Tivemos a grata oportunidade de participar da prova que valeu como última etapa do CamGOr 2017. A competição foi numa interessante área em Caldas Novas - GO, e contou com a participação de pouco mais de 50 orientistas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Pará. O número pequeno de inscritos pode ser explicado, em tese, pela ocorrência do Enem e de um festival anual da cidade.
O terreno escolhido, às margens do Lago de Corumbá, proporcionou uma competição de alto nível. Bem como as instalações e amenidades preparadas pela organização do evento.
Abaixo o mapa da categoria HMA (clique na imagem para ampliar):
E esse é o mapa com as minhas escolhas (clique na imagem para ampliar):
Notem que cometi pequenos erros nas rotas 3-4 (ajuste fino na chegada ao ponto), 5-6 (escolha da rota) e 9-10 (ajuste fino na chegada ao ponto). Abaixo um vídeo com a análise de rotas sobre esse percurso.
Ao final da prova, houve a premiação da etapa e depois a premiação geral do CamGOr.
Aproveitando o momento, parabenizo toda equipe envolvida no planejamento e execução do campeonato goiano. E também a todos os competidores que disputaram as etapas nessa edição 2017.
Ah, fiz algumas imagens do evento. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.
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Após três dias de intensa atividade, foi encerrado o ciclo 2017 do Campeonato Brasileiro de Orientação. A cidade de Tibau do Sul e as imediações da Praia de Pipa testemunharam mais uma belíssima edição da disputa. Não só isso. Quem participou da etapa teve à disposição uma das mais belas regiões do país para se curtir uma praia, aproveitar a culinária local e contemplar belezas naturais.
Atleta Janssen Daniel (acervo pessoal), por Davidson Rommel.
Na etapa, os cinco primeiros na categoria Elite masculina foram, pela ordem, Leandro Pasturiza, Joacy Dantas, Marciano Kaminski, Cleber Vidal e Gelson Andrey. Na Elite feminina, as cinco melhores classificadas foram, pela ordem, as atletas Franciely Chiles, Elaine Lenz, Edineia dos Santos, Miriam Pasturiza e Camila Cortinhas.
Dentro das expectativas do nosso post anterior, a classificação final do CamBOr 2017, somando os pontos das três etapas, consagrou como grande campeão na categoria Elite masculina o atleta Claudinei Nitsch. Em seguida, pela ordem, os atletas Gelson Andrey e Cleber Vidal. A quarta posição ficou com Marciano Kaminski e o quinto melhor foi Joacy Dantas. Já na Damas Elite, a maior pontuadora geral foi Franciely Chiles, seguida por Edineia dos Santos e Elaine Lenz. Completam as cinco melhores as atletas Camila Cortinhas e Raquel Arendt.
H21E e D21E. Foto de Rech.
O ranking completo do desempenho anual dos orientistas já está atualizado pela CBO e disponível no próprio portal (clique aqui).
O casal Rech disponibilizou alguns álbuns de fotografias dos três dias de competição dessa terceira etapa no seu perfil do flickr (clique aqui).
Aos poucos vão sendo finalizados os torneios estaduais e municipais. As duas últimas competições de maior vulto são o Campeonato Brasileiro de Orientação Sprint, de 24 a 26 de novembro; e a Copa Nordeste de Orientação - Copane - de 1 a 3 de dezembro.
Quem vai se deslocar para essas competições pode verificar o convênio da CBO com a AGM Turismo para compra de passagens aéreas com descontos. Maiores informações clicando aqui.
Daqui a pouco começa a terceira e última etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2017 - CamBOr 2017. Serão disputados três percursos: sprint na sexta-feira, percurso longo no sábado e percurso médio no domingo. Ao final, serão revelados, ainda, os campeões nacionais da disputa. O ranking e as possibilidades de cada um podem ser visualizados no sítio da CBO. As listas de partida para as três disputas desta etapa já estão disponíveis no sistema Helga-O.
O evento está sediado no estado do Rio Grande do Norte, em Tibau do Sul, próximo a Natal. Mais uma vez ofertando uma boa diversidade de relevo e belos cenários para aquele descanso pós-provas. A vila da Praia de Pipa merece todos os elogios no quesito lugares paradisíacos.
Não se esqueça de verificar os itens básicos para disputar as provas: camisa com número CBO, tênis adequado, protetor para as pernas e braços, óculos de proteção, chip, bússola, porta-sinalética. Além desses itens, leve protetor solar e algum dispositivo para fotografar as belezas naturais da região nos momentos para "turistar".
Os orientistas devem estar atentos, ainda, às altas temperaturas e desgaste físico ao enfrentar terrenos arenosos.
Na Elite Feminina, estão no páreo Franciely Chiles, Edineia dos Santos, Elaine Lenz, Raquel Arendt e Pavla de Oliveira. No masculino, a disputa está mais acirrada. As três primeiras posições para o CamBOr podem ser alcançadas por Cleber Vidal, Carlos Araujo, Gelson Andrey, Claudinei Nitsch, Marciano Kaminski, Everton Markus e Joacy Araujo.
As análises de rota são uma oportunidade incrível de
aprendermos mais sobre a corrida de Orientação e uma forma eficaz de aprimorar a técnica. Hoje vamos tratar do mapa da IV Etapa do Campeonato de
Orientação do DF, na categoria H21E.
(Editado em 27/09: incluídos comentários do traçador Antonio Dmeterko, sobre a rota do ponto 09 para o ponto 10)
É um mapa bastante técnico, fidedigno e que apresentou um
terreno complicado. Notem que a distância em linha reta foi de
"apenas" 5,7 km. O tempo do vencedor foi de 1h. Portanto, um mapa de
progressão lenta.
Dois aspectos interessantes a ressaltar são a quantidade de
afloramentos rochosos e o clima quente e seco que domina o cerrado nessa época
do ano (mês de agosto).
Como citado em outras análises de rotas, minha meta é
completar o mapa percorrendo, no máximo, 20% a mais da distância da linha
vermelha e num pace médio de, até, 7 minutos por quilômetro.
Nessa etapa, portanto, considerando que a linha vermelha era
de 5,7 km, para alcançar a minha meta, deveria percorrer, no máximo, 6,8 km.
Essa distância, num pace de 7'/km, levaria aproximadamente 49 minutos.
Cometi alguns erros e completei a prova em 1h44',
percorrendo 8,1 km.
Nas próximas linhas, vou tentar explicar melhor o que
aconteceu para este resultado (clique nas imagens caso queira ampliar).
Este é o mapa da prova:
Este é o mapa com as minhas escolhas:
Rota do ponto 3 para o ponto 4
O que planejei: seguir até a estrada, virar à esquerda,
pegar a estrada que contorna a cerca, contar a distância e atacar o ponto a
partir da cerca em ângulo de 90 graus.
O que fiz: segui conforme o planejado.
O que deveria ter feito: a estratégia não foi ruim. Mas
percorri 140m além da distância da linha vermelha. Avalei que seria melhor
adotar a rota mais segura no início da prova, para ir ganhando confiança.
Entretanto, seguir pela linha vermelha era uma excelente opção.
Rota do ponto 09 para o ponto 10
Aqui vou copiar, na íntegra, os comentários do traçador Antonio Dmeterko. As setas na cor rosa são opções. Meu planejamento era seguir pela ruína da cerca, mas acabei mudando o planejado dada a dificuldade de progressão. Segui pela curva de nível, ainda com dificuldades. Fui descendo em diagonal e cheguei (por sorte) no "vão" comentado pelo traçador. De fato, não tive a capacidade de avaliar a passagem demarcada no mapa. Com a palavra, o traçador Dmeterko: Como traçador dos Percursos do evento em questão, quero dizer que já esperava as dificuldades encontradas na rota do PC 09 para o 10. Terreno muito difícil. O que me surpreendeu foi o fato de nenhum dos três atletas analisados ter usado a brecha de 404 que havia bem no meio dessa vegetação 409. Para quem não foi próximo da linha vermelha essa era a melhor opção. Provavelmente o susto da dificuldade da primeira "encarada" naquela área tão difícil e a ruína de cerca levaram os três a não vislumbrarem essa opção acima mencionada.
Já o teu erro do 13 para o 14 deve ter sido por natural descuido e desconcentração, pois tinha acabado de sair de uma área muito difícil para uma área relativamente bem fácil e, possivelmente deu aquela "relaxada" natural.
E o erro do 14 para o 15 é o velho problema de quem comete um erro crasso num ponto e tenta recuperar. É muito comum repetir-se o erro nessa situação.
Mais uma vez, obrigado, Dmeterko \o/ Rota do ponto 13 para o ponto 14
O que planejei: pegar a trilha à frente do ponto 13 em
direção à região do ponto 14. Ao final da região rochosa e quedas d'água,
contornar a vegetação mais fechada à direita e atacar o ponto.
O que fiz: segui conforme o planejado até passar pelas
formações rochosas. Adotei como ponto de controle uma queda d'água. Ocorre que
passei da região e, na borda do mapa, utilizei uma outra queda d'água mais à
frente como sendo meu check point inicial. Como resultado, acabei saindo do
mapa e demorei para perceber o erro. Voltei algumas vezes ao rio, tentando
identificar a posição exata. Percorri pouco mais de 300m além do estimado, em
baixa velocidade. Somente após fazer uma leitura da vegetação é que percebi a
real posição do ponto 14, sendo atacado e encontrado finalmente.
O que deveria ter feito: seguir conforme o planejado,
adotando como check point as formações rochosas, além de realizar a contagem da
distância percorrida. O ponto de segurança deveria ser o encontro de trilhas na
borda do mapa.
Rota
do ponto 14 para o ponto 15
O que planejei: voltar para a trilha e, mais uma vez
adotando uma queda d'água como referência, atacar o ponto 15.
O que fiz: segui como planejado e o equívoco me custou mais
tempo e distância percorridos sem efetividade. Voltei ao ponto 14 e, de lá,
azimutei para o ponto 15. Foram mais de 6 minutos perdidos, além do esforço
físico para percorrer 450m em excesso. Vale somar, ainda, o abalo mental
provocado pelo segundo erro em sequência.
O que deveria ter feito: azimutar do ponto 14 rumo ao ponto
15, seguindo o mais próximo da linha vermelha.
Para tornar mais interessante essa análise de rotas, fiz um
pequeno vídeo utilizando o QuickRoute e a plataforma de análises 3DReRun.
Convido todos vocês a assistirem de forma a complementar o que foi escrito
neste post.
Não deixem de comentar essa análise e contribuir para melhorar
a qualidade do nosso blog.
Conversamos faz algum tempo sobre os "equipamentos" básicos que um orientista utiliza durante suas provas. Um dos que julgo mais importante é o calçado. Uma escolha adequada vai te garantir conforto e segurança durante seu percurso. Uma escolha equivocada pode te deixar, literalmente, na mão.
Abaixo vou listar algumas características para te auxiliar na escolha. Lembrando que são quesitos de ordem pessoal, ou seja, não existe receita de bolo. No fim das contas, sua experiência pessoal obviamente tem um peso maior em qualquer decisão. Um outro detalhe: a compleição física exerce forte influência na hora de escolher um par de tênis e sua aplicação. No meu caso, sou leve e com pisada neutra, sem grandes alterações como joanetes ou calosidades.
Aderência
Quantas vezes você já viu um orientista escorregar? Até parece que faz parte da nossa vida tomar uns tombos. Mas não é.
Ocorre que muitos colegas utilizam calçados feitos para a corrida de rua ou academia. Obviamente, um par de tênis sem solado aderente não vai te proporcionar a destreza necessária para parar repentinamente ou correr em curva, por exemplo. Geralmente na linha de chegada, ou nas provas tipo sprint, fica fácil observar quem está com bons "pneus".
Então, se falamos em aderência temos que considerar tanto o calçado quanto as características do terreno. E este terreno é diretamente influenciado pela condição climática: com ou sem chuva, com ou sem umidade. Com chuva, você terá que observar se sua prova será urbana (calçamentos escorregadios, gramado baixo etc.) ou rural (lama, afloramentos rochosos, troncos molhados, charcos etc.).
Drenagem, ventilação e permeabilidade
Já teve a sensação de que seus pés estavam fritando? Ou que estavam congelando? Isso pode ser um alerta!
Se o clima for muito quente, importante observar se seu calçado permite ou não ventilação adequada. O aumento da temperatura nos pés, em conjunto com outros fatores, pode provocar o surgimento de bolhas e lacerações.
Se o clima for frio, principalmente na incidência de charcos ou chuva, vale a pena avaliar o uso de um calçado impermeável ou que proporcione uma drenagem rápida. Pés encharcados também podem contribuir para a laceração ou a hipotermia, por estar em contato com o solo frio e úmido.
Resistência
Uma corrida em área branca de pinus oferece obstáculos diferentes de uma corrida realizada no cerrado. A mesma observação vale para aquela prova realizada em uma das praias nordestinas.
No cerrado, por exemplo, é certo que você vai se deparar com cascalho e pedras pontiagudas. Portanto, seu calçado deve estar apto a proteger seus pés das adversidades oferecidas pelo terreno a ser enfrentado. Observe, portanto, qual o material do cabedal e das solas. Assim, você pode se livrar das famosas "topadas" e rasgos em seus tênis.
Entretanto, é importante observar que, em termos gerais, quanto mais resistente o material, mais pesado e menos ventilado é o calçado.
"... seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação".
Conclusões
A foto que ilustra este post é o que tenho na minha atual "frota" de calçados para a corrida de Orientação. Cada par tem suas características. Solados com travas altas para tração em lama, travas baixas para sprint urbano, travas metálicas (spikes) para locais com troncos de árvores, rochas ou afloramentos. Pares com cabedal em mesh (tramas abertas para maior ventilação e conforto), cabedal em kevlar (resistente e de secagem rápida). Todos com bom amortecimento.
É claro que ter em casa muitos pares de tênis não vai te garantir ser um campeão orientista (meu caso, rs). Mas lembre-se que seus pés são bastante exigidos durante uma corrida de Orientação.
Além disso, meias e produtos que auxiliam na diminuição do atrito entre os pés e o calçado (cremes a base de vaselina e os famosos anti-chafing) são itens que você deve considerar antes de sair de casa.
No dia 30 de julho de 2017 Brasília sediou o Troféu Cerrado de Orientação. Este é o evento regional que define os melhores orientistas dentre aqueles do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Claro que, assim como em outras competições regionais, há a participação de orientistas de outras Federações, engrandecendo os eventos e melhorando a competitividade.
Dessa vez o campo de prova foi definido no núcleo rural Rodeador, nas proximidades de Brazlândia. A área, apesar de plana, apresenta uma mescla de floresta de pinus e cerrado nativo. Um aspecto que chamou bastante atenção foi o forte frio, que fez os termômetros despencarem na preparação e no início da prova. Antes da largada, os casacos eram os itens básicos.
Vale ressaltar que esse TCO 2017 também valeu como a III Etapa do CODF 2017. Ao todo, participaram 234 competidores os quais consideraram que a organização da prova foi boa ou muito boa.
Os campeões da categoria Elite Masculina foram, pela ordem: Cleber Vidal (COSAM), João Batista (COMIB) e João Pedro (ADAAN). Na Elite Feminina, subiram ao pódio Sara Weis (COGA), Elaine Montenegro (COASSEB) e Elizete Rodrigues (COTi).
Abaixo o mapa da categoria H21E. Para os competidores, uma das rotas mais complexas foi a do ponto 9 ao ponto 10. Alguns encararam o 410 (optaram por atravessar o verde escuro). Não houve unanimidade quanto ao êxito dessa estratégia.
Neste trecho (rota do ponto 9 ao ponto 10), o atleta Paulo Corpes fez o melhor tempo, com 6'18". Já o líder da prova naquele momento, Cléber Vidal, precisou de 10'30" para completar essa rota. Alguns atletas optaram pela linha vermelha, outros atravessaram a parte mais lenta pela faixa estreita próximo ao ponto 12. E outros fizeram a rota segura, contornando pela estrada.
Os resultados podem ser consultados no Helga-O (clique aqui).
Veja também nosso álbum de fotos clicando aqui(parte das fotos foram cedidas por Marco Aurelio).
E não deixe de comentar o que achou da prova, dos mapas e das suas estratégias. Compartilhe suas impressões.
Ah, caso compartilhe as fotos, não se esqueça de citar a fonte.