 2018 - Final Sprint

Olá, estimados orientistas.

Ontem foi a final da parte de Sprint do WMOC 2018. Dessa vez, no centro de Copenhagen.
Como era de se esperar, os orientistas que disputaram as respectivas finais A simplesmente voaram nas ruas e construções antigas da cidade. O palco foi a região do Castelo de Christiansborg, com algumas peculiaridades envolvendo o tráfego e regra pré-definida para a travessia de uma ponte (em categorias específicas).

Dentre os brasileiros, destaque para o competidor Paulo Araki, debutante em provas europeias, que fez sua pista em pouco mais de 16 minutos, terminando na 22 posição. 
Valeu muito a participação na Final B do Sprint, mesmo considerando que os percursos foram cerca de 30% menores e, também, mais simples que os percursos das finais A. Clique aqui para acessar os mapas.
É importante ressaltar, entretanto, que a velocidade dos atletas vencedores permaneceu alta. Para se ter uma ideia, o vencedor da H40B precisou de 13´13" para completar o percurso de 2.900m. Na categoria feminina mais veloz, a W35A, a vencedora completou o percurso de 3.300m em 14´19". Na M90A (isso mesmo, competidores de 90 a 94 anos!), o vencedor precisou de apenas 18´31" para percorrer os 1100m do seu percurso. Sugiro que comparem seus tempos médios com os tempos obtidos aqui no WMOC. É um bom parâmetro para criar novas metas de desenvolvimento.

Falando especificamente do meu desempenho, a tática de arriscar tudo caiu por terra já no primeiro ponto. Estava tão próximo da partida que acabei passando direto. Já no ponto 2, um erro na leitura da sinalética me fez perder mais alguns segundos até perceber que o prisma estava um piso abaixo, na entrada de uma garagem. E o terceiro equívoco está na imagem abaixo:
Analisando as parciais, em vários momentos consegui tempos entre os 10 primeiros. Mas como bem disse o orientista José Fernandes (CBO 1000), "o orientista às vezes é como um goleiro de futebol: pode ir bem durante todo o jogo, mas um único erro pode levar à derrota".
Lições aprendidas e anotadas! Amanhã começa a etapa de floresta. Vamos disputar a prova classificatória longa. A organização já informou que o local tem deficiência de cobertura telefônica, mas vou tentar manter vocês informados sobre tudo que estiver acontecendo lá.
Como aperitivo, cliquem aqui para ver a localização da Long Qualify.

Boas rotas!
orientistaemrota